Entrevista a F l u m e

Entrevista a F l u m e

f l u m e

Na noite de 6 de Abril, a “família” da Azáfama estará pela primeira vez toda ela reunida para um concerto único, no Teatro do Bairro, em Lisboa, com participações de: Capitão Capitão, f l u m e, O Martim, Trêsporcento, Tupã Cunun e Vitorino Voador – o conjunto diversificado de artistas e “novos talentos” com quem a Azáfama tem trabalhado e crescido. Por esse motivo, decidimos criar cinco perguntas e entregá-las a cada uma destas bandas, de forma a conhecermos melhor o que significa pertencer a esta família e o que se pode esperar desta noite especial, hoje deixamos-vos as respostas de F l u m e.

1. Como é que surgiu o primeiro contacto com a Azáfama?
O meu primeiro contacto surgiu em casa do meu amigo José de Castro a ouvir os roughs das canções do JP Mendes — Capitão Capitão: “Ouve lá isto,” disse ele, “é de um amigo meu.” Uns meses mais tarde fui contactada pelo Pedro Valente para filmar acústicos para Capitão Capitão e conheci o JP. Andava para lá a cantarolar e a virar a casa do avesso para preparar um plano, e ele deve ter gostado do que ouviu porque não hesitou em dizer que eu devia mudar de caminho. Depois conheci o Pedro. A partir daí comecei a levar mais a sério o meu lado musical: enquanto o JP insistia, o Zé e o Bernardo encontraram uma janela para a gravação e, como bons amigos que são, nem vacilaram. Uns meses mais tarde estava com a dupla a gravar o EP nos Fanqueiros do Som, e a convidar o JP para cantar em duas canções. Nessa altura já suspeitava que a Azáfama seria a minha casa musical: eu conhecia bem a dedicação e o acompanhamento do Pedro Valente aos projectos do JP e do Zé — que entretanto também se juntou à Azáfama. Depois da gravação, o Pedro ofereceu-se para me ajudar a estruturar um plano e procurar o melhor meio de editar o EP — tinha gostado dos roughs mas achava que eu não devia desperdiçar outras oportunidades. Só que eu já não queria estar sozinha, e muito menos noutra editora: ali é que eu estava bem e entre amigos. Entreguei-lhe o disco e f l u m e passou a fazer parte do catálogo da “Azáfama”.

2. O que significa para ti estar ligada a ela?
Pode parecer lamechas, mas mudou a minha vida porque passei a música para primeiro plano numa altura em que achava impossível isso acontecer. Mostrou-me que é possível editar um disco de forma independente com uma planificação e acompanhamento dedicado em todas as fases do processo, e demonstrando um enorme respeito pelo nosso trabalho e escolhas estéticas. E é mútuo, admiro muito o Pedro pelo seu profissionalismo e paixão que tem à causa, e antes disto tudo ele é mesmo um bom amigo. E claro, também significa fazer parte de uma casa de músicos talentosos que admiro muito.

3. Qual o melhor momento/experiência que tiveste desde que entraste na Azáfama até agora?
São bastantes, e por isso vou escolher dois: no Verão passado fomos ao Porto e dei, em conjunto com Capitão Capitão no Hostel Magnólia, um dos concertos que mais prezo — foi mágico. E tão mágico quanto esse foi a primeira vez que (quase) todos os músicos que pertencem à Azáfama se juntaram para interpretar as canções uns dos outros num acústico. Estávamos ali todos com o mesmo sentido de partilha e amizade, independentemente de termos estilos musicais distintos, e fizemos uma festa bem bonita ao tocar todos em todas as canções. Despedimo-nos com a certeza de que nos vamos juntar muitas vezes e mal posso esperar pela próxima ocasião: somos uma família gira — sinto-me muito sortuda por fazer parte dela.

4. Que impacto achas que a Azáfama tem (e ainda pode ter) no panorama musical nacional?
Pelo que tenho vivido no último ano e meio tenho a certeza que a Azáfama se destacará pelos músicos que representa, e pela forma como o faz: a mostrar que é possivel fazer bem, com honestidade e boas soluções para todos os envolvidos, e no melhor ambiente de trabalho possível. É uma combinanção rara, e tenho a certeza de que não passará despercebida.

5. O que é que se pode esperar da noite de 6 de Abril no Teatro do Bairro?
Uma noite de sorrisos estampados na cara. Nem eu sei o que esperar: só sei que com esta família de músicos será certamente bom, bonito, e único.

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Entrevista por Hugo Rodrigues

Arte-Factos

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