Músicas da Semana #105

Escolhas de Gui Amabis:

Bob Marley

Bob Marley – Mellow Mood
Por acaso escutei essa semana na casa de uma amiga. Quando adolescente viajava muito para praticar surf, passávamos os dias ouvindo música e pegando onda, só! Esta foi a minha preferida no inverno de 1995.

Erkin Koray – Cemalim
Um dos principais nomes do rock psicodélico turco dos anos 1970. Cemalim fala de poder e disputa. Quem me mostrou foi meu irmão, Rica, passamos uma tarde em sua casa ouvindo os clássicos deste período e esta me pegou.

Porto – Mesmo que os amantes se percam, continuará o amor
Música do duo instrumental brasileiro Porto, formado por Richard Ribeiro e Regis Damasceno, grupo que cria paisagens sonoras incríveis e modos repetitivos interessantes. Adoraria ouvir essa música em um filme, sempre que a escuto entro numa frequência gostosa. Gosto muito do título, tento sempre seguir por este caminho nas minhas relações.

Monsueto Menezes/Flora Mattos – Na menina dos meus olhos
Em 2010 comecei a produzir um álbum da cantora brasileira Marcia Castro, paramos durante 3 anos para retomar ano passado. Esta foi a primeira faixa gravada e lançada como single agora, ouvi para matar a saudade e lembrar dos tempos que tinha alguns fios a mais na cabeça.

Paulinho da viola – Sinal fechado
Não tenho muito o que dizer sobre esta música, é simplesmente, na minha opinião, a música mais bonita do cancioneiro brasileiro. Escuto toda semana, mesmo…

Escolhas de Cláudia Andrade:

Caspian

Caspian – The Heart That Fed
Hoje é dia de Caspian no Hardclub e amanhã será dia de os ter em Lisboa no RCA Club. Recordo, com saudade, o mítico concerto a que assisti em 2012 no Point Ephémère, em Paris. Vai ser bom voltar a recordar essa noite e associar mais memórias a estes músicos tão especiais. O EP “Hymn For the Greatest Generation” andou a rodar a semana toda.

Jon Hopkins – Vessels
Foi ontem, numa Musicbox esgotada, que tive o prazer de ver e ouvir este senhor ao vivo. Nunca fui grande fã de música electrónica e nem sequer sabia que conseguia distinguir o bom do mau no género até este senhor aparecer na minha vida. E o que é certo é que Jon Hopkins conseguiu pôr-me a “dançar” (ou a mexer o corpo, pelo menos).

Marissa Nadler – Holiday In
Do grupo “músicos que não consigo parar de ouvir” surge a Marissa Nadler que anda semanas a fio a passar em tudo o que é dispositivo tecnológico, seja em casa, seja no carro, seja em transportes públicos e todas as semanas fico viciada numa música diferente do July. Esta semana foi a vez da bela “Holiday In”. Aquele momento em que ela canta “You see me and you wanna walk way” é tudo.

Broken Twin – No Darkness
O Vidro Azul da Radar continua a dar cartas. Todas as semanas há músicas a recordar e ainda há tempo, muitas das vezes, para ficar a conhecer algo novo. Foi o que aconteceu com Broken Twin, projecto de Majke Voss Romme e o seu álbum May. Esta “No Darkness” é daquelas que ficam cravadas.

Cult Of Luna – Back to Chapel Town
O Somewhere Along the Highway sempre foi e sempre será o meu álbum preferido de Cult Of Luna e um dos álbuns que mais me marcou na vida. Não consigo estar muito tempo sem voltar a ele.

