Entrevista com Cave Story

Cave Story

Formados em 2013, os Cave Story começam já a dar cartas no panorama musical nacional. A atenção gerada foi a suficiente para marcarem presença no Reverence Valada e Barreiro Rocks do ano passado e isso confirmou-lhes a vontade de que é esta a vida que querem. Agora, com Spider Tracks, a próxima paragem é o Sabotage Club, em Lisboa, onde a 14 de Fevereiro irão apresentar este EP de estreia, numa noite onde o presente irá colidir com o futuro.

Começando pelo início, podem falar-nos um pouco da história dos Cave Story? Como é que tudo começou?
Formámos a banda em 2013 e editámos um conjunto de demos que tentámos espalhar e usar como cartão de visita para dar concertos pelo país. Enquanto isso fomos trabalhando, sempre a imaginar o que eventualmente seria o nosso primeiro EP. Dessas sessões editámos, já em 2014, o single “Richman” e o resto tomou finalmente forma neste Spider Tracks.

Em 2014 fizeram uma versão do tema Helicopter Spies dos Swell Maps que não só chegou aos ouvidos de Jowe Head, como ainda o deixou na dúvida se não seriam os próprios a tocá-la. Foi bom terem esse tipo de feedback de alguém ligado à própria banda?
Foi bizarro. Aconteceu tudo em comentários no Youtube. O Jowe Head perguntou se sabíamos detalhes sobre aquela versão. Ficámos contentes porque tanto os Swell Maps como os Television Personalities do Dan Treacy, em que o Jowe Head também tocava, são uma enorme influência para nós e porque, tal como lhe dissemos na troca de comentários, estávamos mais interessados em explorar aquela estética lo-fi do “Jane From Occupied Europe” do que fazer a “nossa” versão da música. Mas, sem merdas, a principal razão é mesmo por ser uma grande malha.

Já pensaram em convidá-lo para realmente tocar numa das vossas próximas malhas?
Pensar sim, ponderar a ideia a sério nem por isso.

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Apesar de serem uma jovem banda atraíram já uma boa quantidade de atenção, que vos levou até aos palcos do Reverence Valada e Barreiro Rocks. Como é que foram essas experiências?
Foram uma confirmação de que era isto que queríamos fazer. E uma oportunidade de partilhar o palco com bandas que gostamos, fazer parte disto.

Spider Tracks, o vosso EP de estreia, esteve em pré-venda digital desde o final do ano passado e chega em Fevereiro às lojas. O que é que nos podem contar sobre ele?
É um EP gravado na sala de ensaios em alturas diferentes ao longo de 2014, sem material particularmente profissional. Fomos explorando várias ideias que nos entusiasmavam e por fim tentámos, coerentemente, incluir tudo num EP com seis faixas. Estamos satisfeitos com o resultado, contentes por tocá-lo ao vivo e ansiosos para continuar a gravar.

Ainda em 2014 foram os vencedores do Vodafone Band Scouting, que vos vai levar a gravar o vosso primeiro longa-duração com a pontiaq. O facto assumido do EP ser um “conjunto de canções soltas” é algo que vão querer alterar na forma de trabalhar este primeiro LP?
Não obrigatoriamente. Apesar de ser um conjunto de canções soltas, para nós faz todo o sentido. Já temos algumas ideias do que fazer neste LP, mas só com algum tempo de reflexão saberemos como o estruturar.

Cave Story

Como é que funciona normalmente o vosso processo de composição?
Há alturas em que as ideias surgem nos ensaios, enquanto estamos a tocar juntos. Outras vezes alguém traz uma ideia e partimos daí. Nenhum método bizarro nem bruxaria envolvida.

Podemos esperar novidades acerca deste lançamento ainda este ano? Encontram-se a prepará-lo ou a prioridade passa para já por apresentar ao vivo o EP?
Vamos editar mais música este ano. Temos esse objectivo. Se vai ser o nosso primeiro LP ou outro registo ainda não temos a certeza.

Tiveram a oportunidade de acompanhar algumas datas de exibição do Uivo – documentário sobre António Sérgio, sentiram que essas foram datas especiais de alguma forma? E noutra nota, como é que vêem actualmente a música nacional dita “mais alternativa” ser tratada pelas rádios?
Foram especiais sem dúvida. É com enorme prazer que acompanhamos qualquer trabalho vindo do Sr. Eduardo Matracas. Em relação à rádio, acho que há pessoas a fazer um excelente trabalho, por exemplo na Vodafone FM, Radar, Oxigénio. Mas mesmo que não fosse assim, se não fosse rádio haveria outras plataformas, amuar não é uma hipótese.

A 14 de Fevereiro vão apresentar o EP no Sabotage Club, em Lisboa. Quais são as expectativas para essa data e o que é que o público pode esperar?
De nós, quase todas as nossas cantigas, com algumas coisas novas à mistura. Podem esperar a estreia dos Ghost Hunt, que muito nos entusiasma, as projecções da Helena Fagundes durante toda a noite e DJ set do Eduardo Morais. Só pode acabar bem.

Entrevista por Hugo Rodrigues

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