Músicas da Semana #38

Escolhas de Graziela Costa (Graziela Costa Photography):

The Walkmen – Heaven
Domingo fui fotografar os The Walkmen e vim de lá com esta música na cabeça. A letra é tão fantástica que um dia quero cantar para a pessoa em quem revejo a letra. São palavras tão especiais que vou a andar a ouvir isto durante muito tempo.

dEUS – Quatre Mains
Esta é daquelas músicas que primeiro estranha-se e depois entranha-se. Os dEUS são a minha banda favorita e normalmente quando sai um cd deles vou logo à Fnac comprar, mas dada a crise cá de casa, fui lá e acabei por apenas ouvi-lo. Enquanto ouvia esta música pensava “epá que cena estranha”, o que é certo é que cheguei a casa, liguei o pc, e fui logo ao Youtube ouvir. Tem sido uma constante na minha playlist desta semana.

Andrew Bird – Plasticities
Normalmente, dias antes de ir fotografar ou ver um concerto, dá-me sempre uma nostalgia e vou ouvir as músicas das bandas. No caso do Bird acabei por ouvir a discografia toda, mas esta música é mesmo qualquer coisa.

Spoon – Don’t You Evah
Ontem deu-me uma saudade súbita dos tempos de universidade e fui ao Youtube rever o vídeoclip do Keepon (boneco de dança japonês) para esta música. Bem, na verdade não sei o que gosto mais se é da música se é do Keepon. Ahahah

Of Monsters and Men – Little Talks
O meu namorado descobriu esta banda esta semana e passou-me um concerto deles. Adorei, e esta música soa mesmo a música nórdica fofinha, mas para aqueles fins de tarde à frente do pc, com uma caneca de chá na mão, sabe muito bem.

Escolhas de Andreia Vieira da Silva:


Joy Division – Day of The Lords
Infelizmente, não pude, nesta quinta-feira, ir até ao CCB ver o grandioso (já me contaram) concerto de Peter Hook e os seus The Light. Com pena minha contentei-me a ouvir vezes sem conta o Unknown Pleasures, o registo mais mítico de Joy Division.

Cave In – Juggernaut
Cave In é muito bom. Until Your Heart Stops, de 1999, é o meu álbum favorito da banda.

Therapy? – Meat Abstract
E pronto, Therapy? já não vêm cá ao nosso Santiago Alquimista. Problemas com a promotora, alegam. Era uma vez.

Andrew Bird – Fiery Crash
Nada a acrescentar, foi um revisitar de músicas que eu já sabia de cor, mas estavam adormecidas desde há algum tempo.

Tankard – Die With a Beer in Your Hand
Hoje deu-me para ouvir Tankard, simplesmente porque vi o nome deles na lista de bandas que vêm cá brevemente. Acho curioso que grande percentagem das músicas destes senhores tenham que ter no título estas palavras, em inglês: cerveja, álcool. Cheguei até a rir-me ao ler o alinhamento dos cd’s. The Beauty and The Beer, Space Beer, Need Money for Beer…

Escolhas de Hugo Rodrigues:

Isis – Grey Divide (Demo)
“Grey Divide” faz parte do disco duplo que os Isis editaram recentemente e é um mamute de 16 minutos e qualquer coisa. É uma das versões demo inéditas que compõem esta colecção e é altamente recomendável, bem como quase todo o catálogo dos Isis.

Deftones – Leathers
Ainda estou a interiorizar o “Koi No Yokan” mas, os Deftones continuam a ser os Deftones, e a fazer o que sempre fizeram, lançar discos consistentes, com uns twists aqui e ali, mas sendo sempre fiéis a si próprios. Continua a crescer com as audições, e a “Leathers” tem-se destacado.

Legs Like Tree Trunks – WADM
Math-pop-rock viciante e fofinho.

Azevedo Silva – Pena
O Indie FLUL 2012 levou na passada quinta-feira Azevedo Silva até à FLUL, e isso fez-me retornar ao passado da discografia deste projecto. Ouvir o “Autista” é toda uma viagem nostálgica e saudosista até 2008, e principalmente até ao concerto de apresentação do disco, na Livraria Trama, do qual me recordo bastante bem.

Pygmy Lush – I’ll Wait With You
A letra prende-me a esta música, não é só isso, mas é sobretudo isso.

Escolhas de Sandro Cantante:

Metric – Black Sheep
Primeiro aviso de que as músicas desta semana da minha parte estão quase todas associadas à banda sonora de um filme. Esta, que já partilhei antes se a memória não me falha, é do filme de Scott Pilgrim. Se calhar até mais do que o filme, esta música ficou-me na cabeça até hoje. Vale a pena ouvir muitas vezes.

