Top 10 de 2014 por Miguel Correia de Sá

Top 10 de 2014 por Miguel Correia de Sá

Estabelecer uma ordem para as melhores colecções apresentadas durante o ano de 2014 é algo complicado e nem sempre justo. Por isso, e porque temos que valorizar ainda mais o excelente trabalho desenvolvido entre portas, decidi focar o meu top nos novos criadores portugueses e nas criações que estes apresentam nas plataformas Bloom e Sangue Novo, do Portugal Fashion e da ModaLisboa, respectivamente.

#10 Cláudia Garrido – Bloom

#10 Cláudia Garrido - Bloom

Tons neutros conjugados com tons terra marcaram as propostas desta criadora para o Inverno 2014/2015. Uma colecção marcada pelas malhas e por cortes delicadamente masculinos. É de salientar ainda o uso das prints, quer em apontamentos, quer em visuais completos.

#9 Estelita Mendonça – Bloom

#9 Estelita Mendonça – Bloom

Tecidos tecnológicos e cores sóbrias marcaram a imagem de marca de João Pedro Estelita Mendonça, que nos volta a apresentar o azul elétrico como a sua imagem de marca e aliada à concepção de um menswear muito virado para os jovens, uma escolha de sapatos de design muito bom.

#8 Mafalda Fonseca – Bloom

#8 Mafalda Fonseca – Bloom

Branco, azul, cor-de-tijolo, tons terra e neutros são a paleta cromática escolhida pela designer nortenha para a próxima Primavera/Verão de 2015. São ainda de salientar os cortes sobrepostos, dando assim ilusão de que se está a vestir mais que uma peça e ainda o uso ponderado mas muito acertado dos padrões.

#7 Inês Duvale – Sangue Novo

#7 Inês Duvale – Sangue Novo

Vencedora da edição de Outubro do concurso Sangue Novo da ModaLisboa, esta colecção é assumidamente urbana, para um jovem descomplicado, cuja aliança essencial podemos conferir que é o conforto das peças VS o design das mesmas. O detalhe que me cativou mais nesta colecção foram os brincos, que preenchiam toda a forma da orelha.

#6 BANDA – Sangue Novo

#6 BANDA – Sangue Novo

Existem projectos que parecem ser acarinhados por nós e estaria-lhes a tirar o mérito se BANDA não entrasse no meu top. Com origem numa civilização que surge do fundo do mar, a dupla de designers Tiago Loureiro e Aloísio Rodrigues, apresentou uma colecção para a próxima Primevera/Verão bastante coesa e com uma personalidade vincada. São prova disso os cortes das peças, assim como as máscaras que as manequins trazem no rosto.

#5 João Melo Costa – Bloom

#5 João Melo Costa – Bloom

Dotado de uma capacidade tremenda para conhecer o corpo da mulher e corresponder às suas necessidades, este jovem criador demonstra-nos colecção após colecção que compreende cada vez melhor o público-alvo para o qual trabalha, e que a par de uma sólida concepção de peças mais básicas, as consegue mesclar com outras nas quais usa detalhes como aplicações ou padrões.

#4 Nair Xavier – Sangue Novo

#4 Nair Xavier – Sangue Novo

Cores vivas e muita jovialidade, foram ingredientes usados por Nair Xavier na concepção da colecção para este Outono/Inverno. Intitulada de Bergie Seltzer, esta foi absolutamente reinada pelo amarelo torrado e pela conjugação de peças com um aspecto mais “fofo” com outras de aspecto mais clássico.

#3 Cristina Real – Sangue Novo

#3 Cristina Real – Sangue Novo

Duas vezes participante no concurso semestral que a ModaLisboa promove, esta designer brinca com os blocos de cor, com as formas geométricas e com a criação de linhas por vezes a cair para o “futurismo” através dos materiais que usa, transformando assim coordenados visualmente simples em matérias complexas. Polipele foi o material dominante para esta estação, numa conjugação de cortes e sobreposições dignas de origami.

#2 Olga Noronha – Sangue Novo

#2 Olga Noronha – Sangue Novo

Apesar de pessoalmente não dar grande foco de atenção aos acessórios, sei quando estes são um ponto essencial em moda e foi isso que Olga Noronha se habituou a apresentar-nos temporada após temporada. Com a estética da acessorização associada à medicina, a criadora que habitualmente reside em Londres, mostra-nos através de CORPUS IN CLAUSTUM a maturidade que tem vindo a ganhar enquanto designer. Peças com as quais seria difícil de andar num metropolitano, mas às quais ninguém fica indiferente.

#1 HIBU – Bloom

#1 HIBU – Bloom

É muito simples descrever o que para mim são as criações deste trio, são a minha cara. Com uma base assente no conceito das peças andrógenas, esta marca tem vindo a conquistar-me cada vez mais, quer seja pela colecção em si, quer seja por todos os outros pequenos detalhes que estão subjacentes à mesma. São o caso dos sapatos para esta estação, em parceria com Joana Da’Graça, quer seja a acessorização, maquilhagem ou até mesmo a banda sonora dos desfiles. Merecem nota 20!

Arte-Factos

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