Entrevista aos Lotus Fever

Entrevista aos Lotus Fever

Lotus Fever

Prestes a editarem o seu primeiro longa-duração, intitulado “Search For Meaning“, e a iniciarem a digressão que o irá apresentar por várias cidades do país, os Lotus Fever estiveram à conversa connosco.

Para quem ainda não vos conhece, podem falar-nos um pouco de quem são os Lotus Fever?
Somos quatro jovens rapazes, gostamos de músicas psicadélicas, e procuramos pôr o máximo de ideias e influências nas nossas músicas. Dia 6 de Outubro podem ouvir o nosso primeiro álbum, “Search For Meaning”, e conhecerem-nos melhor do que qualquer outra explicação.

Iniciaram o vosso percurso com um outro nome, mudando depois para Lotus Fever. Porquê esta decisão?
Foi simplesmente uma questão de marketing. Chegámos à conclusão, em conjunto com a nossa agência, aFirma, que um novo nome poderia fazer com que a nossa imagem melhorasse. Não nos arrependemos!

Foi esse um ponto de viragem para a banda e para aquilo que pretendiam fazer?
Acabou por ser, por marcar o início de uma fase bastante planeada e pensada a diversos níveis. Sabemos bem o que queremos e procuramos aprender e fazer o nosso melhor para o concretizar. Temos também a sorte de trabalhar com malta fantástica que nos está a ajudar a crescer.

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Para ajudar na concretização de “Search For Meaning” lançaram uma campanha de crowdfunding bem sucedida. Como é que se sentiram depois de terem visto que tinham atingido o vosso objectivo? Estavam à espera que as pessoas aderissem desta forma?
Não podemos dizer de maneira nenhuma que estivessemos à espera daquele resultado. Trabalhámos nesse sentido, mas sempre nos pareceu algo difícil de alcançar. Felizmente, os nossos fãs foram irrepreensíveis e ajudaram-nos a alcançar este objectivo. Trabalhar nestas condições é porreiro.

Havia algum plano B caso não tivessem juntado todo o dinheiro que precisavam? Ou a criação do álbum não estava exclusivamente dependente disso?
Soubemos desde cedo que queríamos gravar um álbum e por isso surgiu a hipótese do crowdfunding. As alternativas não eram totalmente viáveis e por isso depositámos muitas esperanças nessa solução. Mais uma vez, os nossos fãs são incríveis!

Agora que estamos a poucos dias do álbum estar fisicamente disponível, estão orgulhosos do vosso primeiro rebento?
Estaríamos a mentir se dissessemos que não. Foram usadas muitas horas das nossas vidas para que este álbum pudesse ganhar forma. Todos nós, de uma maneira ou de outra, tivemos de nos sacrificar a diferentes níveis e, por isso, todo o processo ganhou um diferente significado. É muito bom poder ligar umas colunas, sentarmo-nos e simplesmente ouvir os últimos 2 anos da nossa vida.

Voltaram a gravar nos estúdios Tchtchatcha com o produtor Ramón Galarza, com quem já tinham trabalhado no vosso EP de estreia. Sendo alguém com bastante experiência, como é que chegaram a ele e que importância teve no vosso desenvolvimento e no destas canções?
Nós já conhecíamos pessoalmente o Ramón e simplesmente fizemos-lhe chegar umas maquetes nossas. Ele gostou muito e aceitou produzir o nosso EP. Gostamos de trabalhar com ele e por isso o convidamos para fazer parte deste trabalho. O Ramón é um excelente profissional e rapidamente se enquadrou na nossa mecânica. Foi fundamental para nos ajudar em pormenores mais técnicos de produção e para nos manter os pés no chão de vez em quando.

Lotus Fever

Da capa do álbum ao seu título e passando até pela temática encontrada em várias músicas, sentem que a realização deste disco foi também de alguma forma uma viagem da banda em busca do seu lugar e identidade?
Essa poderá ser uma das interpretações que podemos tirar do disco. E uma bastante válida, toda a sonoridade e constantes variações de estilos apontam nesse sentido. O conceito da dualidade e da busca é constante no álbum. No entanto, gostávamos que toda a gente pudesse encontrar o verdadeiro significado por detrás do significado. E a essa conclusão só cada um pode chegar…

Já lá vai mais de um ano desde que vos vimos ao vivo e tivemos o prazer de contar convosco numa das nossas festas Arte-Factos, no Bacalhoeiro. Agora, preparam-se para apresentar este disco ao vivo, o que é que o público pode esperar destas próximas datas?
Mais uma vez obrigado por esse convite! Nessa altura encontravamo-nos a projectar aquilo que viria a ser o “Search For Meaning”. Os temas “Into The Light” e “Collapse” foram inclusivamente tocadas nesse concerto, ainda em fase experimental e bastante diferentes. Agora, as pessoas podem esperar um concerto com os novos temas e com uma abordagem diferente ao nosso som. Quisemos construir algo mais poderoso ao vivo e vamos agora ver como as pessoas reagem.

E em termos de planos futuros, têm ideia da direcção que querem seguir e o que fazer ou estão para já concentrados em apresentar “Search For Meaning” e partir daí?
Para já queremos focar-nos em explorar a dimensão live deste disco. Como é óbvio, não existe um botão off para as ideias, e a pouco e pouco vão surgindo alguns riffs e efeitos aqui e ali, mas tudo a seu tempo. Agora é altura de nos focarmos na tour que vai passar por Évora ainda este mês, seguindo depois para o Porto, Coimbra e Cascais.


Search For Meaning” é editado na próxima segunda-feira, 6 de Outubro, e podem encontrar a banda hoje, 4 de Outubro, em Lisboa (Musicbox), a 11 de Outubro em Évora (SHE), a 21 de Novembro no Porto (Plano B), a 22 de Novembro em Coimbra (Salão Brazil) e a 6 de Dezembro em Cascais (Stairway Club).

Entrevista por Hugo Rodrigues

Arte-Factos

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