Entrevista aos Long Way To Alaska

Entrevista aos Long Way To Alaska

Long Way To Alaska

Se o caminho é longo ou não, não sabemos. Certo é que com a chegada do EP Life Aquatic, os Long Way To Alaska se fizeram novamente à estrada. Depois da estreia do single Air, falámos com o quarteto bracarense e quisemos saber para onde vão. Entre o regresso aos palcos, novos temas e muita vontade de trabalhar, a verdadeira Primavera é a destes senhores.

1. Depois do enorme Eastriver, o EP Life Aquatic significa o regresso do Long Way To Alaska aos discos. Tal como no início, o destino continua a ser o Alasca? O que mudou desde esse longínquo ano de 2010?
Foram 3 anos que passaram a correr agora que olhamos para trás e todos mudámos, ainda que nos tenhamos mantido iguais entre nós. Depois da edição do Eastriver passámos por um ano de hiato que nos foi preenchendo de vontade de voltar a pegar nas guitarras, baixo e baquetas da maneira que fosse, o que nos fez perceber que o motivo pelo qual nos juntamos é o mesmo de sempre. Chegar ao Alaska, a Tóquio ou até mesmo a Braga, mas chegar a quatro vozes.

2. A primeira vez que tivemos oportunidade de vos ver ao vivo foi a abrir a estreia dos The XX em Portugal, na Aula Magna. Acreditando que esse terá sido um dos muitos momentos que marcou o início da vida dos Long Way To Alaska, de que forma olham para o caminho que percorreram? Neste segundo capítulo que agora iniciam, acabaram por olhar de certa forma para o vosso passado para perceber que direcção teriam agora de seguir?
Olhámos para esse caminho com grande orgulho e com olhos de quem viu em cada momento tudo o que havia para ver e aprendeu a cada ensaio, concerto e viagem a adivinhar qual o caminho a seguir. É sem dúvida importante recordar todos os passos que damos para nos ajudar a traçar o futuro, mas acima de tudo deixamos que esse trajecto se vá construindo tão liberto do passado quanto possível porque só assim o vamos aproveitar.

Long Way To Alaska

 3. Air, o novo single, marca o vosso aguardado regresso. É esta canção que melhor simboliza este novo capítulo? Acabaram até por ter um “pequeno grande” espaço de elogio na NME. Como tem sido o feedback? A que sabe regressar e ver esse reconhecimento ganhar forma?
O tema “Air” tem sido bem recebido e o feedback tem sido muito positivo. Essa onda de reconhecimento sabe ainda melhor depois de termos passado por todo este período de tempo sem pisar o palco ou apresentar algo fresco.

4. O videoclip de Air foi realizado pelo André Tentugal (We Trust). Conhecendo o próprio trabalho do músico, a associação não é óbvia mas o resultado entre aquilo que conhecemos de ambas as partes acaba por ser incrivelmente perfeito e, mais que isso, o vídeo encaixa na perfeição no imaginário dos Long Way To Alaska. Partilham desta opinião sobre o videoclip? Como foi trabalhar com o André Tentugal?
Obrigado pelas palavras! Trabalhar com o André foi muito fácil e gratificante. Desde cedo entramos em sintonia relativamente ao videoclip e isso facilitou imenso o processo de produção. Ainda para mais é alguém próximo da banda a quem consideramos amigo o que tornou tudo isto ainda mais fácil.

[youtube=http://youtu.be/fMigrk7sCSk]

5. O EP Life Aquatic significa uma espécie de prefácio para um LP ou ainda teremos de esperar por uma dose grande de Long Way To Alaska?
Para já estamos cheios de vontade de apresentar este trabalho, rodá-lo na estrada e tentar até apresentá-lo lá fora se tivermos oportunidade. Ainda não pensamos nos próximos passos, queremos primeiro deixar o Life Aquatic EP cimentar em nós e no público e deixar-nos crescer com ele. Estamos certos que isso nos trará ainda mais vontade de fazer coisas novas e quem sabe pensar no próximo LP!

6. Estão já agendados três concertos de apresentação que irão celebrar a estreia de Life Aquatic. O que podemos esperar deste regresso aos palcos? Já têm saudades de pisar palco?
Sim, temos os primeiros concertos de apresentação do disco no dia 20 de Abril no GNRation (Braga), 24 de Abril no Passos Manuel (Porto) e 26 de Abril no MusicBox (Lisboa). Passado tanto tempo desde que pisámos um palco é impossível não ter saudades e mais vontade ainda de o fazer.

Entrevista por Afonso Sousa

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