Top 10 de 2013 por Hugo Rodrigues

Top 10 de 2013 por Hugo Rodrigues

Discuta-se ou não a utilidade destas listas, formadas na subjectividade que é o gosto de cada um, a verdade é que é sempre um exercício interessante de se fazer, na minha opinião. Tanto para quem as faz como para quem as lê depois, caso esteja interessado. No meu caso serve-me como bússola orientadora de possíveis coisas boas que me tenham passado ao lado e por isso gosto sempre de espreitar umas quantas. Isto tudo para dizer que depois de ter pensado algum tempo sobre o que se passou em 2013, estes são, por variadas razões, os momentos, discos, concertos e afins que escolhi destacar.

#10 Festas Arte-Factos

Começo o top de 2013 como terminei o de 2012. Nessa altura ainda estava longe de imaginar o que se viria a tornar a mensalidade que tivemos no Bacalhoeiro durante oito meses, mas já sentia o quanto essas noites podiam ser especiais. As pessoas que se conheceram, as excelentes bandas com que contámos, os momentos que se viveram, o trabalho efectuado, as coisas que correram melhor e até as que correram menos bem, tudo isso tornou essas datas únicas e marcantes. Acima de tudo foi uma celebração de tudo o que temos vindo a construir e, espero, que de alguma forma isso tenha sobressaído.

#9 The National (MEO Arena)

É meio recente o meu amor pelos The National, cultivado pela primeira vez na passagem da banda pelo Campo Pequeno, em 2011. Desde aí que tenho vindo a acompanhá-los de mais perto e, portanto, foi com agrado que recebi a notícia de mais um concerto no nosso país. As boas relações entre o público nacional e a banda são evidentes e, o concerto na agora MEO Arena não desapontou. Impossível de contentar toda a gente numa setlist que infelizmente é limitada, houve um pouco de tudo e até algumas surpresas como “About Today“. Foi bonito.

#8 Mão Morta (Optimus Primavera Sound)

Num leque de nomes interessantes no Primavera Sound, destacou-se para mim o concerto de Mão Morta. Praticamente a jogar em casa, sentia-se um ambiente diferente tanto em cima do palco como à frente dele, e isso tornou este o melhor espectáculo que já vi da banda. Nem tudo é melhor no Porto como apregoam por aí, mas de facto os concertos de Mão Morta, são.

#7 Linda Martini (Ritz Club)

©Dunya RodriguesNo ano em que festejaram 10 anos de carreira, editaram um novo disco e tocaram um pouco por todo o país, incluindo festivais, recordo com carinho a passagem da banda pelo Ritz Club, num concerto especial onde tocaram o “Olhos de Mongol” na íntegra. Continua a ser o meu disco preferido dos Linda Martini e poder ouvi-lo de uma ponta à outra foi sem dúvida um dos pontos altos do ano.

#6 Metz (Galeria Zé dos Bois)

Foi em Fevereiro deste ano que os Metz abalaram a Galeria Zé dos Bois, em Lisboa. Poderia dizer muita coisa sobre este concerto, mas as palavras da Cláudia (na reportagem dessa noite) sintetizam de uma forma melhor o que se passou: “O punk ganhou vida naqueles que foram dos melhores quarenta e cinco minutos do ano: uma actuação rápida, frenética, muito intensa(…)“. Demolidores.

#5 God Is An Astronaut (TMN Ao Vivo)

Dois mil e treze foi finalmente o ano em que consegui ver os God Is An Astronaut ao vivo. A apresentarem um novo álbum que não me encheu as medidas, não sabia muito bem o que esperar do concerto, no entanto, as músicas de “Origins” funcionam bastante melhor ao vivo e, juntamente com alguns clássicos do passado à mistura, o resultado foi muito positivo. Saí da sala TMN Ao Vivo com um sorriso na cara e só isso importa.

#4 Regresso dos Cult Of Luna

O que o título diz. Um novo disco e uma digressão que passou pelo nosso país logo no início do ano, mas acima de tudo, quero destacar aqui o vídeo para o tema “Passing Through“, numa versão ao vivo gravada pela Off The Record, onde a delicadeza da música em contraste com o tempo ríspido de Helsínquia, deu um dos mais bonitos vídeos que vi este ano, podem conferi-lo aqui.

#3 À descoberta de Mikal Cronin

A música de Mikal Cronin foi uma das boas descobertas deste ano para mim. O “MCII” é um dos meus álbuns preferidos de 2013 e, também o concerto que a banda deu no Musicbox, está no top dos meus concertos do ano. Um grande thumbs up para ti, Cronin.

#2 A música de 2013

#2 A música de 2013Guardei o segundo lugar deste top para um tópico mais geral. 2013 foi um ano estranho para mim neste aspecto, há bastantes discos de que gosto até, mas nenhum que se destaque em particular de todos os outros. Ainda assim, tenho a realçar o disco de Portugal. The Man, que têm em “Evil Friends” o álbum que mais gosto deles, City And Colour com “The Hurry and The Harm” e Anthony Green com “Young Legs“, o math-rock divertido dos And So I Watch You From Afar comprimido no disco “All Hail Bright Futures” e, numa vertente nacional, o excelente “Cabeça” de Filho da Mãe e o regresso de Noiserv com “Almost Visible Orchestra“. Naquilo que se poderia tornar numa lista demasiado extensa para estas pretensões, deixo estes exemplos, juntamente com alguns que já fui falando noutras posições deste top, como os meus discos preferidos de 2013.

#1 Yo, Breaking Bad bitch!

Há sempre um amargo de boca quando acaba uma das nossas séries preferidas, ainda maior quando no fim não corresponde a tudo aquilo que esperávamos que pudesse ser. Não foi o caso de Breaking Bad, que vai deixar saudades, mas que acabou perfeitamente como tinha de acabar. Claro, há questões que nunca haveremos de saber, mas tudo o que era realmente importante culminou num final bombástico de uma das melhores séries de sempre. Os elogios sucederam-se e sucedem-se, há prémios a ser ganhos, e há sobretudo um elenco forte onde apesar de haver uma personagem central bastante vincada, os que coabitam a seu lado têm o seu espaço para brilhar, e brilhar forte. Quem viu a série nunca irá esquecer a personagem de Walter White, mas também Jesse Pinkman, Hank Schrader, Skyler White, Saul Goodman (que até ganhou um spin-off a estrear em 2014), Gus Fring e, raios, até a tartaruga que carrega uma cabeça decepada, ganharam um espaço permanente no nosso imaginário. Felizmente, ou infelizmente, “All Bad things must come to an end.”

Arte-Factos

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