Músicas da Semana #117

Escolhas dos Moe’s Implosion:

©Hugo Valverde

©Hugo Valverde

Memória de Peixe – 7/4 (João Camejo)
Os Memória de Peixe são uma das bandas portuguesas que mais gostei de ver ao vivo. Ainda bem que estão a preparar o segundo disco. O Miguel é um dos guitarristas que mais gosto de ver tocar. “7/4” é uma autêntica lição de loops em formato canção e tem um belo vídeo também.

For the Glory – Fall in Disgrace (João Sancho)
Há dias lembrei-me do concerto que deram em 2006 no Club Lua, em Lisboa. Foi a primeira vez que os vi ao vivo e esse concerto marcou-me para sempre. Fall in Disgrace foi a primeira música do concerto e vale a pena pesquisarem pelo vídeo no YouTube e contarem o número de stage dives. Actualmente são a maior referência no hardcore em Portugal e uma banda do caraças ao vivo!

O Bisonte – Fado (Sebastião Santos)
Malha do terceiro álbum do animal, Abril é um disco como poucos feitos em Portugal. A escolha recai sobre Fado, talvez simplesmente pela coragem de cantar tão belas palavras sobre um sinth tão feio e tão bruto.

Men Eater – Quatero (Ricardo Salvador)
Melhor música para cortar lenha.

Orelha Negra – A Cura (Frederico Severo)
Melhor música para começar o dia? Melhor música para começar o dia. Quem consegue transformar a Crazy Train do Ozzy nisto merece ser ouvido por toda a gente. Escolhi esta música e podia ter escolhido outras 10 sem descer a qualidade.

 Escolhas de Cláudia Andrade:

Lykke Li

Lykke Li – No Rest For The Wicked
Nunca fui fã de Lykke Li, mas o que é certo é que desde que ouvi esta música pela primeira vez na rádio, de alguma forma mexeu algo cá dentro que nunca tinha mexido antes. Só ouvi o álbum uma vez e não consegui interiorizá-lo, mas de facto há uma ou duas pérolas no seu interior como esta “No Rest For The Wicked”.

Ramona Lisa – Arcadia
A vocalista de Chairlift, Caroline Polachek, tem um projecto a solo bastante interessante e este é o primeiro single do seu álbum de estreia. Uma mistura entre o imaginário, o dreamy e o dark. Para quem gosta de conduzir em estradas escuras à noite, esta será sem dúvida uma excelente escolha para a banda sonora.

Julee Cruise – The World Spins
Quem me conhece sabe que nunca fui nem sou adepta de séries, acho que é um hobby que obriga a dispensar muito tempo, tempo esse que poderia ser usado em algo mais importante como aprender algo novo, fotografar mais, escrever mais, desenhar mais, criar. O que é certo é que passei os últimos meses a ver o Twin Peaks porque achei que era uma série que merecia o meu tempo. Não podia estar mais certa. Esta música é das minhas preferidas da banda sonora e faz parte de um dos momentos mais marcantes de toda a série. Venha a nova temporada.

Barn Owl – Infinite Reach
Ontem a caminho de casa depois do concerto de Tim Hecker, um mocho voou na minha direcção, ainda consegui ver as asas bem delineadas iluminadas pela luz dos faróis do meu carro. Pensei estar prestes a entrar no Black Lodge em plena vila de Twin Peaks. Hoje lembrei-me que foi exactamente a 26 de Outubro de 2012 que vi Barn Owl pela primeira vez no Passos Manuel. Coincidências?

Helena – Helena
Um pouco de post-rock em homenagem à semana mágica cheia de momentos bonitos e especiais.

Escolhas de Hugo Rodrigues:

Glassjaw

Glassjaw – Hurting and Shoving (She Should Have Let Me Sleep)
Esta é para ti, mudança de hora.

A Lot Like Birds – Hallows or Horcruxes
Confesso que a cada álbum que a banda vai editando vou gostando um bocadinho menos do que oiço, preferia a abordagem mais instrumental do primeiro disco ao post-hardcore mais genérico que se seguiu e por isso esse é mesmo o único trabalho deles que ainda consigo ouvir, no entanto, é um álbum do caraças, e podia ficar horas a ouvir este tema em loop (em teoria, claro).

Commonplaces – Arch Stanton
Não tive oportunidade de os ver, mas estiveram por cá a tocar recentemente. O Catch It Here é um álbum bastante interessante, e a Arch Stanton é a que me cativa mais. Os lugares comuns não são assim tão maus.

Brand New – Degausser
Parece que é desta que os Brand New estão mesmo a gravar coisas novas, parece. E só parece porque com esta malta nunca se sabe, a brincar a brincar, já lá vão cinco anos desde que editaram o Daisy e em cada um deles há rumores de gravações. Independentemente disso, sabe sempre bem regressar a uma das minhas bandas preferidas e a um dos meus álbuns preferidos, escolhi a Degausser como podia ter escolhido outra qualquer do The Devil And God Are Raging Inside Me.

Violent Soho – Here Be Dragons
No seguimento do que disse na semana passada sobre os Violent Soho, continua a crescer a minha relação com eles.

Escolhas de Cláudia Filipe:

Tim Hecker

Tim Hecker – Live Room
Um dos concertos que mais queria ver nestes últimos tempos, expectativas demasiado altas e que acabaram por sair defraudadas. Dizer que o concerto de Tim Hecker no Musicbox foi “nada de especial” é algo que me parte o coração. Faltou o factor surpresa.

Future Islands – Spirit
Por outro lado, o concerto de Future Islands na Quinta-Feira foi muito bonito: a energia que Samuel T. Herring emana é contagiante. É o rei do partepistismo e subiu a temperatura de uma Musicbox completamente esgotada.

Chet Faker – Cigarettes & Loneliness
Começar a pensar 2014 e recuperar todos os álbuns que ficaram esquecidos ao longo de um ano que tem sido incrível, musicalmente falando.

Radiohead – Reckoner
Começar a ouvir Radiohead é não mais parar.

Ray LaMontagne – Hold You In My Arms
Domingo depressão.

Arte-Factos

Webzine portuguesa de divulgação cultural. Notícias, música, cinema, reportagens e críticas. O melhor da cultura num só lugar.

Facebook Twitter LinkedIn Google+ YouTube