Top 10 de 2013: Cinema

Top 10 de 2013: Cinema

Na tradicional época de balanços, o Arte-Factos apresenta um top com as escolhas cinematográficas do ano. Numa votação que incluiu o contributo de Bruna Oliveira, Daniela Peralta, Edite Queiroz, Elisa Albuquerque, Isabel Leirós, João Torgal, Lúcia Gomes, Paulo Lopes e Salomé Coelho, eis os nossos dez filmes favoritos de 2013:

10. The Place Beyond the Pines

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Um filme que mergulha nas entranhas das nódoas negras sentimentais. Derek Cianfrance, com Ryan Gosling, sublimam as relações emocionais entre uma família desestruturada. O pai que ama o filho e morre pouco depois de ele nascer, a mãe que ama e protege os dois, um padastro que cuida, um filho que ama o pai que não conheceu mas que a mera ideia da sua existência o leva a moldar-se à pele e sangue do seu pai, como se não pudesse ter a sua própria identidade, ou não a quisesse ter. Imagens fortes e a narrativa do pensamento como poucos a mostram no cinema. LG

9. Gravity

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O espaço sideral, simultaneamente vasto e claustrofóbico, é o cenário deste filme protagonizado por duas estrelas de Hollywood – Sandra Bullock e George Clooney -, numa missão em que os incidentes se sucedem. O instinto e a resiliência são essenciais à sobrevivência dos dois astronautas, a par da inter-ajuda e dos laços de confiança que formam. Um dos títulos incontornáveis de 2013, pela reflexão sobre a essência humana e a espiritualidade. IL

8. La Migliore Offerta

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Nos meandros da arte, Tornatore oferece-nos uma obra visualmente muito requintada e uma improvável e bela história de amor entre um leiloeiro de ferro e uma rapariga sociofóbica. Um filme com uma narrativa clássica e simples, antes de um inteligente volte-face nos pôr com a cabeça virada do avesso. Um belíssimo regresso do realizador de Cinema Paraíso e uma notável experiência estética. JT

7. Prisoners

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Prisoners  pode não ser dotado de um argumento que prima pela originalidade e até pode soar a cliché, no entanto, afirma-se como um dos melhores trhillers do ano e não só! Com elenco inspirado, uma realização progressivamente ágil, ornamentada por  perspicazes simbolismos metalinguísticos e uma estética de cinema noir, afirmam a qualidade da obra e confirmam Dennis Villenuve, como um dos mais promissores realizadores da actualidade. PL

6. Le Passé

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Com personagens ultra-complexas, um fabuloso jogo de ilusões e peripécias apresentadas com uma impressionante subtileza, Le Passé é um melodrama profundamente emocionante e com uma tremenda densidade psicológica. Passado em França, mantêm-se intactas as características fundamentais de Uma Separação. Indepentemente do local, o iraniano Farhadi é um mestre cinematográfico na gestão dos conflitos familares. JT

5. Before Midnight

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Quase 20 anos depois de se terem conhecido num comboio a caminho de Viena e dez anos após o seu reencontro em Paris, Jesse e Celine constituíram finalmente uma família. Mas o encantamento inicial já há muito se perdeu e a vida adulta e suas vicissitudes arrefeceram o romance. Como se constrói e se mantém um projecto de vida a dois que resista à passagem do tempo? Richard Linklater fecha com chave de ouro a trilogia da história de Jesse e Celine com um filme mais real do que idealista, expondo os alicerces mas também as fragilidades de uma relação aparentemente perfeita. Julie Delpy e Ethan Hawke, que assinam também o argumento, mostram que a química entre eles ainda não se perdeu . EQ

4. Django Unchained

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Oficialmente é de 2012 mas a nós chegou em 2013. A esta altura Django Unchained já foi mais do que falado e criticado, mas esta lista não estaria completa sem ele. Todos os ingredientes típicos de Tarantino estão lá, mas reinventados numa fórmula que torna Django uma experiência altamente viciante. Cenas memoráveis, diálogos marcantes, o humor negro tão característico e a violência sanguinária estão aliadas a um realismo social que fazem de Django um dos filmes mais completos de Tarantino e um dos melhores do ano. BO

3. Blue Jasmine

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Nos últimos anos, a filmografia do senhor Woody Allen não tem sido brilhante, sendo pautada por diversos altos e baixos. Inspirado na mítica peça Um eléctrico chamado Desejo, de Tennessee Wiilliams, Blue Jasmine desconstrói de uma forma deliciosamente caótica a aura trágica que envolve a protagonista (soberba interpretação de Cate Blanchett) e a converte numa mulher à beira de uma catártica crise existencial, com alguns ataques de nervos à mistura. PL

2. La Vie D’Adèle

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Estreado envolto em polémica, La Vie d’Adèle é bem maior do que tudo o que sobre ele se diz. O encontro, a descoberta e o desejo entre duas raparigas de proveniências sociais tão diferentes dá origem a um dos mais belos e intrigantes filmes do ano, Palma de Ouro no Festival de Cannes, daqueles que continuamos a descobrir, bem depois de o termos visto. SC

1. A Caça

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Vinterberg mostra a condição humana no seu pior. O rebuscar das profundezas do instinto animal que acusa e exclui o outro (Mads Mikkelssen) assim que surge a suspeição de um crime cometido contra a personificação da inocência e da pureza – uma pequena criança. A reacção global de um grupo que cerra fileiras e ataca um amigo de tantos anos porque se assume que uma criança não mente. No fundo, o filme de Vinterberg é uma viagem aos cantos mais recônditos da mente humana, provando aquilo em que todos nós, perante situações limite, nos podemos transformar e transformar o outro. LG

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