Top 10 de 2013 por Afonso Sousa

Top 10 de 2013 por Afonso Sousa

Há coisa de um ano lembro-me de iniciar este espaço a dizer qualquer coisa como os tops serem uma coisa tão pessoal como escovas de dentes. Acho que estava enganado. Sim, esta é uma lista só minha, mas que não deve ficar só para mim. Usem e abusem do que aqui está, vai valer a pena. O que vão ler não chega para resumir tudo o que se fez, viu ou ouviu mas dá uma ideia. Entre fim de faculdade, entrada no mundo do trabalho, crescimento de projectos pessoais, despedidas e novas amizades, a arte tornou tudo isso mais bonito.

#10 Sofrendo por 2014

É o videoclip do ano para a música do ano. Já muito se disse sobre os Sensible Soccers, já todas as metáforas futebolísticas foram usadas a seu respeito mas a verdade é que o melhor parece estar ainda para chegar: “8“, o novo álbum que muito promete, é das melhores coisas que vislumbramos no horizonte para 2014.

#9 Joachim Trier

Meio arredado do cinema, fui apanhando alguns “restos” de anos anteriores um pouco por acaso. Joachim Trier é um realizador norueguês que, pelo que percebi apenas em 2013, fez alguns dos meus filmes favoritos. Ainda é segredo, mas não devia ser.

#8 Ermo – Vem Por Aqui

Será anormalmente difícil dizer adeus a 2013. E os Ermo são mais uma razão para isso. “Vem Por Aqui” é uma enormidade de álbum, em tamanho tão mini que nos deixa a pedir por mais ainda – e sabemos que os Ermo têm isso para dar. Por ter ajudado na “Correspondência“, depois de acompanhar a banda a nascer do nada, dificilmente o ano artístico poderia ter terminado de melhor forma.

#7 Explosions in the Sky no Optimus Primavera Sound

Não se explica como só em 2013 decidi pegar nos Explosions in the Sky como gente grande. E para grandes pecados, grandes perdões. O meu “perdão” passou por ouvi-los o ano inteiro, descobrindo, álbum a álbum, uma banda que não pensava ser capaz de gostar assim tanto, uma banda que lá para 2034, servirá de transporte para o melhor e o pior de 2013. Para além da banda sonora para “Prince Avalanche“, tivemos direito a um concertão num palco que entrou para o top das melhores experiências festivaleiras que tive na vida.

#6 Queens Of The Stone Age – …Like Clockwork

A equipa do Arte-Factos é muita fixe e a prova disso é que não se enganou. Este é mesmo o álbum do ano.

#5 Adeus Breaking Bad

Nunca fui muito de séries mas 2013 convenceu-me um pouco mais em relação ao género. O principal responsável por isso foi mesmo Breaking Bad. Se os finais de série podem deixar-nos com uma espécie de sentimento de vazio, Breaking Bad deixou um sentimento de missão cumprida, de tudo ter ficado feito exactamente como era suposto. Demorará até chegar outra igual.

#4 Digitalism no Razzmatazz

Não mudava nada dos quatro dias que passei em Barcelona. A minha viagem de final de curso teve estes dois moços das eletrónicas como banda sonora e uma noite em particular no Razzmatazz foi a melhor que alguma vez passei na vida.

#3 Tudo o que aconteceu aos The National em Portugal

Os The National estão para mim como as vacas para o hinduísmo. Há muito que sacralizei esta banda como a minha favorita e mesmo com um álbum que não encheu totalmente as medidas, 2013 foi o ano em que a banda mostrou o seu “lado b” ao mundo (“Mistaken For Strangers“), em que consegui um abraço do vocalista e em que deram um dos melhores concertos que os vi dar.

#2 Paredes de Coura

2013 foi o ano do fim da escola. E com o fim da escola veio o fim das férias grandes, o fim de três meses sem fazer nenhum, para dar lugar aos estágios e às responsabilidades chatas de gente crescida. Sem ainda ter tido férias de verão, voltei a sentir o doce sabor dessa infância perdida em Paredes de Coura. Não há outro lugar no mundo como este. Ao fim de cinco anos a fazer 600km de Faro até lá, continuo a dizer: o paraíso existe e fica em Paredes de Coura.

#1 Um ano de Desterro

Há um ano declarei guerra ao desterro. Depois de três anos a morar a Lisboa, percebi que gostava mais da minha terra do que aquilo que achava – e percebi que há em Faro valor a ser descoberto pelos próprios farenses. Depois de conhecer pessoalmente malta como o Vicente de Brito, a Sónia “Little B” Cabrita, o Gonacas, o plantel todo do Farense, bem como os lendários Melomeno-Rítmica, só posso dizer que 2013 foi o ano em que mais aprendi sobre a cultura, sobre ser artista. Mais do que aquilo em que o Desterro se tornou, esta aventura que em Janeiro fará um ano, tem valido a pena por tudo aquilo que me tem dado. Sem ela, 2013 não tinha sido nem metade do espectacular ano que foi. Vai custar a dizer adeus.

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