Hypocrisy no Paradise Garage (30/09/2013)

Hypocrisy no Paradise Garage (30/09/2013)

#21 Hypocrisy

Texto por Andreia Vieira da Silva / Fotos por João Cavaco

O frio da Suécia deslocou-se até Lisboa no passado domingo trazendo uma das suas exportações mais pesadas: os veteranos do death metal nórdico, Hypocrisy. A banda de Peter Tägtgren regressou ao nosso país para uma data dupla, estando no dia seguinte no Hard Club do Porto.

A primeira parte do certame coube aos nossos conterrâneos Theriomorphic, que por volta das 20h30 já reuniam um número suficiente de pessoas para abrir as hostes. Depois de um mini-hiatus de dois anos, a banda de Lisboa, que já conta com 15 anos de existência, está de volta à carga. A banda que pratica um death metal límpido, viu-se a braços com dificuldades técnicas, que prejudicou o desempenho, mas não a energia com que o público aderiu ao seu regresso. Uma meia hora dividida por seis temas com sabor a pouco, mas que promete pano para mangas futuramente.

Seguidamente, deu-se a entrada em palco dos dinamarqueses Hatesphere. Trazendo na bagagem o fresquíssimo e oitavo álbum Muderlust. Combinação explosiva de thrash e death metal, percorrendo quase todos os álbuns da banda desde 1998. Esben “Esse” Hansen como bom frontman mostrou a sua veia comunicativa agradecendo ao público o facto de estarem presentes.

Como já é tradição neste tipo de concertos, o público tem o prazer de ir saboreando uma playlist de acordo com o evento, nos intervalos dos espectáculos. Playlist essa que devido à demora se pode tornar quase infernal. Após uma entusiasmante jornada de AC/DC, sente-se o público ansioso e a fervilhar quando se ouvem os primeiros acordes de “End of Disclosure”, faixa que empresta o nome ao título do álbum de 2013 dos Hipocrisy. Depois de dois temas iniciais saídos do último disco da banda, e mais dois do homónimo e Penetralia, respectivamente (álbuns que nos levam aos primórdios da banda de Ludvika), segue-se a primeira intervenção da noite de Peter, numa sequência que parece ter agradado aos presentes.

Num alinhamento que nos trouxe um pouco de toda a discografia da banda, destacando os clássicos como a portentosa “Necronomicon”, “Eraser” e ainda “Roswell 47”, no final, o tempo de espera foi compensado, e tanto banda como audiência pareciam igualmente satisfeitas.

Arte-Factos

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