Entrevista com Gobi Bear

Entrevista com Gobi Bear

©Sidney Dore

©Sidney Dore

A preparar o seu segundo longa-duração, Gobi Bear continua a apresentar-se ao vivo e, o próximo concerto acontece já no dia 9 de Abril, na Embaixada Lomográfica do Porto, inserido no cartaz do festival itinerante Um ao Molhe. Em antecipação a essa data aproveitámos para trocar umas palavras rápidas com Diogo Alves Pinto, o nome por trás deste projecto.

O teu primeiro EP saiu há 3 anos e meio. Como vês a tua evolução enquanto artista? Quem era o Gobi Bear nessa altura e quem é agora?
Comecei a fazer música precisamente como Gobi Bear, e sinto que passou muito tempo entre o primeiro disco (novembro de 2011) e o último (novembro de 2014). E acho que este crescimento se nota também nos álbuns que lancei. Em cada um quis experimentar coisas diferentes e, agora que estou a preparar o próximo, sei exactamente o que quero. Aliás, foi saber o que quero que inspirou o regresso às origens que se notou no meu último EP (Bare). Como toco sozinho é-me muito fácil compor, gravar e tocar na mesma altura, daí ter lançado 6 discos nos últimos 3 anos, sem interromper os concertos. Fi-lo porque podia.

Tens editado vários trabalhos desde então. O facto de só dependeres de ti ajuda-te no processo criativo?
Há alturas em que é mais fácil que outras. Mas a minha ideia sempre foi a de progredir no sentido de um dia tocar com uma banda completa e essa ideia mantém-se. Mas, para já, continua a fazer mais sentido estar sozinho. Gosto muito de explorar as diferentes dinâmicas que consigo criar ao vivo e em estúdio.

©Sidney Dore

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As colaborações têm marcado presença forte nos teus trabalhos. Qual foi aquela que te deu mais gozo? E quem é aquele artista com quem gostavas de fazer uma colaboração, mas que ainda não surgiu oportunidade?
A que me deu mais gozo foi a versão da Canção de Engate com o J-K. Sobretudo por não saber o que esperar do resultado até o ter nas mãos. Não tenho nenhum nome na ponta da língua, mas posso avançar que no próximo longa-duração vou contar com algumas colaborações, com quem já estou a trabalhar ou com quem vou começar a trabalhar num futuro próximo.

Ainda não passou um ano desde que começaste a gravar que não tenha saído um (ou mais) trabalhos teus. O que estás a preparar para 2015?
Em 2015 estou e vou continuar a compor o segunda longa-duração, que sairá, à partida, em 2016. Lancei já um EP com a minha outra banda (O Doido e a Morte) e se calhar ainda lançamos mais alguma coisa este ano, para além de termos em vista começar a dar alguns concertos. Nunca parado, portanto.

Entrevista por Cláudia Filipe

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