Hector e a Procura da Felicidade (Hector and the Search for Happiness)

Hector e a Procura da Felicidade (Hector and the Search for Happiness)

Hector e a Procura da FelicidadeHector (Simon Pegg) é um psiquiatra com uma vida extremamente articulada com a sua esposa Clara (Rosamund Pike). A certa altura, Hector começa a questionar a sua própria felicidade, vendo-se claramente sufocado pelo quotidiano e é aí que a aventura do filme começa – Hector decide viajar pelo mundo à procura da felicidade. Com argumento adaptado de Le Voyage d’Hector ou la Recherche du bonheur do escritor François Lelord, o filme é realizado por Peter Chelsom – Serendipity (2001) e Shall We Dance (2004) – sendo então a atração principal do filme o reconhecido comediante Simon Pegg, de Shaun of the Dead (2004), Hot Fuzz (2007) e mais recentemente The World’s End (2014), que lhe valeram várias nomeações e prémios no género da comédia.

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Talvez o mais relevante deste filme será de facto trazer alguma profundidade e drama a Simon Pegg, pela viagem que a personagem principal faz à procura da aventura e da felicidade. O filme tem de tudo: turismo e paisagem, comédia, leveza, drama e violência. No final, acaba-nos por parecer pouco coeso pelos demasiados elementos. Além disso, Hector viaja pela China, África e Estados Unidos da América. Particularmente nos primeiros dois, uma sensação de ridicularização dos países não consegue ser bem ultrapassada – porque é que a única mulher com que quase se involve acaba por ser uma prostituta chinesa? Não é propriamente elucidativo na procura da felicidade, não nos traz algum tipo de conclusão nesse aspecto. Durante o filme temos alguns momentos fortes, de comédia, mas o sentimento de “já visto” mantém-se durante todo o filme. Paralelismos entre Hector and the Search for Happiness e The Secret Life of Walter Mitty (2013) não podem deixar de ser feitos. Um motivo praticamente semelhante, uma montagem em formato diário, a viagem intrigante pelo mundo que muda a personagem principal. Por outro lado, podemos também pensar que o Simon Pegg deu numa de Jim Carey em Eternal Sunshine of the Spotless Mind (2004).

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Será uma boa aposta para filme domingueiro com a família, sem cenas inapropriadas e em que se por acaso alguém descansar os olhos durante 20 minutinhos não perderá grande coisa, e, no final, temos garantido o feel-good.

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Mafalda Castro 

Arte-Factos

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