Entrevista a Jacco Gardner

Entrevista a Jacco Gardner

Jacco Gardner

Depois da sua passagem pelo Milhões de Festa no Verão passado, o holandês Jacco Gardner está de regresso ao nosso país para dois concertos, o primeiro hoje, dia 3 de Fevereiro no Porto, na sala Passos Manuel, e amanhã em Lisboa, no Musicbox. Em destaque estará ainda o mais recente “Cabinet of Curiosities“, editado no início de 2013, mas podem esperar algumas surpresas.

Após um muito aclamado concerto num festival de Verão (Milhões de Festa), voltas para dois concertos a “solo”. Até que ponto estes concertos vão ser diferentes daquilo que vimos em festival?
Bem, vai ser num espaço fechado num tempo de Inverno em vez de ser ao ar livre num tempo de Verão. Para além disso, agora somos cinco na banda e adicionei mais alguns instrumentos, por isso vai soar um pouco diferente. Vou também tocar algumas músicas novas.

Tirando do piano partido, ficaste com boas memórias desse tempo no nosso país?
(risos) sim, totalmente, adoro Portugal. Vou aí muitas vezes, os meus pais têm uma casa no Alentejo. O festival foi extraordinário.

Tens andado a trabalhar no sucessor de “Cabinet of Curiosities“. Que direcções musicais está a seguir o teu novo trabalho?
Vai ser um pouco mais electrónico aqui e ali, e não vai ter tantos harpsichords. De certa forma, acho que vai ser um pouco mais psicadélico.

Para além do teu trabalho a solo, tens também uma banda, os The Skywalkers. Com tanto tempo ocupado a promover o “Cabinet of Curiosities”, faz parte dos teus planos futuros continuar o teu trabalho nos The Skywalkers?
Não, não vou tocar com os The Skywalkers nos próximos tempos. Esse projecto está parado por agora.

Sei que és um grande fã, por isso, se tivesses oportunidade de dizer algo ao Syd Barret, o que seria?
Depende quando. Não gostaria de o conhecer se fosse há dez anos atrás mas nos anos 60 teria-lhe dito que vinha do futuro e falava-lhe sobre isso.

Entretanto estiveste em digressão pelos Estados Unidos e Canadá. Como foi a experiência? Esperavas ver a tua música a espalhar-se pelo mundo de forma tão rápida?
Nem por isso, e por esse motivo foi uma experiência fantástica. Adorei ter tocado bastante na América e mal posso esperar por regressar lá.

Entrevista por Cláudia Filipe

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