Músicas da Semana #131

Escolhas de Under The Sun:

Missy Higgins

Missy Higgins – Going North (Derryn)
Tenho este tema na cabeça há pelo menos 3 dias. Após o sucesso que foi o seu álbum de estreia, Missy Higgins “fugiu” para o interior da Austrália para desanuviar a cabeça e começar a preparar o seu segundo disco. Penso que esse desejo de isolamento seja algo com que a maior parte dos músicos se pode identificar de vez em quando! O resultado foi um disco com pinceladas de country onde se insere esta pequena pérola em 3/4 sobre fugir para os confins do Norte da Austrália.

Bon Iver – I Can’t Make You Love Me / Nick of Time (Phil)
Esta versão do belíssimo original de Bonnie Raitt não me tem saído do ouvido ultimamente, muito por causa da fragilidade da sua voz. Embora normalmente prefira vozes fortes em música rock, é igualmente poderosa uma performance na qual a emoção é palpável, e a voz é usada para transmitir a mensagem tanto quanto as letras. Também adoro a simplicidade da versão. Mostra bem que por vezes não é preciso mais que piano e voz.

John Farhnam – Thunder In Your Heart (Rob)
Um perfeito exemplo da atitude feel-good que caracteriza tanta música dos anos 80. Transporta-me de volta à infância, algo que todos precisamos de vez em quando para conseguir lidar com o dia a dia.

Public Service Broadcasting – Gagarin (Darren)
Apesar de subvalorizados, acho os Public Service Broadcasting excelentes. O seu sentido musical e habilidade técnica são igualados pela capacidade de misturar uma diversidade de estilos, gerando algo verdadeiramente melódico e eclético. Este tema em particular, do seu novo álbum, expande os seus horizontes ainda mais com um groove de jazz-funk verdadeiramente contagiante.

All We Are – I Wear You (Filipe)
Acho praticamente impossível descrever a sensação de entrar num pub em East London, numa sexta-feira à noite, e ser brindado com uma banda desconhecida a tocar canções que passaram vários anos a amadurecer no exigente circuito de originais do Reino Unido. Nove meses depois os All We Are juntaram as doses perfeitas de disco, indie e dream pop no seu álbum de estreia, que para mim grita top 10 de 2015. Há quem os descreva como Bee Gees sob o efeito de Diazepam. Eu concordo.

Escolhas de João Torgal:

©Søren Solkær Starbird

©Søren Solkær Starbird

Belle & Sebastian – The Everlasting Muse
Num disco que cruza géneros (nem sempre de forma feliz), “The Everlasting Muse” une os momentos mais delicados dos escoceses, uns sopros à Calexico e um refrão folk festivo vindo sabe-se lá de onde. Um dos grandes temas deste início de ano.

Calexico – Cumbia Donde
Por falar em Calexico, estão de volta. E com cumbias e a bela voz da espanhola de Amparo Sanchéz. Festejemos.

Calexico – House of Valparaiso
Porque o aperitivo de Calexico é curto, fica um travo do passado. Mais melancólico, mais nostálgico, igualmente maravilhoso.

Lhasa – La Frontera
Ainda a influência mexicana, na saudosíssima Lhasa de Sela. “La Frontera”, em música definitivamente sem fronteiras.

A Naifa – De Cara A La Pared
O título, só o título, é de um tema de Lhasa. Abriu o disco d’A Naifa pós-Aguardela. Lhasa e Aguardela, dois extraordinários talentos que partiram demasiado cedo. “Foi talvez a nossa última canção…”. Uma das homenagens mais tocantes da música portuguesa.

Escolhas de Cláudia Filipe:

©Kelly Giarrocco

©Kelly Giarrocco

Angel Olsen – Endless Road
Um dos discos do ano passado tem uma série de canções extra que, apesar de só terem sido dadas a conhecer algum tempo depois, são igualmente extraordinárias. Adoro a subtileza nesta “Endless Road”, com um doce toque do que o country tem de melhor.

