Top 10 de 2014 por Cláudia Andrade

Top 10 de 2014 por Cláudia Andrade

Um ano é muito tempo, são 365 dias que podem ser preenchidos com um sem número de momentos, com um sem número de sentimentos. A arte é sem dúvida das coisas que mais estão presentes diariamente na vida de cada um e conseguir retirar um top 10 de 365 dias de arte é um trabalho mental que vale a pena ter, quer por saudosismo, quer para trabalhar a nossa memória, quer para perceber o que aprendemos durante o ano, o que nos fez sorrir, o que nos fez chorar, o que nos surpreendeu, o que vivemos. Este é o meu top 10 de momentos e sentimentos de 2014. Que se revejam nele ou que pelo menos vos faça recordar os vossos momentos e sentimentos preferidos deste ano.

#10 Muloma

Muloma

Muloma é um espetáculo de dança que emerge da necessidade do ser humano procurar o enraizamento na mãe terra dada a ansiedade em que vivemos, na procura constante de mudança, sem nos preocuparmos com o impacto que isso tem na natureza. O pessimismo vive em nós, mas é preciso procurar as origens básicas da felicidade para o contrariar. Foi por isso um espectáculo especial e com o qual me identifiquei muito e merece um destaque neste top.

#9 Cinemateca

#9 Cinemateca

Todos os anos a Cinemateca de Lisboa tem uma seleção de filmes de fazer inveja a todos os cinemas e festivais de cinema do país. Este ano não foi exceção. Alguns dos mais maravilhosos clássicos passaram e continuarão a passar nos próximos anos (pelo menos, assim o espero) numa tela gigante bem perto de si. Quem nunca sonhou ver o seu filme preferido de todos os tempos numa tela gigante de uma sala de cinema, mas nasceu demasiado tarde para isso? Este ano tivemos a oportunidade de ver filmes como Clockwork Orange, Lost Highway, Faust, The Trial, La Belle et La Bete, entre outros clássicos intemporais. É o melhor que Lisboa tem.

#8 Música de 2014

#8 Mamiffer - Statu Nascendi

Os tops nunca foram o meu forte, há muitos álbuns que saem num ano e acabo por só ouvir no ano seguinte e consequentemente não os posso incluir no top do ano corrente porque já vou atrasada um ano. Mas o que é certo é que este ano houve muito boa música a ser editada e que rodou bastante durante todo o ano no meu rádio do carro. O July da Marissa Nadler foi sem dúvida o grande vencedor nessa categoria, rodando desde Janeiro até Dezembro pelo menos duas vezes por semana, mas não posso deixar de incluir o maravilhoso Statu Nascendi dos Mamiffer que só não rodou o ano todo da mesma forma porque chegou só no final.

#7 The Grand Budapest Hotel

#7 The Grand Budapest Hotel

Já se sabe que tudo o que vem do Wes Anderson é obrigatório. Sigo o seu trabalho já há alguns anos e tenho-o na minha lista de realizadores obrigatórios mesmo que a cotação dos filmes no IMDB seja abaixo de 6, que nem é o caso deste The Grand Budapest Hotel, nem de nenhuma obra do realizador. O que é certo é que fui para a sala de cinema sem ler nada sobre o filme e saí de lá a considerá-lo um dos melhores filmes de sempre num simpático top 30. Elenco de fazer inveja – ao longo de 1h40 choveram estrelas em papéis simples, pequenos, mas brilhantes. Sem dúvida, um dos filmes do ano.

#6 Ólafur Arnalds

#6 Ólafur Arnalds

O ano em que finalmente vi Ólafur Arnalds ao vivo. Concerto especial no CCB que contou com a presença de Rodrigo Leão, um toque especial a um concerto que por si só já seria mágico.

#5 Wovenhand

#5 Wovenhand

O melhor concerto do Amplifest deste ano teria de estar nesta lista. Gosto de concertos para os quais vou sem expectativas nenhumas e saio de lá com um sorriso na cara e de coração cheio. Foi o que aconteceu em Wovenhand.

#4 Pallbearer

#4 Pallbearer

Mais uma espera saciada. Muito ouvi dizer sobre a prestação vocal de Brett Campbell e confesso que minutos antes do concerto estava apreensiva, tinha receio que todas as expectativas que tinha angariado desde o momento em que ouvi o Sorrow and Extinction pela primeira vez saíssem defraudadas no primeiro instante que ele abrisse a boca. O que é certo é que quem ficou de queixo caído fui eu e completamente rendida à sua voz. Sem dúvida um dos melhores concertos do ano.

#3 Marissa Nadler

#3 Marissa Nadler - July

O July está no meu Top de álbuns do ano como o primeiro da lista e não poderia esconder, nem não incluir neste top, a alegria que foi o momento em que tive o privilégio de ver, ouvir e fotografar Marissa Nadler ao vivo. Há momentos para os quais não há palavras, este foi um deles.

#2 Cult of Luna

#2 Cult Of Luna

Este foi o ano dos Cult of Luna. Só este ano consegui vê-los três vezes e em três diferentes países. Mesma tour, diferentes palcos, diferentes sentimentos. Foi no início do ano que os Cult Of Luna decidiram parar um pouco, mas não sem antes se despedirem naquele que seria o último concerto antes do seu hiato. Fui então para Londres em Maio despedir-me dos senhores num palco enorme, com um trabalho de luz e fumo fabuloso, como só eles sabem criar. Mal eu sabia que um mês depois estaria na Suíça a vê-los num palco mais pequeno e intimista com sentimentos completamente diferentes, poucos minutos depois de ter assistido pela primeira vez a Gojira ao vivo. Por último, Amplifest no Porto, um concerto menos bom que os anteriores, mas igualmente saudosista. Foi um bom ano para encher a barriga de Cult Of Luna.

#1 Gojira

#1 Gojira

Esperar anos e anos por este momento e num ano conseguir ver Gojira ao vivo duas vezes. Tive a oportunidade de ver o primeiro e o último concerto da Tour Europeia destes senhores, dois concertos com uma setlist muito idêntica, mas tão diferentes. Ver Gojira no meu país foi sem dúvida uma experiência que dificilmente irei esquecer, a sede dos portugueses, que tal como eu, ansiavam por esse momento há muitos anos era tão grande que a excitação e ansiedade pelo momento era transmissível, quase como uma doença. De todos os momentos, nunca irei esquecer a alegria de ver uma baleia insuflável assim que se ouviram os primeiros acordes da “Flying Whales”.

Arte-Factos

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