Músicas da Semana #127

Escolhas dos Old Yellow Jack:

Parquet Courts

Parquet Courts – Ducking and Dodging (Miguel)
Acho fantástico estes senhores terem criado uma das melhores músicas do álbum (para mim) com uma “malha” só, basicamente sendo um loop instrumental desviando a atenção do ouvinte para a letra, havendo durante aqueles 4 minutos e meio, um “plot twist”, uma subida de dinâmica rápida para nos contagiar com o seu punk.

Boards of Canada – Dayvan Cowboy (Guilherme)
Além de serem a minha “banda” electrónica preferida, sao dos melhores exemplos e influências em termos de fazer música realmente bonita e transcendente num contexto em que isto não é de todo a regra. Também é muito interessante a maneira como usam a guitarra no meio de teclados ambiente e beats de hip hop.

Panda Bear –  Mr Noah (Henrique)
Primeiro estranha-se depois entranha-se. É-me de facto a melhor frase a ocorrer para descrever a canção. Desde um constante uivo canino e um ganir um tanto agonizante, que onomatopaicamente descreve o tema superficial da música, a uma letra cujo canto se assemelha a um gaguejar melodioso, em conjunto, tornam cada repetição da experiência de ouvir com atenção a descoberta de um pormenor que por mais pequeno tanto acrescenta à música, como as harmonias naturais e fluídas da voz do senhor Noah Lennox aos graves electrónicos e rítmicos que se apresentam constantes desde a introdução. É uma música que transmite a criatividade sem limites de alguém cujo estilo já se diferencia por ser único.

TOY – Left Myself Behind (Filipe)
Primeiro single da banda, que me surpreendeu por não ter chegado ao álbum de estreia. Quase 8 minutos de krautrock, um estilo que tem grande influência no modo de tocar da nossa secção rítmica. Mais de metade da música é nada mais nada menos que uma jam repetida até à exaustão, ao ponto de se tornar hipnotizante. Nunca aplicámos esse conceito numa música nossa, mas um bitch drummer pode sonhar!

Éme – Lisa (Banda)
Conhecemos este grande senhor ao termos partilhado a Sala Montepio do Cinema São Jorge com ele no Vodafone Mexefest. Acaba agora de lançar este single do seu álbum de estreia, que acabou por se tornar a banda sonora da nossa passagem de ano.

Escolhas de Hugo Rodrigues:

©Yoshi Cooper

©Yoshi Cooper

PUP – Reservoir
É para isto que servem as listas de final de ano, pelo menos no meu caso. Para conhecer bandas e discos a que provavelmente de outra forma não lhes chegaria. Para já os PUP e o seu álbum homónimo estão a ganhar a corrida nesse aspecto, com esta Reservoir como pano de fundo.

Against Me! – Fuckmylife666
Não sei muito bem porquê, mas há imenso tempo que ando para ouvir o novo álbum dos Against Me! e fui sempre adiando. Esta semana remediei isso e valeu a pena, com esta “Fuckmylife666” (ri-me), a ser um dos destaques do disco.

Circa Survive – Glass Arrows
Há certos discos que nos marcam pela altura em que os ouvimos. Não é que não fosse gostar do Blue Sky Noise de qualquer forma, mas o facto de ter servido durante imenso tempo de banda sonora em roadtrip pelo Reino Unido, na altura em que foi editado, eleva-o a outro patamar sempre que o oiço. É o saudosismo a falar mais alto.

Linda Martini – Este mar
Boa notícia é saber que os Linda Martini vão estar no mês de Março no Musicbox para três dias de concertos, onde em cada um deles tocarão um dos seus álbuns, com excepção do mais recente. Melhor ainda é saber que no primeiro dia há combo do primeiro EP com o Marsupial, vai ser óptimo poder ouvir de novo estas músicas ao vivo depois de tantos anos.

Every Time I Die – Decayin’ With The Boys
Não tenho dado amor suficiente ao mais recente álbum dos Every Time I Die.

Escolhas de Miguel Correia de Sá:

David Bowie

David Bowie – Starman
Um conjunto de melodias semi-melancólicas, é como consigo definir esta música agora. Como é lógico nem sempre consigo andar a ouvir sons “mexidos”, pelo que quando preciso de acalmar, acho que este é um dos ideais.

Diplo – Barely Standing (feat. Datsik&Sabi)
Mas como nem só de músicas calmas é feita a vida, acho que esta marcou o meu ano de 2014 e agora o princípio de um 2015 muito atribulado. No ano que foi marcado pelo twerk, Diplo é a melhor aposta para os dias mais cinzentos que se avizinham e para animar a época de exames que agora vivo.