Escolhas de Christopher JRM:

Mayhem

Mayhem – Psywar
Longas pausas entre os discos da lendária e polémica banda Norueguesa, mas está bem feito assim. Sem necessidade de apressar e a andar com calma para que, assim que chegue o trabalho novo, acabe-se logo a calma toda e sejamos violentamente recebidos por um pandemónio dos belos. “Psywar” é o tema que já anda a ser devorado pelos fãs há mais tempo e traz uma bela de uma receita, com os habituais ingredientes de Mayhem e mais uns condimentos à Slayer. Mas agora já há o disco no seu todo e a brutalidade só aumenta… Que venha mais um petardo daqui a uns sete anos…

Faith No More – Evidence
Até é uma boa semana quando um tema que nos anda pela cabeça todos os dias é da autoria dos Faith No More. Aceitaria qualquer um, mas a suavidade e a soul tão jazzy de “Evidence” é mais do que bem-vinda. Que acordasse todos os dias com algo assim na cabeça…

Mão Morta – Horas de Matar
Isto não vem já desta semana, vem já desde a altura em que a malta se deliciou pela primeira vez com o tema fresco. A minha pouca regularidade aqui é que só me permitiu incluir este recente hino agora. Deu que falar por polémica e deu que falar por ser tão bom. Deu que falar, não há dúvidas aí. É Mão Morta, há necessidade de aprofundar mais?

Altar of Plagues – Feather and Bone
As trevas e o negrume por vezes até conseguem ser bonitos, agradáveis e acolhedores. Mas sem deixar de perder a sua frieza, desconforto e terror. No caso de uma obra dos Altar of Plagues, uns dos nomes que melhor domina aquela irmandade entre o black metal e post-metal nos seus mais brutos e crus estados, a coisa bem feita não tem nada de bonita. Mas é linda. Vocês percebem.

Y&T – Summertime Girls
Diz que chegou o calor…

Escolhas de Hugo Rodrigues:

©Ashley Maile

©Ashley Maile

Mariachi El Bronx – Matador
Está um calor dos diabos e nada melhor que a versão Mariachi dos The Bronx para combater isso.

God Is An Astronaut – All Is Violent, All Is Bright
A semana passada coloquei aqui Caspian (o concerto é já amanhã!), e o facto de os ter ouvido bastante fez-me ir recuperar mais bandas do pós-rock. E é nisso que se enquadra esta banda, este disco e esta música em particular, nunca podem faltar.

…And You Will Know Us by the Trail of Dead – Naked Sun
Não queria ser chato com a cena do calor mas…

Head Automatica – The Razor
O “Decadence” teve o mérito de se entranhar em mim desde o ano passado de uma forma que até então não tinha conseguido, e atenção que o disco já tem dez anos. Desde aí que nunca mais o larguei e apesar de todas as faixas serem repetidas vezes e vezes sem conta, a “The Razor” é a que repete mais.

Sigur Rós – Festival
Está na altura deles. Dos festivais, não dos Sigur Rós, que isso é (quase) sempre.

Escolhas de Cláudia Filipe:

#9 Jon Hopkins

Jon Hopkins – Open Eye Signal
Enquanto a Squadra Azzurra punha a Inglaterra em sentido e a escuridão se apoderava do Cais do Sodré, esperou-se durante duas horas que houvesse mesmo uma luz que não se apagasse. Felizmente, as más notícias nunca chegaram e o Jon Hopkins conseguiu mesmo tocar. E valeu a pena esperar todos estes meses com o bilhete religiosamente guardado para que este dia chegasse. Ouvir o Immunity ao vivo, um dos melhores álbuns do ano passado, foi uma experiência que superou todas as expectativas. O produtor inglês, para além da contagiante simpatia por cada vez que brindava com o público, demonstrou ser exímio no que faz. Como se alguma dúvida ainda houvesse.

Spiritualized – Cool Waves
Da lista “discos intemporais”.

Justin Timberlake – Not a Bad Thing
Admiro muito o trabalho do Justin Timberlake, mas esta música é o único motivo que me faz não ter uma opinião ainda pior sobre a segunda parte do 20/20 Experience.

The War on Drugs – Disappearing
O exercício mental de tentar não repetir músicas do mais recente de The War On Drugs. Continua a ser o meu preferido do ano até à data. E continua a tocar todas as semanas sem excepção.

Ricky Martin – La Copa de la Vida
Ah, a alegria de passar um mês a discutir futebol, selecções, lances duvidosos, que equipas é que passam que grupos, desenhar cenários, fazer apostas. É a febre do campeonato do mundo que traz todo o meu hooliganismo à superfície.

Arte-Factos

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