Músicas da Semana #59

Escolhas de Alexandre Monteiro (The Weatherman):

Phoenix

Phoenix – Entertainment Homemade Performance Video
Um daqueles casos em que uma versão despida tocada ao vivo supera, na minha opinião, o original. Neste caso, falo do novo single dos Phoenix. Adoro as teclas com toque oriental, imagino sempre que poderiam ter começado a compôr esta música ao tentarem tocar a Little China Girl do David Bowie.

Dave Ghrol And Norah Jones – Maybe I’m Amazed
Sendo fâ de longa data desta canção, original do Paul McCartney, fiquei deveras surpreendido ao dar de caras com esta versão. Mais do que um dueto inesperado, uma versão que transborda uma energia diferente da original, menos raw, mas igualmente interessante. Que grande canção.

Camané – Ouvir Dizer
É impossível ficar indiferente a esta versão. Passe a surpresa que esta versão possa causar (que até não é assim tão improvável), por vezes parece que esta canção nunca fez tanto sentido.

Stereoboy – Naked
Curiosamente ouvi esta música pela primeira vez sem saber a origem do projecto, que é da minha cidade e até conheço o seu mentor, e recordo-me de ter pensado que havia ali qualquer coisa que me cheirava a Porto. Parece que acertei em cheio.

Matthew E. White – Will You Love Me
Uma descoberta que devo ao Spotify, que comecei a usar muito recentemente, e que me despertou de novo a paixão por descobrir música nova, de uma forma mais ou menos aleatória. Uma canção sobre a solidão muito bem conseguida, que me fez lembrar uma espécie de Bonnie Prince Billy mais sofisticado.

Escolhas de Hugo Rodrigues:

God Is An Astronaut

God Is An Astronaut – All is violent, all is bright
Não ouvia God Is An Astronaut há imenso tempo e, esta semana, decidi pegar aleatoriamente no disco “All is violent, all is bright”. Nunca me devia ter esquecido de quão belo é este álbum e, sobretudo, este tema.

Linda Martini – A Severa
Foi aqui escolha há talvez não mais que um par de semanas, onde referi que tinha pena de nunca mais a ter ouvido ao vivo. Pois bem, estava longe de imaginar e saber que os Linda Martini iam ao Ritz, no âmbito do Indie by Night, tocar o “Olhos de Mongol” na íntegra.  Como gajo que via religiosamente a série My Name Is Earl, obrigado karma.

Amos Slade – Lunacy
A minha escolha inicial não era para esta música dos norte-americanos Amos Slade, no entanto, e depois de ter ouvido bastantes vezes o disco de estreia da banda esta semana, vejo que apesar de poder colocar aqui qualquer uma delas, nenhuma me continua a ser tão recorrente no pensamento como esta “Lunacy”, é a chamada música radio friendly.

Frank Turner – Four Simple Words
O senhor Frank Turner está para editar “Tape Deck Heart” mais para o final do mês, e esta foi a primeira música a poder ser ouvida do novo disco. Não desaponta e é bastante viciante, o que me aumenta as expectativas para um bom regresso.

Mewithoutyou – Every thought a thought of you
Não sei muito bem o que me prende aos Mewithoutyou, é certo que não são geniais ou consistentes, na minha modesta opinião, mas o álbum “It’s all crazy! It’s all false! It’s all a dream! It’s alright”, de onde este tema é retirado é bastante bom, acho que sobretudo pela capacidade de contar histórias, de as moldar e musicar da banda.

Escolhas de Cláudia Filipe:

James Blake

James Blake – Life Round Here
Parece que esta semana ouvi James Blake para cima de 100 vezes (obrigada last.fm). Mas digam-me, como não ouvir o “Overgrown” em loop, como? É demasiado bonito, há demasiados pormenores à espera de terceiras, quartas, quintas audições para serem descobertos. A magia da música electrónica… e do menino prodígio que conseguiu um registo ainda mais coeso que o seu antecessor. Já aqui tinha dito que a Retrograde é uma das musicas mais bonitas que ouvi nos últimos tempos. Mas o mood desta Life Round Here agarrou-me. Estou a adorar a música em 2013.

James Blake – Take a Fall for Me (feat. RZA)
Agora que já disse como adoro a mood do “Overgrown”, volto a incluir James Blake para educadamente mandar passear todas as pessoas que torceram o nariz à colaboração com o produtor e rapper RZA.

Omar Souleyman – Leh Jani
Quando a praça D. João I se transformou, durante uma hora, numa discoteca do médio Oriente. Melhor concerto do Warm Up Paredes de Coura via festão.

Linda Martini – Cronófago
Já tinha saudades de ver os senhores e numa semana vão ser duas vezes: primeiro o estrondo que foi o warm up. Segundo será sábado, onde o “Olhos de Mongol” será tocado na integra. A “Cronófago” ontem foi executada de forma (ainda mais) rasgada, mais próxima da sonoridade para a qual a banda evoluiu nos últimos registos, por isso a curiosidade é imensa para ver o que vai acontecer.

Deftones – Change (In the House of Flies)
Alteração da lista à ultima da hora. Dia mais pesado com a notícia da morte de Chi Cheng, baixista de Deftones, que estava mal via acidente em 2008. Vou no expresso de regresso a Lisboa a ouvir o “White Pony”. Ainda ontem conversava sobre bandas que ouvíamos em certos períodos da vida e em como, com o passar dos anos, a maioria deixa de fazer sentido. Porque Deftones foram importantes em 2000 e continuam a ser em 2013, ficam meia dúzia de palavras a alguém que marcou tanta gente por esse mundo fora. Enorme Chi.

Escolhas de Cláudia Andrade:

Tracey Thorn

Tracey Thorn – Night Time (The xx Cover)
Sempre gostei da voz desta senhora desde que a ouvi pela primeira vez com Everything but the girl e posteriormente com Massive Attack. Ouvi esta música pela primeira vez cantada por ela ainda antes de saber quem eram os The XX e ficou, tornou-se numa daquelas músicas que nunca vou conseguir ouvir o original sem pensar que esta versão é mais bonita.

Portishead – Roads
Se há músicas que nos fazem vir as lágrimas aos olhos, esta é sem dúvida uma delas. A versão do Roseland NYC Live é dos momentos mais bonitos e mais emocionantes que tive o prazer de ver (não ao vivo com muita pena minha, mas mais tarde via DVD) e merece ser lembrada.

Deftones – Change (In The House Of Flies)
Com a morte do Chi vieram as lembranças de uma adolescência feliz passada em festivais e concertos cheios de momentos únicos. A 29 de Maio de 2003, no antigo estádio de Alvalade, aconteceu aquele que foi o meu primeiro festival, tinha eu 17 aninhos. Lembro-me bem de saltar e gritar enquanto via bocados de relva e terra voarem à minha volta, lembro-me de chegar a casa cheia de negras do mosh e mostrá-las orgulhosa à minha mãe, mas do que me lembro melhor é daquele momento luz fusco com os primeiros pingos de chuva daquele dia e o som das primeiras notas da Change. Não há alzheimer que apague esse momento da memória.

Radiohead – How to Disappear Completely
Há dias em que apetece desaparecer completamente. Deve ser para sabermos aproveitar todos os outros em que essa vontade não aparece.

Peter Broderick – And It’s Alright
E apesar de haver uma vontade imensa de desaparecer, a ideia é tentar lutar contra essa vontade e dizer que está tudo bem e que vai ficar tudo bem e eventualmente fica.

Arte-Factos

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