Músicas da Semana #96

Escolhas de O Martim:

Katia Guerreiro

Katia Guerreiro – Pranto de amor ausente
Cheguei à conclusão recente de que conheço muito pouco do fado bom que se canta por cá. O que é um crime tendo em conta que existem fadistas absolutamente geniais no nosso país. A Katia é uma dessas, e escolhi esta música, mas poderia ter escolhido muitas outras…

Rodrigo Amarante – Hourglass
Acho que posso dizer sem qualquer tipo de dúvida que o Rodrigo Amarante é a pessoa que eu quero ser quando for grande. Acho que não há uma canção que ele tenha escrito que não mexa comigo. Um fun fact, é que ele me lembra imenso o amigo Fachada. Ou será o Fachada que me lembra o Rodrigo. Seja como for é ótimo. E este disco (Cavalo) é qualquer coisa de transcendental. Não passo dois dias sem o pôr a tocar.

Beck – Waking Light
Tropecei no novo disco do Beck graças a sugestão de uma amiga minha. Sempre gostei de ir estando atento ao que ele anda a fazer. Não ouvi o disco ainda como deve ser, mas é algo que tem tocado na minha playlist esta semana. Depois eu digo-vos o que achei.

Breton – Governing Correctly
Em casa de um amigo meu inglês que só ouve a BBC radio, ouvi este som a tocar. Como ele não fazia ideia o que era eu “Shazamizei” a coisa, para ficar a conhecer uma banda que me surpreendeu muito pela positiva. Dão pelo nome de Breton, e o disco deles está muito forte. Tratem de ouvir que vale a pena.

5:30 – Chegou a Hora
Sou fã do sr. Carlos Nobre a.k.a. Carlão desde sempre. Como aliás tenho a certeza que qualquer homem da minha geração o seja. Por isso ando sempre atento ao que ele anda a fazer. Recentemente tive o prazer de trabalhar com o Fred Ferreira, no seu estúdio (parceria com o amigo Bernardo Barata) e acabei por conhecer também o Regula, que apesar do seu ar de gangster e das suas heavy lyrics, é um amor de pessoa e um rapper incrível. Este projecto tinha tudo para dar certo, e tudo certo deu. Não me canso de ouvir este single. Nem de ver o videoclip. Isto é coisa boa.

Escolhas de Vitorino Voador:

Radiohead

Radiohead – All I Need
Esta foi a primeira música que ouvi do In Rainbows, vi ao vivo e fiquei apaixonado pela música, Radiohead já era a minha banda preferida nessa altura mas depois disto ganhou um lugar na minha lista de bandas favoritas e da qual nunca vai sair, ainda que o último disco seja qualquer coisa que eu não compreendo e talvez nunca venha a compreender, mas é isso, In Rainbows = disco favorito, The King of Limbs = chatice do c$#!lho.

Zita Swoon – Ko Benna Waati
Todas as minhas próximas escolhas são descobertas feitas na rádio. Desconhecia este grupo e fiquei colado ao rádio quando ouvi isto, fiquei com vontade de gravar um próximo disco que soasse a isto, quem sabe.

Pearl Jam – Sirens
Numa altura em que muita gente fala deles sem grande interesse e como uma banda que já não faz nada que traga novidade, eu ainda sinto alto prazer em ouvir o Eddie Vedder a cantar, o único gajo que tem aquela voz e que não parece que está a imitar o Eddie Vedder. Esta música agarrou-me de uma maneira estranha, ouvi a primeira vez e o início pareceu-me altamente foleiro, até que a música de repente entra no B a seguir a ele cantar “hear the sirens” e fiquei agarrado à música, está muita bem sacada a ideia, o refrão também puxa à foleirada mas eu gosto, foleiradas é comigo, sempre com Pearl Jam no coração. The Grunge is dead, Long Live the Grunge!

MGMT – Time to Pretend
Esta música já tem algum tempo, ainda assim, é uma das que ouvi esta semana. Que granda música, é daquelas que gostava de ter sido eu a fazer. Tudo é perfeito nela, o crescente do beat, aqueles breaks muita bem metidos lá para o meio, o som dos teclados, e claro, a voz que não podia encaixar melhor do que o que lá está, uma música que é tão boa, que é quase exageradamente boa.

Beck – Wave
Esta foi a minha grande descoberta dos últimos tempos, uma música só com cordas e voz, não precisa de mais nada, tem pouco mais de três acordes e ainda assim parece que está sempre a mudar, quem faz música assim merece viver para sempre na memória de quem por cá andar. Nos últimos tempos foi mesmo a única música que assim que chega ao fim, carrego no botão e oiço mais uma vez, mais uma, outra e mais umas quantas.

Escolhas de Hugo Rodrigues:

La Dispute

La Dispute – HUDSONVILLE MI 1956
Ainda estou a absorver o novo disco dos La Dispute mas, mais uma vez, não desapontam. A forma como continuam a evoluir é fantástica e o futuro só lhes pode trazer coisas boas. A “HUDSONVILLE MI 1956” abre este novo trabalho e estabelece o conceito por detrás do “Rooms Of The House”.

