Trivium no Paradise Garage (20/11/2012)

Trivium no Paradise Garage (20/11/2012)

Texto por Andreia Vieira da Silva

Os minutos precedentes à entrada da banda norte-americana Trivium em palco, foram de grande expectativa, não fosse esta a primeira vez que o grupo pisava o solo português. Antes das 22h, já com as luzes baixas, servem-nos um bom aperitivo, qual melhor aquecimento que ouvir a original “Hallowed Be Thy Name”, dos Iron Maiden, que praticamente todos ali conhecem tão bem como o abecedário. Com um disco lançado em Agosto do ano passado, pela mão da RoadRunner Records, e após uma extensa tour, os Trivium subiram pela primeira vez a um palco no nosso país, no dia em que davam por terminada a sua jornada de promoção deste novo registo. A procura por bilhetes foi tal, que a promotora Prime Artists colocou mais alguns à venda no próprio dia do concerto.

As duas primeiras faixas do novo álbum, a crepitante “Capsizing The Sea” que dá o mote à explosiva “In Waves” incutiram de imediato no público a necessidade de exprimir a euforia que mantiveram bem guardada até agora, logo nos primeiros acordes. Num alinhamento longo, com um total de 18 músicas, a banda fez um resumo dos 12 anos de existência e 5 discos. “Like Light to the Flies” e a seguinte “Rain” começaram a visita a Ascendancy de 2005, álbum que deu a conhecer ao mundo esta banda. Seguidamente fomos até 2008, quando Shogun foi lançado, com “Into The Mouth of Hell We March”.

O disco Ascendancy a par do mais recente In Waves, foram os mais tocados da noite, cada um com 6 temas. Do passado, vieram recordações que muitos aguardavam, como “A Gunshot to the Head of Trepidation”, “Dying in Your Arms” ou “Pull Harder on the Strings of Your Martyr”. Outras mais recentes parecem também já muito enraizadas, como é o caso de “Black” e “Built ot Fall”. O primeiro álbum, Ember to Inferno, de 2003, não foi posto de parte e a música que lhe dá nome apareceu sensivelmente a meio do alinhamento.

Matt Heafy, muito comunicativo, falou de como gostavam de ter vindo mais cedo até Portugal, e que não sabiam qual seria a recepção das pessoas aqui em relação à banda. Falou também da comida e do bom vinho e como estavam a adorar estar em Lisboa. Palavras recebidas com alegria pelos presentes. Fartou-se de elogiar a energia do público, que foi igual do princípio ao fim, e que o surpreendeu. Disse o quanto “fantástico” o nosso público era e que se continuássemos assim na “próxima música” (deixa que ele aplicou a umas três músicas seguidas), voltariam sempre a Portugal. É claro que depois destas palavras, um Paradise Garage a abarrotar pelas costuras não parou quieto. Circle pits, mosh, muito crowdsurfing e até um soutien atirado para o palco fizeram muito da festa.

A chegar ao final do concerto, a banda parecia não querer sair dali, mas o derradeiro momento surgiu com “Throes of Perdition”, de Shogun, seguido do instrumental “Leaving This World Behind”. Depois do concerto em Lisboa, a banda retirar-se-á por um ano para compor o novo disco, e depois desta grande estreia, voltarão de certeza a encontrar-se com o público português.

A primeira parte da noite coube aos portugueses Revolution Within.

Arte-Factos

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