D-A-D no Paradise Garage (06/12/2014)

D-A-D no Paradise Garage (06/12/2014)

D-A-D

Texto e fotos por Estefânia Silva

Foi a última oportunidade para os fãs dos D-A-D assistirem a um concerto da digressão 30 Years 30 Gigs e Lisboa não desiludiu, apresentando casa cheia. Depois de uma turbulenta preparação do palco e de um pequeno atraso devido a problemas com uma das guitarras, o concerto arrancou com toda a pompa digna de uma banda de hard rock dos 80s. Gritos frenéticos dos (das?) fãs embalaram o início de Jihad e voltaram a cada paragem que a banda fez. O público em muito ajudou a dar mais um toque de revivalismo, não estivesse a faixa etária presente muito próxima dos 40 anos e a cada canto não observássemos pequenos excessos, gritos das fãs e até soutiens a darem o ar da sua graça. Era Disneyland After Darkafter all. O desvario dos fãs era partilhado, de forma mais controlada, pela banda.

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Jesper Binzer a provar que os anos não passam, sempre pronto a partilhar a boa disposição, o irmão e guitarrista Jacob sempre sorridente e cheio de classe, Stig Pedersen e a sua colecção de baixos “invulgares” (e acrescente-se a falta de expressão facial) e lá atrás o “puto” Laust Sonne (que substituiu Peter Jensen em 1999) na bateria. No setlist houve ainda espaço para faixas como Girl Nation, Riding With Sue, I Want What She’s Got e Bad Crazyness. Pelo meio o baterista ainda demonstrou as suas capacidades “thrasher” que, supostamente, desenvolveu no Verão numa imaginária “thrash school“, apesar de o mais surpreendente da sua prestação ter sido o seu excelente acompanhamento vocal. No final, houve direito a não um mas dois encores: o primeiro composto por Everything Glows e a muito esperada Sleeping My Day Away, acompanhada pelo coro da audiência, e por último I Won’t Cut My Hair e It’s After Dark. Um regresso ao passado que deixou até os fãs menos entusiastas em êxtase.

D-A-D

A abertura da noite teve honras portuguesas com os lisboetas Phazer, acompanhados de um respeitável núcleo de fãs e prontos a comemorar, eles próprios, o seu décimo aniversário. Depois de faixas como I’ve Been Shot e Wonder Girl e do discurso comemorativo, o concerto termina com o “lançamento do disco” (literalmente) em versão CD que obrigou alguns elementos do público a exercícios olímpicos de salto em altura.

Arte-Factos

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