O. Children – Holy Wood
A descoberta da presença dos O. Children na edição deste ano do Entremuralhas fez-me revisitar o “Apnea”, disco que a banda editou em 2012, e fez-me também perceber que gosto mais dele agora do que na altura. Uma coisa não mudou no entanto, a “Holy Wood” continua a ser a minha preferida.

Minus The Bear – Riddles
A Primavera ameaçou, veio um dia mais cedo e ainda mais rápido se foi embora. Este retorno do frio e da chuva trouxe-me com ele a vontade de voltar a pegar nos acústicos de Minus The Bear, e em particular nesta “Riddles”.

Fear Before – Fear before doesn’t listen to people who don’t like them
Acho que já por aqui disse que este é um dos melhores títulos para uma música, por isso venho apenas reforçar essa opinião.

Lost In Kiev – Under Close Surveillance
Uma boa descoberta de 2013 que ainda guardo junto a mim, debaixo de uma vigilância apertada!

Escolhas de Cláudia Andrade:

Marissa Nadler

Marissa Nadler – Was it a dream
A Was It A Dream tornou-se oficialmente a minha música de embalar. Já alguém dizia: things we do and things we see shortly before we fall asleep are most apt to influence our dreams. Não me importo que os meus sonhos sejam todos com a voz da Marissa Nadler de fundo.

St. Vincent – Just the Same But Brand New
Sou daquelas pessoas que pode estar anos sem trocar as músicas do ipod. Confesso que não ouço música através dele com regularidade, ouço mais em casa, por isso, quando pego nele e volto a ouvir o que por lá anda encontro sempre pérolas pré-históricas que me fazem sorrir. É o caso desta “Just The Same But Brand New” de St. Vicent, do seu álbum Actor. Tendo em conta que já saiu em 2009, não preciso dizer mais nada…

The Album Leaf – Wishful Thinking
Outro disco que ainda se encontra no meu ipod é este Into the Blue Again dos The Album Leaf, editado em 2006. Esta Wishful Thinking é daquelas que por muitos anos que esteja sem a ouvir, no dia em que a ponho a tocar no rádio do carro, faz-me sempre ficar com um brilho nos olhos.

Nick Cave & The Bad Seeds – The Weeping Song
O “The Good Son” foi o primeiro álbum de Nick Cave que ouvi, lembro-me de ter pegado nele logo depois a ter ouvido a “The Weeping Song” numa qualquer rádio local. Não me recordo de quantas vezes o ouvi em loop nessa altura, mas foram muitas. Acabou por se tornar num dos meus álbuns preferidos de sempre, e o preferido de Nick Cave, ainda que o Murder Ballads não lhe fique atrás.

Wim Mertens – Humility
O After Virtue saiu em 1988, no entanto, sempre que ouço uma música deste álbum sinto que poderia ter sido feita o ano passado. É um álbum intemporal. Esta Humility faz parte desse álbum e foi a primeira música de Wim Mertens que ouvi muitos anos depois de ter sido feita. Rendi-me na primeira audição. Espero ouvi-la hoje no CCB.

Escolhas de Cláudia Filipe:

The War On Drugs

The War on Drugs – An Ocean In Between the Waves
Há umas semanas atrás trouxe para aqui o novo álbum de The War on Drugs. O nível de vício escalou e tem sido a primeira e única escolha para a maior parte destes dias. Quanto mais o ouço, mais gosto dele. E a guitarra desta An Ocean Between the Waves? A guitarra! A progressão desta guitarra é tudo.

Stars of the Lid – The Lonely People (Are Getting Lonelier)
Obras de arte (das magníficas) às quais os títulos encaixam de forma perfeita. Para ouvir e ouvir e ouvir e ouvir.

James Blake – Life Round Here
Acho que ao longo de 96 edições desta rubrica, já postei todas as músicas do Blake que havia para postar. Já repeti algumas, até. Mas esta semana fui apanhada de surpresa. Devo ser a única pessoa em Portugal, das que gostam de música, que nunca conseguiu ir a Paredes de Coura por razões de incompatibilidade de calendário. Logo este ano que já me tinha decidido a ir, anunciam um dos meus grandes. Não poderia pedir melhor estreia e o cartaz está fabuloso.

As Tall as Lions – A Song for Luna
Perdi o rasto aos As Tall As Lion, mas lembro-me de ouvir bastante o álbum homónimo ali por 2007 e gostar. Sem motivo especial, andei, por breves instantes, a matar saudades ao trazer este disco de volta à playlist.

Bill Fay – Be At Peace With Yourself
Final de uma semana exaustiva e ouvir as palavras do Bill Fay a ecoar na minha cabeça. Baterias recarregadas e venha a segunda-feira.

Arte-Factos

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