Top 10 de 2011 por Henrique Mota Lourenço

2011 foi um ano bastante positivo no que toca a concertos e ao lançamento de álbuns.

Foi bastante difícil  elaborar um Top 10 que abrangesse tudo o que este ano nos trouxe de bom, mas após algum esforço aqui vai a minha lista daquilo que melhor se fez na música internacional e nacional em 2011.

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10. Aloe Blacc no Cool Jazz Fest

Um concerto sem falhas, o cantor norte-americano agarrou o público português com a sua mistura perfeita de Rap, Soul, Reggae, Jazz e Hip-Hop e deixou todos abismados com os seus passos de dança contagiantes e com a sua energia em palco. Durante 70 minutos quase seguidos não esteve parado um único segundo e aproveitou todas as oportunidades possíveis para se dirigir ao público português e espalhar a sua mensagem de “Love & Happiness”.

9.  Os Videoclips do John Filipe

Todos os apreciadores de música que também se interessam pelas áreas do vídeo e fotografia de certeza que já ouviram falar no trabalho do John Filipe.

O jovem realizador de Setúbal foi, este ano, o autor de dois dos melhores videoclips nacionais, na minha opinião. Sendo o primeiro o videoclip da música Juventude Sónica, dos Linda Martini e o segundo da Roadsick, dos More Than a Thousand. 2011 foi um ano bem recheado em videoclips feitos pelo John para bandas nacionais como é o caso dos PAUS, The Doups, Filho da Mãe e Hills Have Eyes.

8. Velociraptor! dos Kasabian

O regresso dos Kasabian aos álbuns não podia ser mais animador. Superar ou igualar o anterior, o tão conhecido  West Ryder Pauper Lunatic Asylum não era tarefa fácil, mas posso dizer, com todas as certezas, que a missão foi cumprida e como tal os Kasabian têm um dos melhores discos do ano. A culpa disso é de Days are Forgotten , Acid Turkish Bath, I Hear Voices e Velociraptor! que tanto são músicas brilhantes  como também representam uma lufada de ar fresco no panorama da música Indie internacional.

7. Light Pollution dos Moe’s Implosion

Light Pollution é o nome do fortíssimo disco de estreia dos roqueiros electro-experimentalistas e alternativos Moe’s Implosion. Este disco é marcado por uma completa mudança no som da banda do Montijo. Eles cresceram e melhoraram, de forma radical, a qualidade do seu som.

É um disco que nos agarra desde a música inicial, Ampulla, e que nos vai surpreendendo com músicas que navegam nos territórios do Free Jazz (como é o caso da música Sandra Debby, que já agora aproveito para realçar como uma das melhores do álbum), do Space Rock e do Alternativo.

Considerei-o um dos melhores do ano pois era um dos álbuns que mais aguardava e não defraudou as minhas espectativas, ficando até acima das mesmas.

6. Angles dos Strokes

Para mim este foi um dos melhores álbuns internacionais do ano.

A voz de Julian Casablancas continua a mesma, mas a sonoridade mudou um pouco face aos álbuns anteriores, e para melhor! Não há músicas más neste disco, há músicas menos interessantes e cativantes que outras, mas no entanto continuam a ser boas músicas, capazes de pôr qualquer fã de música com um sorriso na cara e a abanar a cabeça!  As músicas Machu Picchu, Undercover of Darkness, Taken For a Fool e Life is Simple In the Moonlight são uma belíssima amostra deste álbum. Quem não o ouviu ainda deve fazê-lo o mais breve possível, está muito bom mesmo!

5. Linda Martini em Paredes de Coura

Há uns anos, mais precisamente em 2007,  muitos ficaram surpreendidos com a fenomenal actuação dos Linda Martini em Paredes de Coura. Passados 4 anos, com mais 2 Ep’s e 1 álbum, os Linda Martini “partiram a loiça toda”! Não tenho memória de ter visto um concerto de uma banda portuguesa (que cantasse em português) tão intenso como este. Com uma setlist repleta de “clássicos” foi fácil conquistar a imensa multidão que ansiava por este concerto. Não tinham provas a dar mas acabaram por surpreender todos pela positiva, e ainda nos brindaram com o habitual mergulho na multidão do baterista Hélio Morais. Este foi para mim o melhor concerto português do ano.

4. Arctic Monkeys no Super Bock Super Rock

Apesar de não gostar em particular deste novo som e visual da banda, tenho de admitir que os Monkeys deram um concerto bastante consistente no SBSR. Com uma setlist bem variada os Artict Monkeys fizeram voar tanto pó como crowdsurfers. Foi uma performance intensa, sem grande conteúdo cénico mas que se fez valer pelo talento da banda e pela qualidade e energia única das suas músicas. O último tema, 505, tornou este final de noite num momento especial proporcionado pelo carismático Alex Turner e Companhia e ficará, de certeza, na memória de muitos, como um dos concertos do ano.

3. Foals no Optimus Alive

Os Foals são uma das minhas bandas de eleição. Como tal não podia perder este concerto. Foi fantástico, embora o seu set tivesse sido cortado antes da grandiosa Two Steps Twice, tocaram as habituais Cassius, Red Socks Pugie, Spanish Sahara e muitas mais. Mas foi em Electric Bloom que esteve o auge do concerto. Yannis Philippakis saltou para o fosso situado entre o público e o palco com o seu timbalão e levou os fãs nas primeiras filas ao delírio completo com a mistura entre a sua energia e um pouco de frustração, vinda do facto não poder tocar todas as músicas planeadas. Foi um exclente concerto! Grande estreia dos Foals em Potugal.

2. Small Town Gossip dos The Doups

Quem me conhece sabe que sou um grande amigo e apreciador dos The Doups e do seu trabalho . O facto de Small Town Gossip ser o melhor álbum português de 2011( na minha opinião) não se deve, de todo, a esta amizade, mas sim à qualidade e “catchiness”  das músicas presentes no disco.

Ouvimos João Rodrigues, o vocalista da banda setubalense, dizer, em algumas entrevistas, que os Doups planeavam que  este  fosse o melhor disco de Indie Rock nacional. Se não é, está lá perto, posso afirmar com muitas certezas. Em jeito de destaque ficam as músicas Alone in a Crowd, Joyful, Your Words e Scratching my Face.

1. Coldplay no Optimus Alive

Foi o melhor concerto do ano, sem dúvida, não sou o maior fã de Coldplay,  mas a performance do quarteto britânico foi surpreendente a todos os níveis, quer estéticos, quer da própria música. Foi um concerto que tanto puxou a lágrima presa no canto do olho em músicas como Fix You, como também nos fez cantar e saltar ao som de Hurts Like Heaven, do novo álbum. Foi sem dúvida uma noite mágica que nunca me sairá da memória. É também motivo de destaque a atitude de Chris Martin que espalhou amor e energia no Passeio Marítimo de Algés e nos fez render às evidências que tornam os Coldplay numa das melhores bandas do mundo.

Nota: As fotos de concertos foram todas tiradas com um iPod Touch, daí a sua má qualidade.

Texto por Henrique Mota Lourenço

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