Sólstafir no RCA Club (27/11/2014)

Sólstafir no RCA Club (27/11/2014)

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Texto por Estefânia Silva / Fotos por Cláudia Andrade

Fomos, mais uma vez, surpreendidos pela adesão a um concerto no RCA Club, mas desta feita pela negativa: uma sala longe de esgotar para presenciar o concerto de uma banda que lançou um dos melhores discos do ano. Mas já lá vamos.

A noite começou com os espanhóis Obsidian Kingdom, a nova banda da Season Of Mist que decide agora relançar/reapresentar o seu disco de 2012 «Mantiis – An Agony In Fourteen Bites». Com uma casa ainda a meio tudo (metade do público, metade do entusiasmo, metade da atenção), os esforços dos espanhóis para aquecer a audiência eram notórios mas pouco ou nenhum efeito tiveram na plateia que esperava claramente pelo que aí vinha.

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A chuva ainda não tinha acalmado e já a casa se encontrava mais composta quando os Esben And The Witch (ou EsbenAndTheWitch) subiram ao palco. Talvez pela curiosidade e murmurinho que tem havido à volta da banda, era já considerável o número de pessoas na frente a observar com expectativa. Aqui para apresentar o novo disco «A New Nature» e com o peso de serem a banda mais levezinha do cartaz, acabaram por deixar muita gente de boca aberta com o seu post-punk e uma vocalista a lembrar uma Siouxsie Sioux menina.

Quando os Sólstafir subiram ao palco já ninguém queria saber da chuva ou do frio: só se pensava nos fiordes da Islândia cobertos de gelo. Num concerto perfeitamente equilibrado entre a apresentação do novo disco e os dois discos anteriores («Í Blóði og Anda» e «Masterpiece Of Bitterness» ficaram de fora), foram as músicas de «Ótta» que mais borboletas provocaram no público. O espectáculo inicia-se com «Köld» do disco homónimo, seguindo-se «Lágnætti» e iniciando-se assim uma sequência de novidades e recordações de carreira com todos os essenciais. Um Addi pouco falador demonstrou que “para bom entendedor” uma acção basta, retirando o telemóvel de uma fã depois desta quase o cegar com o flash: estávamos ali para experienciar e sentir cada nota, cada palavra (mesmo sem as entendermos). Depois de «Svartir Sandar» a banda dá o concerto por terminado, deslocando-se assim para o backstage naquele que foi provavelmente um dos regressos ao encore mais demorados do RCA Club. Já alguns se tinham ido embora quando a banda volta com «Fjara» (que comprovou ser o hit dos hits) e «Goddess Of The Ages». Termina assim a noite, lamentando-se apenas a pouca afluência do público português, principalmente depois de verificarmos que grande parte dos concertos da tour tiveram lotação esgotada.

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