Entrevista com Turbowolf

TurboWolfO quarteto britânico Turbowolf, composto actualmente por Chris Georgiadis na voz, Andy Ghosh na guitarra, e Lianna e Blake Davies no baixo e bateria, respectivamente, editou o seu segundo longa-duração “Two Hands” no início deste mês. Prestes a embarcar numa série de datas pela Europa, tivemos uma pequena conversa com o vocalista Chris que, para além de nos desvendar um pouco sobre este novo disco, deu-nos também uma boa novidade: a banda passará por Portugal este ano.

Para aqueles que não estão ainda familiarizados com a vossa banda, podes falar-nos um pouco da história dos Turbowolf e de como tudo começou?
O Andy [guitarrista] e eu começamos a banda há oito anos atrás em Bristol, no Reino Unido. Tínhamos estado noutras bandas e decidimos recrutar alguns amigos para experimentarmos esta nova coisa a que chamamos “Turbowolf”. A maior razão para isso foi a de querermos tentar fazer algo diferente dentro do rock.

Tem corrido bem este primeiro mês de “Two Hands”? Como é que vês este novo trabalho em comparação com o vosso homónimo e o que é que achas que mudou nestes cerca de três anos entre os dois longa-duração?
Sim, acho que as pessoas estão a gostar dele. Nós aprendemos imenso ao fazer o primeiro disco, por isso foi apenas questão de usar essas lições e transpor para este. Para além disso, temos também dois membros novos desde esse primeiro LP, os irmãos Davies, a Lianna no baixo e o Blake na bateria.

[youtube=https://youtu.be/pY7zqDemqZo]

Pelo meio editaram um EP de versões de bandas com um som bastante distinto, como é que surgiu essa ideia? É algo que ponderam continuar a fazer no futuro?
Apenas achámos que seria divertido fazer algumas versões de músicas que gostávamos e ouvíamos na altura. Talvez seja algo a repetir no futuro, sim…

O facto de pegarem em diferentes sonoridades nesse EP acabou por influenciar de alguma forma este novo trabalho? Como é que foi o processo de composição e gravação de “Two Hands”?
Não, nem por isso… o processo foi bastante similar ao do primeiro álbum. O Andy escreveu a música e eu escrevi as letras, depois foi só levarmos esses esboços até à banda e torná-los em canções reais. Gravámos este disco em dois espaços diferentes, os Rockfield Studios e The Lair, com o Tom Dalgety.

Nunca esconderam o vosso interesse pelo esoterismo e, neste álbum, já referiram que esse aspecto está bem presente. Podes falar-nos um pouco mais sobre isto? Foi também esse o motivo que vos levou a ter em “Twelve Houses” a participação do teórico Graham Hancock?
O Graham é um tipo muito porreiro com um interesse no desconhecido… muito como nós nesse sentido. Este nosso interesse comum em coisas que são desconhecidas ou das quais se sabe muito pouco vem do desejo do ser humano aprender, evoluir e crescer.

TurboWolf

Em Fevereiro e Março andaram em digressão com os Death From Above 1979, como é que foi andar em digressão com eles e como é que correram essas datas?
Eles são uma das nossas bandas preferidas, por isso ir em digressão com eles foi uma grande honra e uma grande diversão.

Actualmente estão na Europa a apresentar este novo trabalho e, para além dos vossos concertos em nome próprio, vão também abrir para os Red Fang. Que expectativa têm para esta digressão?
Pessoalmente gosto de viver um dia de cada vez e de limitar as minhas expectativas, mas agrada-me pensar que passaremos um excelente tempo na Europa e que nos divertiremos muito nesta digressão.

Após estas datas têm ideia do que se segue? Com a época dos festivais à porta têm alguma coisa planeada para o Verão?
Sim, temos já algumas datas em festivais confirmadas, que podem consultar na nossa página oficial ou no nosso Facebook. Vamos também estar em Portugal ainda este ano, por isso venham dizer-nos olá!

Entrevista por Hugo Rodrigues

Arte-Factos

Webzine portuguesa de divulgação cultural. Notícias, música, cinema, reportagens e críticas. O melhor da cultura num só lugar.

Facebook Twitter LinkedIn Google+ YouTube