Vivaldi – Storm
Um dia uma professora minha disse-nos “Os clássicos são eternos”. E como é dos clássicos exames que vai ser marcada esta minha semana, nada melhor que voltar às origens numa busca por boas notas e paz de espírito.

MØ – Don’t Wanna Dance
Gosto quando os artistas e as bandas, no geral, se vendem com uma imagem consolidada e é isso que eu sinto quando observo o percurso de , que vídeo após vídeo se vão apresentando muito fiéis à sua própria linha e indo consecutivamente conquistando mais seguidores.

The Strokes – Reptilia
Datada de 2003, esta música é uma das mais pedidas nos concertos de The Strokes. Sempre fui um fã assíduo desta banda, tenho a grande maioria dos seus álbuns no meu telemóvel e oiço músicas suas todos os dias. São como uma vitamina de consumo diário.

Escolhas de Cláudia Andrade:

Author & Punisher

Author & Punisher – Terrorbird
A notícia da vinda de Author & Punisher a Portugal (agenciamento pela Amplificasom, claro) caiu que nem uma bomba de alegria nesta semana complicada, cheia de drogas e lenços de papel. Author & Punisher irá animar a festa de anos de um dos grandes, o Sr. Salgado aka Stereoboy, festa essa que irá acontecer no Maus Hábitos no próximo dia 24. Para quem não conhece o projecto deste “engenheiro”, é favor ir a correr ouvir e a estar presente naquele que será já um dos concertos do ano.

Chopin – Fantaisie Impromptu, Op. 66
Esta foi a semana de ver e rever alguns dos clássicos do grande Ingmar Bergman. Em dois dos três clássicos que vi, “Sorrisos de uma noite de Verão” e “Um Verão de Amor”, Chopin esteve presente e é por isso que faz todo o sentido inclui-lo nas músicas da semana.

Kate Bush – Snowed In At Wheeler St.
Como alguém disse, este é um dos álbuns mais subvalorizados do mundo Kate Bush, no entanto, está no meu top dos melhores de sempre. 50 Words for Snow é sem dúvida um álbum para aconchegar nas noites frias de Inverno e é o único disco, até hoje, que me faz sentir coisas que nem eu sei descrever por palavras.

Grouper – Holding
Voltei a ouvir o Ruins de Grouper durante esta semana, acho que é daqueles álbuns que não se pode estar sem ouvir mais do que uma semana. Ansiosa pelo concerto.

Emma Ruth Rundle – Arms I Know So Well
Andei a semana toda com esta Arms I Know So Well na cabeça. Na verdade, não cheguei a ouvir a original uma única vez, mas as Músicas da Semana são também feitas de músicas que ouvimos dentro da nossa mente, seja porque algo nos fez lembrar dela ou porque foi uma forma que a nossa mente arranjou para se manter calma e feliz.

Escolhas de Cláudia Filipe:

©Nabil Elderkin

©Nabil Elderkin

Silverchair – Miss You Love
Os Silverchair foram uma das bandas que me marcou a adolescência. Naquelas idades em que tudo é confuso, é fácil procurar refúgio nas palavras de Daniel Johns, carismático líder da banda que pôs o primeiro álbum cá fora quando tinham para aí 14 anos. Uma amiga (e colega aqui da tasca) no outro dia lembrou-se deles e eu não pude deixar de revisitar a sua discografia.

Beck – Morning
Fechar listas de melhores álbuns de um ano e deixar coisas igualmente boas de fora, que só temos oportunidade de ouvir fora de horas.

Django Django – Waveforms
Esta semana lembrei-me dos Django Django. Gostei muito deste álbum, apesar de ter altos e baixos. Esta Waveforms era a minha preferida pelo ritmo contagiante.

She & Him – Stay Awhile
Não gosto de She & Him, principalmente por causa dela, porque o M. Ward é um dos grandes. Apanharam-me de surpresa com esta versão de uma música da Dusty Springfield, que faz parte de um álbum de covers que saiu no final do ano passado. E tenho andado com ela na cabeça estes dias.

Linda Martini – A Corda do Elefante Sem Corda
E que bom que vão ser aqueles três concertos de Linda Martini no Musicbox para celebrar a reedição dos álbuns mais antigos. Vai saber bem ouvir músicas que já não os vejo tocar há algum tempo.

Arte-Factos

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