Músicas da Semana #114

Escolhas de Lotus Fever:

alt-J

Alt-J – Bloodflood (Part II)
Confesso que as minhas expectativas para o segundo álbum dos Alt-J, após todo o hype à sua volta, eram bastante baixas. Conseguiram-me surpreender com um álbum muito bem conseguido e uma evolução curiosa na sonoridade. Por adorar assistir à coesão de uma carreira, fica aqui o tema que marca a ponte entre o primeiro e este trabalho.

Snarky Puppy – Lingus
Nunca uma descoberta musical me tinha deixado tão estupefacto. Por conselho do Ramón Galarza, fui ouvir este colectivo nova-iorquino e descobri alguns dos músicos mais talentosos que já conheci. Nota máxima para o inacreditável solo de sintetizador deste tema, ao vivo para o álbum “We Like It Here”.

Bon Iver – I Can’t Make You Love Me / Nick of Time
Uma música que me relembra que por vezes as melhores escolhas estão na simplicidade. Justin Vernon, a sua voz e um piano fazem arrepiar qualquer um. Para ouvir de olhos fechados.

Thom Yorke – Guess Again!
Tive o prazer de ouvir esta semana o novo álbum do Thom Yorke. Sou um grande admirador deste senhor e de todo o seu trabalho. É um álbum que ainda estou a interiorizar, mas parece-me ser mais um passo consistente no som que ele está a tentar construir há vários anos. No entanto, acho que é mais para fãs e apreciadores do que para público que não conheça já os mais recentes trabalhos de Thom Yorke.

Capitão Fausto – Raposa (I e II)
Numa altura em que explodiram definitivamente no panorama musical português e em que o novo álbum é a novidade, gosto de recordar este tema como um presságio. Fantástico tema que pisca o olho ao psicadelismo que adoro no segundo álbum. Aquele arpeggiator…

Escolhas de Hugo Rodrigues:

Weezer

Weezer – Foolish Father
Ainda estou a digerir o novo disco dos Weezer e, por isso, não sei muito bem o que pensar dele. No entanto, é uma banda a que é sempre divertido voltar, e certamente que com mais ou menos regularidade este disco também não vai ser excepção. Fica aqui a “Foolish Father” que acaba com o coro “Everything will be alright”, frase que dá mote ao disco.

Frightened Rabbit – Backyard Skulls
Foi uma das boas descobertas do ano passado, nunca indo para muito longe desde então. Esta semana esteve em destaque a “Backyard Skulls”, mas poderia ter sido outra qualquer do “Pedestrian Verse”.

Pygmy Lush – Pals
Outros que também nunca ficam esquecidos durante muito tempo. “Pals” termina da melhor maneira o último disco editado pela banda.

Sonic Reverends – Ritalin
Deixaram saudade, mas pelo menos há dois excelentes EPs para a matar. Que se lixe o Alamo, Remember the Sonic Reverends!

Titus Andronicus – Still Life With Hot Deuce On Silver Platter
Esta semana voltei também a pegar no “Local Business” de Titus Andronicus. Foi fixe para celebrar a festa que é o Verão em pleno Outono.

Escolhas de Christopher JRM:

Faith No More

Faith No More – Cuckoo for Caca
Com um regresso aos discos anunciado para o próximo ano, já há uma boa desculpa para revisitar o lendário currículo desta incortornável banda que dispensa apresentações. Outra razão também muito boa e legítima é a do “porque sim”, à qual recorro muitas vezes. Por esta altura, já só estou a fundir as duas.

Tears for Fears – Mad World
Há algo de encantador em músicas tristes que se podem dançar. Isto para além do quão encantador já acho os Tears for Fears, mas se puder dar-se um passinho de dança a algo tão deprimente, já tenho mais razões para a inclusão de um tema já tão bem conhecido.

Master – Another Suicide
Lendas do death metal da Florida ficam bem em qualquer lado. E tem tudo o que se precisa no bom e bruto death metal – riffs de partir pescoços, vozes guturais animalescas a carregar melodias envolventes da forma mais macabra e um tema lírico negro. O bónus dos Master é o aspecto cómico que a voz pode sugerir. Um rebuçado para quem conseguir decifrar e traduzir o que é cuspido no primeiro verso deste malhão.

U2 – Volcano
Questione-se o golpe de marketing à vontade, mas eu sou daqueles que não se importava nada de ter um álbum novo dos U2 de graça quantas vezes lhes apetecesse. E eu nem tenho iTunes, tive que ir buscá-lo de graça a outro sítio. Não necessito também de aplicações extra para o remover, se o mantenho por querer e aí fica enquanto for um álbum suficiente. Sim, suficiente, não se estende por aí além e a esta altura da carreira dos U2, não era preciso muito mais. “Volcano” é um dos temas que fica na cabeça e que, no meu caso, fica de bom grado. Agora quero um concerto cá e que os bilhetes me apareçam, de graça, na caixa de correio, sem a possibilidade de os devolver ou deitar ao lixo.

Miúda – Com Quem Eu Quero
Sou um ouvinte bastante movido por curiosidade e sem barreiras estilísticas. Tenho apenas uma expectativa muito básica de “sou capaz de gostar disto/isto se calhar não me vai dizer muito”. A proposta pop divertida e curiosa que é Miúda foi um caso de algo que eu nunca esperava vir a gostar tanto. Mesmo já gostando, parece que ainda me surpreende a cada vez que ouço temas do EP, especialmente este single de destaque. E, para não variar, cheguei dois anos atrasado!

Arte-Factos

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