Entrevista aos Call of the Void

Entrevista aos Call of the Void

Call of the Void

Dão-se a conhecer ao mundo com um petardo como o “Dragged Down a Dead End Path”, seu álbum de estreia na Relapse Records e já fazem virar cabeças. Tal como a música dos Call of the Void, esta conversa com o guitarrista Patrick Alberts foi breve, directa mas esclarecedora. E já nos deu uma pequena mas boa ideia do seio da banda…

1. Lançaram um álbum de estreia com força e maturidade suficientes para passar por veteranos. Como trabalham para atingir isto e quais são as principais influências para atingir a vossa sonoridade?
Primeiro de tudo, obrigado pelas simpáticas palavras. Apesar de este ser o nosso álbum de estreia como Call of the Void, todos nós temos tocado ao vivo, em digressão e escrito música nos últimos 10 anos em bandas diferentes. Tecnicamente somos veteranos, apenas ninguém sabe que o somos ainda, mas planeamos mudar isso. Nós vivemos e morremos pelo riff, se os riffs não forem bons, a música não é boa. Somos todos influenciados por muitos artistas diferentes, demasiados para enumerar.

2. Como se sentem ao fazer parte da Relapse Records? Sentem alguma pressão no vosso trabalho ou sentem mais conforto?
Sentimo-nos óptimos ao fazer parte da Relapse Records. Todos os que lá trabalham são genuínos com as suas intenções e são apenas indivíduos radicais por todo. É uma honra teres o teu álbum de estreia a ser lançado por eles. Com isso dito, eles estão suficientemente confiantes em nós para colocar cá fora o dito álbum de estreia. Isso significa bastante e alivia muita da pressão.

3. Como foi o processo de gravação para o vosso primeiro disco?
Mais uma vez, apesar de ser esta a nossa estreia como Call of the Void, este não é o nosso primeiro disco, nem de longe. Esta é a 6ª vez que gravamos com o Andy Patterson no Boar’s Nest. O Andy é um bom amigo nosso e cada vez que vamos para estúdio com ele acaba por ser uma excelente experiência. Ele é um tipo tão bom, toda a gente devia gravar com ele.

Call of the Void - Dragged Down A Dead End Path4. Para além de um som bastante característico, o “Dragged Down a Dead End Path” também carrega uma forte mensagem. O que querem exactamente dizer ao público com as letras das canções?
Nós queremos que as pessoas pensem por elas mesmas. O que nós cantamos nas nossas canções é a nossa própria opinião e queremos que as pessoas se sintam tão confortáveis quanto nós ao expressar as suas, mesmo que não se encaixe nos nossos ideais. Discursos e debates são as únicas formas de conseguir as coisas feitas.

5. Como tem sido o feedback ao álbum até agora?
Para já o feedback tem sido bastante positivo. Nem toda a gente gosta de nós no entanto, mas tudo isso faz parte do processo de te expores às massas.

6. Sendo uma nova banda nesta era moderna, sentem que o fácil acesso à música através da Internet é um obstáculo no desenvolvimento das bandas ou vêem-no como uma boa ferramenta de promoção? Como tem a Internet ajudado os Call of the Void até agora?
A Internet tem sido capaz de nos fazer chegar aos ouvidos de muitas pessoas, o que acabou por nos levar a ser assinados pela Relapse. Logo, sinto que a Internet é uma excelente ferramenta. Downloads ilegais são um assunto complicado. Pessoalmente, uso bastante o Spotify, ajuda-me a encontrar novos artistas, para que possa comparecer nos seus espectáculos e comprar qual quer que seja o vinil disponível. É muito irónico que nos dias de hoje o vinil seja tão popular, quando o digital também está no seu pique.

7. Nos vossos dias antigos eram conhecidos como Ironhorse. Qual a história por trás da mudança e por trás do nome “Call of the Void”?
“Call of the Void” (“Chamar do Vazio”) é um termo utilizado para descrever a sensação de querer saltar quando elevados a uma plataforma como uma montanha, torre, etc… Nós achámos que essa sensação combinava bem com o sentimento da nossa banda. Tivemos que mudar de nome devido a problemas de marca registada e à preocupação de sermos processados. Logo, como muitos ainda nem tinham ouvido falar de nós, achámos que uma mudança de nome seria o melhor no momento.

Call of the Void

8. Com um tipo de música tão enérgico e agressivo, sentem que são uma banda que deve ser vista ao vivo para se ter a experiência completa?
Absolutamente, rebentamos os vossos ouvidos para fora do crânio. Se planeiam ver-nos, levem tampões para os ouvidos. É importante ser melhor ao vivo do que no CD. Não há nada pior do que ver uma banda que é brutal em CD, mas é uma porcaria ao vivo.

9. Recentemente partiram para a vossa digressão pelos Estados Unidos. Como tem sido essa digressão até agora?
Para já, a digressão já está acabada. Teve bastante sucesso e foi divertida para caraças, mal podemos esperar para voltar à estrada dentro de alguns meses.

10. Tiveram o mês de Março já recheado de datas para digressão. Quais são os objectivos após isso? Alguns planos de percorrer o mundo e visitar outros continentes/países?
Queremos ser capazes de nos tornar bem conhecidos nos EUA, antes de nos aventurarmos para fora. Com isso dito, se alguma oportunidade surgir fora dos EUA, aceitaríamos. Temos algumas aparições em festivais este Verão (Scion Rockfest e o Lucifest), depois estamos a planear partir para a estrada outra vez em Setembro.

11. Para concluir, algumas palavras finais que queiram dizer aos vossos fãs Portugueses e a potenciais novos fãs que estejam a ler isto?
Obrigado por nos procurarem, esperamos conseguir chegar ao vosso lado do mundo um dia.

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Entrevista por Christopher JRM

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