Metallica – One
Logo a segunda música estraga o que tinha dito antes. Pelo menos que eu saiba, esta não faz parte da banda sonora de algum filme e nem sei explicar bem porque é que a tenho ouvido tanto. Volta e meio lembro-me da guitarra simples a abrir a música e vou ouvir. São coisas que acontecem e ninguém sabe porquê.

Charlie Clouser – Hello Zepp
Uma das músicas mais reconhecidas da série de filmes Saw. Esta, se não me engano, está em todos os filmes a certa altura, torna-se uma espécie de imagem de marca. O melhor é que, ao contrário dos filmes, não se torna chata com o tempo. Vale a pena referir que tudo o que este senhor Charlie fez para os filmes está óptimo.

Mastodon – The Wolf is Loose
Bem, esta é outra música que está associada ao Saw, mas neste caso seria injusto limitá-la a “música de banda sonora”. É Mastodon, é bom e se não sabem porquê, estão a perder muito com isso.

Hugo – 99 Problems
remake de Fright Night foi surpreendente por muitas razões a nível de filme, mas quando os créditos começam a passar e se ouve uma versão estranha de 99 Problems, todo o conceito de surpresa é reinventado. Não conheço o/s senhor/es que tornaram uma música horrenda em algo audível, mas têm toda a minha admiração por terem levado a cabo tal tarefa.

Escolhas de Cláudia Filipe:

Queens of The Stone Age – No One Knows
Sempre disse que a melhor formação dos QOTSA foi a que juntou o Josh Homme, o Dave Grohl, o Nick Oliveri e Mark Lanegan. Talvez seja esse o motivo para gostar tanto do Songs for the Deaf. Claro que saber que o Grohl voltou a uma banda de que gosto tanto, me deixou particularmente contente. Não sendo possível ter os 4 magníficos juntos de novo, já é um enorme avanço.

:papercutz – Porcelain Beauty
Uma das melhores bandas nacionais e que, infelizmente, ainda passa ao lado de tanta boa gente por cá. O segundo disco da banda, The Blur Between Us, que saiu este ano, traz-nos um lado mais obscuro e pesado, que a mim pessoalmente me agrada bastante. Já os referi por aqui, mas nunca é demais voltar a falar deles. Vão ouvir papercutz. JÁ.

Andrew Bird – Fake Palindromes
Ir ver o Bird em 2012 e ouvi-lo tocar isto com a banda toda atrás é especial. O Mysterious Production of Eggs continua a ser um álbum do caraças, intemporal, e que devia ser ouvido pelo mundo.

Tame Impala – Elephant
Acho que já tinha dito, mas nunca é demais repetir que este ano 2012 está a ser riquíssimo em música. O Lonerism, segundo disco dos autralianos Tame Impala, é mel, e tem rodado sem parar por aqui. A minha preferida é esta (até ver… porque de dia para dia a opinião sofre alterações) e é essa a razão da minha escolha para esta semana.

Deftones – Digital Bath
Estou-me a preparar para atacar o Koi No Yokan, que a banda tão nobremente já fez o favor de disponibilizar, agora no início da semana. Enquanto isso não acontece, vou-me lembrando de quão grandes eles são. Antevejo já as escolhas do próximo domingo minadas de Deftones aqui do meu lado.

Escolhas de Christopher JRM:

Big Big Train – Judas Unrepentant
Tema retirado do mais recente disco desta banda progressiva que por muito tempo me passou ao lado. Agora que já conheço, destaco um dos meus favoritos temas do disco com um som mais virado para o Folk. Aconselho qualquer um a ouvir.

Queens of the Stone Age – No One Knows
Umas boas-vindas de volta ao Sr. Grohl à bateria da lendária banda desértica. Um exemplo de uma banda que não tem nenhum mau álbum na bagagem, mas se sair daqui mais um “Songs for the Deaf”… Era bem doce…

Black Lung – Succulent Bruises and Bruised Roses
Um projecto de música industrial com alguns toques de ambiente e noise que descobri há pouco tempo. O álbum na sua totalidade ainda está por ouvir, mas esta faixa que já escutei sobe bastante as expectativas.

Sikfuk – Clear Ass Boozen and Butthole Bruisen
Isto já não recomendo a ninguém. Daquele grind tão bruto que até já anda perto da auto-paródia. Mas o que aqui destaco é a voz. Como se sabe, neste género não se canta propriamente, mas dá para brincar com os sons que se conseguem fabricar a partir da garganta e até ao fundo das entranhas. No caso deste sujeito, não foi só uma a vez que me perguntaram se eu estava a ouvir um matadouro de porcos. Mas o que quer que se esteja a passar na goela deste indivíduo… Eu também quero…

Iron Maiden – The Reincarnation of Benjamin Breeg
Estes ninguém conhece. Vão lá procurar por eles que até são porreiritos e parecem promissores…

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