Kanye West ft. Jamie Foxx – Gold Digger
Aproveitei a onda da Radio Radar para também eu homenagear um dos meus preferidos e o seu indiscutível contributo para o hip hop. Inventor de novas tendências, é uma referência dentro do estilo e a sua marca ficará para sempre.

Elliott Smith – Waltz #2
Há pessoas que deviam existir para sempre. Fica o legado.

Scott Matthews – Boy With the Thorn in His Side
Adoro versões bem feitas e costumo aproveitar esta rubrica para deixar algumas. Hoje, sugiro está magnífica reinterpretação que Scott Matthews fez de uma das mais bonitas músicas de The Smiths.

Arcade Fire – Afterlife
Voltar ao sítio onde te deixei a acenar e a sorrir para mim depois de um “para a semana venho cá” que já não aconteceu. Voltar a subir aquelas escadas e procurar o teu sorriso e a tua mão e não as poder encontrar. Há dias em que as saudades doem.

Escolhas de Hugo Rodrigues:

©Noah Abrams

©Noah Abrams

Butch Walker – How Are Things, Love
Afraid Of Ghosts”, o novo disco de Butch Walker, tem rodado bastante por aqui durante esta semana e, embora tenho sido sempre ouvido como um todo, opto por destacar esta “How Are Things, Love”, que em certa medida me faz lembrar um pouco de Jeff Buckley, e isso nunca é uma coisa má.

Title Fight – Rose of Sharon
Outro disco deste ano que tenho vindo a explorar durante esta última semana. Esta música é provavelmente a minha favorita de “Hyperview”, e mostra uns Title Fight em boa forma.

Leviatã – Plus Tard
Este novo projecto nascido entre Braga e Barcelos tem um EP de estreia bem interessante e a guitarrada de “Plus Tard” tem-me acompanhado nestes últimos dias.

Heavy Hearts – Garden Arm
Da saga coisas boas que nos chegam ao e-mail. Entre o rock, o emo e o punk fácil de digerir, o novo EP dos canadianos Heavy Hearts surpreendeu-me pela positiva. “Garden Arm” abre “Somewhere A While Ago”, e torna-se viciante com o seu ritmo rápido e contagiante (a rima é oferta da casa).

A Swarm of the Sun – Infants
O novo álbum dos suecos A Swarm of The Sun é já um dos bons discos deste ano de 2015 e esta “Infants” foi o seu primeiro single, ou, pelo menos, se não me falha a memória, a primeira música que pudemos ouvir deste “The Rifts“. Fãs de pós-rock, pós-metal e pós-coisas pelo meio, esta é para vocês.

Escolhas de Cláudia Andrade:

Jozef Van Wissem

Jozef Van Wissem – Wherever You Live I Will Live
Foi tudo o que podia esperar e mais ainda. O fumo e a escuridão da sala da ZDB fez do concerto um momento ainda mais intimista e especial. Adorei fotografá-lo com o meu olhar.

Russian Circles – Geneva
Fim-de-semana de muita neve, alpes e finalmente a tão desejada visita ao Museu do H.R.Giger. Esta é a música do fim-de-semana.

Lana Del Rey – Summertime Sadness
Esta semana tive saudades do Verão. Nem sempre acontece, mas quando acontece é esta a banda sonora.

Darher – Hung
Passei a semana toda a ouvir o The Kingdom Field em loop, tão viciante.

Feist – Caught a Long Wind
No próximo fim-de-semana vai haver um DJ Set Amplificasom no Cave 45, vai ser o primeiro Amplimix Live, uma ideia baseada no mesmo conceito que a Amplificasom adoptou todas as sexta-feiras de partilhar as suas compilações ou a de convidados no seu blog, mas desta vez, partilhá-la frente a frente. Esta notícia lembrou-me a Ampmix conceptual que fiz sobre pássaros e isso levou-me a voltar a pegar nesta Caught a Long Wind de Feist.

Arte-Factos

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