Músicas da Semana #201

Escolhas da Organização do Rodellus:

Quelle-Dead-Gazelle

Quelle Dead Gazelle – Burundi
No campo trabalha-se pela fresca, mas nem por isso se dispensa ritmos mais quentes. “Maus lençóis” dá sempre o tiro de partida em mais um dia de vida dura de campo e sai diretamente da eira, percorrendo o vasto manto verde até encontrar o nosso querido Gil que muito gosta de andar a podar.

Big Red Panda – Arrival Pt II
À sombra das laranjeiras, com um copo de verde do Cardoso e com Big Red Panda como OST.
“Não é top, é topo”, é assim que o nosso querido Hernâni congemina mais umas surpresas para aqueles sem medo do campo. A inspiração está lá e pede segundo copo, e do que há nada falta.

Fugly – Morning After
No campo há sempre azafama. Mais que não seja na cabeça do nosso querido João Araújo, que “semeia” diariamente para colher a partir de dia 28 de Julho. “Morning After” é o calmo período de introspeção, após uma noite de “more than a few”, mas mais do que isso, é a perfeita visão daquilo, que, hoje é pequeno, pode um dia vir a ser muito, muito grande.

Plus Ultra – Scream
Por vezes, o campo não é fácil. E quando uma abelha decide deixar a sua marca, as coisas ficam bem mais complicadas. A velha máxima neste tipo de situações? “Ovelhas não são para mato”, dizem os nossos “Moutas”, reputada família que tudo dá pelo campo. É só uma picada de abelha, nada mais. Se fosse preciso gesso, tínhamos sempre Plus Ultra, que não está sujeito a receita médica, e ainda bem.

The Vintage Caravan – Last Day of Light
“Bamos lá rapazes!”. É este o “war cry” do indomável Zé Pimenta. Se o campo falasse e nos contasse os seus medos e anseios, medo só teria do nosso querido Zé, que muito o tem desbravado e desbundado com a sua “velha Lucille”. O anseio esse é pelo “bandão” que são os The Vintage Caravan, que nos provam que o rock da “velha guarda” anda por aí, e assenta praça no campo mais bonito do mundo já no final de Julho.

Escolhas de Hugo Rodrigues:

Touche-Amore

Touché Amoré – Palm Dreams
Os Touché Amoré mostraram há algumas semanas o primeiro avanço do seu próximo álbum e desde então que o tenho mantido perto de mim. Que venha o resto.

The National – Fake Empire
Podem passar cá a vida (e ainda bem), mas é complicado não se sair de um concerto dos The National de peito cheio, com toda a carga emotiva que isso possa trazer. Já marcaram o próximo?

Arcade Fire – Ready To Start
O enorme concerto que os Arcade Fire deram na passada semana ainda ecoa por aqui.

Biffy Clyro – Living Is A Problem Because Everything Dies
Ainda na ressaca do NOS Alive, e com novo álbum já cá fora, quem tem voltado à minha playlist regular é esta Living Is A Problem Because Everything Dies.

FIDLAR – West Coast
Claramente discípulos do rock sem merdas, os FIDLAR foram para mim a grande surpresa desta edição do Super Bock Super Rock, com o seu concerto demolidor. Tenho a certeza que me irão acompanhar bem este verão.

Escolhas de Andreia Vieira da Silva:

IggyPop

Iggy Pop – Nightclubbing
Incrível a vitalidade deste senhor do rock aos 69 anos. Quantos têm esta energia ao vivo, com esta idade? Continua a dar um concerto de rock à moda old school e mexe-se mais que muitos putos de 20. Ver esta lenda viva, foi dos melhores concertos, se não o melhor. Estive de sorriso rasgado do início ao fim e espero que num futuro próximo possa voltar a repetir a experiência.

Bloc Party – Ares
Acompanho Bloc Party desde o seu início e os primeiros três álbuns em especial, dizem-me muito. Associo-os a fases da minha vida, logo todas as músicas dessa era me trazem algumas memórias.

Massive Attack – Angel
Um dos nomes mais interessantes a constar dos festivais de verão e para mim, imperdíveis.

Arcade Fire – No Cars Go
Ainda a pensar no concerto maravilhoso no NOS Alive, que me relembrou do quanto eu gosto de Arcade Fire e quanto a música desta banda me deixa feliz.

Iron Maiden – Hallowed Be Thy Name
Outro concerto fantástico a que pude assistir esta semana, foi o dos britânicos Iron Maiden. Esta é uma faixa poderosa ao vivo, cantada por milhares na MEO Arena. Outros que já não são jovens, mas cuja idade não lhes pesa nadinha.

Escolhas de Sandro Cantante:

Bloc Party

Bloc Party – Helicopter
Todos os concertos que possa ver agora da Bloc Party vão ser sempre demasiado tarde. Metade da discografia da banda britânica vem já com influências de uma música mais dançável que Kele explora em plano individual e a qualidade perde-se. Ainda assim, ouvir meia dúzia de golden oldies como esta vale sempre a pena.

Mac Demarco – Freaking Out the Neighborhood
Parte daquele que foi, para mim, o melhor concerto do segundo dia do Super Bock Super Rock. Ao longo desse dia 15 vimos bandas apenas viradas para a palhaçada e outras com boa música, mas o único concerto onde ambos os aspectos coincidiram foi este. Só aqui o bilhete ficou pago.

Katatonia – Serac
Em breve os Katatonia estão de volta ao nosso país e ainda este ano lançaram também o óptimo The Fall of Hearts. Não é possível haver melhores razões para os andar a ouvir.

Radiohead – Decks Dark
Não vi Radiohead no Alive porque sou uma pessoa com prioridades extremamente mal definidas, mas o último álbum da banda continua a não me passar ao lado. Acho que me vou viciando em cada uma das músicas à vez e agora é a vez desta.

Tool – Schism
Agora a sério, vamos ter de esperar mais uns 10 anos pelo novo álbum, não é? Vamos lá só dar mais umas quantas voltas aos álbuns da década passada então…

Arte-Factos

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