Músicas da Semana #92

Escolhas dos Capitão Fausto:

together PANGEA

together PANGEA – Cat Man
Fritz the Cat em ácidos e qualquer químico barato que ele consiga comprar. together PANGEA tocam canções cruas e pegajosas, e “Cat Man” é alto cartão de visita. Na verdade, estou agarrado ao disco todo, mas esta é estranha, pesada e tem grande vídeo de animação. Por isso oiçam/vejam.

Kurt Vile – Goldtone
A canção que fecha “Wakin On a Pretty Daze“, um dos meus discos preferidos de 2013. Para ouvir enquanto se dorme uma sesta ou para dar uma volta por aí. Na verdade, não há melhor disco do que este para dormir uma sesta. Mas é alta sesta, e alto disco.

Television – Little Johnny Jewel
Canção mesmo à la Tom Verlaine com alguns dos melhores exemplos da sua individualidade. Inclui gemidos parecidos com uma galinha eloquente e solos de guitarra cavalgantes e apocalípticos.

Wavves – Idiot
Porque é rápida e não tem que se pensar muito. Uma verdadeira música de guerra.

The Paranormal Music Society – Rubber Glove Gaida
Uma canção bem profunda mas bem ágil, desenvolta. Faz lembrar a força dos Trovante, com um toque paranormal.

Escolhas de Christopher JRM:

Black Sabbath

Black Sabbath – Sabbath Bloody Sabbath
Um tema que tenho vindo a recordar recentemente. Mas tendo em conta que é recordado diariamente por muitos fãs de heavy metal ou rock clássico ou até simplesmente de música, até nem estou a fazer nada de extraordinário. Uma canção e um disco que provam que nem sempre é preciso uma voz afinada para ser bom, “Sabbath Bloody Sabbath” é um entre muitos discos de Black Sabbath a ser destacados hoje em dia e a ser estudados por qualquer aspirante. E que o tema-título continue a ser reproduzido!

Canaan – Calma
Darkwave ambiental suavemente cantado em Italiano. Até já explica tudo mas tem que se ouvir para se captar a atmosfera. Essa não é das que se descreve, sente-se. Retirado do álbum “Contro.luce” de 2010, é uma daquelas coisas que considero subvalorizadas, mas dado o género que é, não tenho porque ficar surpreendido ou perturbado com isso. Até está bem assim…

Within Temptation feat. Xzibit – And We Run
Isto foi inesperado. Tanto esta participação em si como o facto de se ter tornado o meu tema favorito de todo o “Hydra”, o novo álbum dos Within Temptation. O tipo de colaboração improvável e nada usual e associada à banda holandesa… Foi precisamente o que trouxe mais interesse à música. E resultou! Uma das que vai para a minha lista de “Coisas esquisitas são fixes.” “Primeiro estranha-se mas depois entranha-se” não, porque não gosto de frases cliché.

José Cid – O Caos
Continua a progressão do estatuto do “10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte” como a pérola escondida e subvalorizada, mas que toda a gente já conhece e aprecia. Mas continua a ser um tesouro escondido. O que não altera é o seu estatuto de excelência e este disco de José Cid soa sempre bem, possivelmente cada vez melhor até e esta “O Caos” ainda é das que mais vou reproduzindo solta. Portugal não teve a sua onda de prog rock como muitos outros países Europeus, mas não se pode dizer que aqui o Tio Cid não tentou. E agora até já vai tocar o álbum ao vivo e tudo para regozijo geral. Mas estranhamente continua a ser um tesouro escondido…

Korn – Thoughtless
Bandas do início da puberdade… Há aquelas que ficam para sempre, como os Korn que já começam a apresentar senilidade prematura – especialmente o líder Jonathan “Teoria da Conspiração” Davis. Ainda bate cá no fundo. Especialmente com músicas que já não ouvia há muito tempo, como esta…

Escolhas de Hugo Rodrigues:

United Nations

United Nations – My Cold War
Esta semana a internet tentou-me enganar. Disse-me que havia um novo disco dos United Nations e, afinal, era como na música da Mónica Sintra – havia outra. Neste caso, outra banda com o mesmo nome, e essa sim, com um novo disco. Não me interessando particularmente por esses United Nations, fui ouvir os que realmente gosto, e é essa a história desta escolha.

Cursive – Retreat!
Assim de repente, acho que o “Happy Hollow” é o único disco que gosto dos Cursive, e nestes últimos dias andei a recapitular o quanto gosto dele, estando a “Retreat!” em destaque.

Dredg – Bug Eyes
Às vezes preciso de me lembrar com muita força que os Dredg têm bons discos, sendo o “Catch Without Arms” um bom exemplo disso. Apesar das várias músicas que podia ter escolhido para aqui, uma vez que ouvi consistentemente o álbum ao longo da semana, optei pela “Bug Eyes” por, há falta de outro motivo, ser uma grande música.

Comeback Kid – Should Know Better
Não são uma banda que costume ouvir muito, mas este primeiro single do novo disco dos Comeback Kid ficou-me no ouvido quando decidi cuscar o vídeo disponibilizado pela banda para este tema. Sem arrependimentos.

Black Bombaim & la la la Ressonance – Kin
É verdade que ouvi esta junção pela primeira vez estando algo longe, via streaming do concerto no Milhões de Festa, mas já nessa altura me soou bastante bem. Algo que ficou confirmado com o recente lançamento conjunto e que junta o melhor de dois mundos nesta “Kin”.

Escolhas de Cláudia Filipe:

Magnolia Electric Co.

Magnolia Electric Co. – Shenandoah
Da lista das músicas mais bonitas do mundo de sempre, hoje em destaque pela quantidade de vezes que ouvi o Josephine esta semana.

Jon Hopkins – Abandon Window
Pequena dose de melancolia que vai bem com os dias mais cinzentos.

Röyksopp – Eple
De repente, apercebo-me da quantidade absurda de vezes que ouvi o Melody AM algures por 2004. E depois reparo que já passaram 10 anos desde esses dias e tenho o meu momento saudosista da semana.

Sunn O))) & Boris – The Sinking Belle (Blue Sheep)
A propósito do lançamento do disco que junta Sunn O))) e Ulver, nunca é demais recordar que, há cerca de oito anos atrás, existiu um Altar que uniu os primeiros aos não menos grandes Boris. A fusão de ambas as bandas resultou numa obra que ficará para sempre e da qual gosto de recordar os ambientes mais dreamy da The Sinking Belle.

Ásgeir – Torrent
Numa semana de algumas surpresas musicais boas, partilho esta Torrent que me veio parar às mãos com os ventos frios da islândia.