Músicas da Semana #146

Escolhas de João Correia (TAPE JUNk):

Shuggie Otis

Shuggie Otis – Sparkle City
O Sughie Otis é um músico e compositor fora de série. Este “Inspiration Information” é dos meus discos preferidos. “Sparkle City” é uma lição de Soul/Funk.

Magnum – Your mind
Sei muito pouco sobre esta banda. Só conheço este disco que um amigo meu me gravou numa cassete há muitos anos. Psychedelic funk cheio de harmonias vocais e com músicos incríveis. Escolho este “Your Mind” porque ainda a semana passada mostrei a banda a um amigo meu e comecei por esta música. Vale mesma a pena ouvir o álbum inteiro.

Roy Ayers – Coffy 
Banda sonora do filme blaxploitation de 1973 “Coffy”. Adoro a harmonia do tema e o vibrafone poderoso do Roy Ayers. E também adoro a poderosa Pam Grier que protagoniza o filme.

Sly and the Family Stone – Frisky
Sly Stone tem a minha secção rítmica preferida da altura. Passei muitas horas a sacar os beats das baterias dos discos dele. Esta música é do álbum “Fresh” que é fabuloso de uma ponta a outra.

James Brown – Get up offa that thing
Sem James Brown não existiam as escolhas anteriores. Não escolho esta música por nenhuma razão especial, quando ouço James Brown ouço dezenas de músicas de seguida.

Escolhas de João Torgal:

Stromae

Stromae – Papaoutai
O piano e o trinado da  guitarra parece que não combinam com um som electrónico horrível, que podia ser de um Hardwell desta vida. E será que sim?? Música inclassificável do belga (com ascendência do Ruanda) Stromae. E terei sido o último a descobrir e a ser completamente viciado por este single de 2013.

Son Lux & Faut Fix – No Fate Awaits Me
O sussurro frágil Faut Fix e o piano lindíssimo e a cama de cordas de Son Lux combinam na perfeição. E ainda mais quando recordamos O Desaparecimento de Eleanor Rigby, esse filme tão triste quanto bonito sobre as encruzilhadas do amor.

Mirror People – I Need Your Love
Com a voz de Maria do Rosário e ecos dos Moloko, o X-Wife Rui Maia dá-nos uma das grandes pérolas electro-pop da primeira metade de 2015.

Interpol – Not Even Jail
Ter os Interpol como cabeça-de-cartaz, numa altura em que poucos ouviram os seus últimos discos, será um reflexo das fraquezas da edição deste ano do Primavera Sound Porto. Mas é com alegria nostálgica que vamos ao baú buscar Turn On The Bright Lights e Antics, dois discos essenciais do início deste século.

Patrick Watson – Hearts
Corações ao alto para ouvir as viagens espirituais de Love Songs for Robots. As suaves harmonias vocais, o dedilhar cuidado da guitarra, o misterioso som do serrote (como podia ser o piano ou o sopro mariachi)… nada de particularmente novo, mas Watson é um dos mais fiáveis escritores de canções da actualidade.

Escolhas de Hugo Rodrigues:

Biffy Clyro

Biffy Clyro – Living Is A Problem Because Everything Dies
Recuperar o Puzzle só porque sim e aperceber-me que ainda gosto bastante deste álbum e, claro, da Living Is A Problem Because Everything Dies, que sempre foi a minha preferida.

Long Way To Alaska – Beacon Fire
Parece que o calor chegou finalmente para ficar. Está na altura de recuperar a banda sonora para o Verão.

Vennart – Don’t Forget The Joker
Finalmente chegou-me a casa o disco de estreia de Vennart e não consigo parar de o ouvir. Como acho que já tinha dito aqui, as primeiras músicas a ficarem disponíveis para audição prometiam muito e a verdade é que o disco não me desiludiu nem um bocadinho. Perdi a conta às vezes que alterei a música que coloquei nestas escolhas e finalmente decidi parar na Don’t Forget The Joker. Pareceu-me justo.

KEN mode – Failing At Fun Since 1981
O novo álbum dos KEN mode tem-me acompanhado na última semana, especialmente a ajudar-me a acordar de manhã.

Weezer – Island In The Sun
O aumento de temperaturas também tem tendência em revelar o apreciador de Weezer que há em mim.

Escolhas de Andreia Vieira da Silva:

Arch Enemy

Arch Enemy – Fields of Desolation
Do primeiro álbum de estúdio, Black Earth, de 1996, este tema tem ainda como voz John Liiva, o primeiro vocalista – e único vocalista masculino – de Arch Enemy. É um tema pesado e lento e onde já se denotava o caminho que a banda definia para si mesma enquanto mestres do death metal melódico.

Mac Demarco – Sherrill
Ouvi atentamente Mac Demarco esta semana, para tentar compreender todo o hype em torno dele. Não acho que seja um músico por aí além, mas gosto muito de alguns temas, como é o caso deste, retirado do álbum “2”.

The Angelic Process – Coma Waering
Descobri esta banda há pouco tempo. Soturnos e turbulentos como o bom drone metal requer.

Girl Talk – No Pause
Gosto mesmo muito deste álbum, Feed the Animals. Este moço, perito em mashups, sabe o que faz e redefine completamente temas bastantes conhecidos, dando-lhes uma nova roupagem. É difícil escolher uma favorita daqui, em todas há um momento “whoa!”, mas fico-me com esta que junta Missy Elliott, Cheap Trick, Jimi Hendrix e Public Enemy, entre outros lá pelo meio.

Toranja – Cenário (Janela do Rio)
Fui desenterrar os Toranja ao Spotify e confesso que ouvia bastante algumas das músicas deles enquanto pré-adolescente, daí sentir alguma nostalgia. Gosto muito desta, tem um refrão orelhudo e é das mais rápidas, mais “rock ‘n roll” à 2000’s.

Escolhas de Ricardo Almeida:

Death Engine

Death Engine – Negative
Foi com uma crítica a este disco que me estreei aqui no Arte-Factos. Sem ser a coisa mais original do mundo, é um dos discos de 2015 que mais tenho gostado de ouvir.

Old Man Gloom – Hot Salvation
Só há uma maneira de ouvir isto: com o volume no máximo! Os ISIS são a minha banda preferida. Por conseguinte, sou fanboy de tudo onde o senhor Aaron Turner mete as mãozinhas, principalmente estes Old Man Gloom e os Mamiffer.

Emma Ruth Rundle – Living with the Black Dog
No concerto de Earth foi anunciada a presença de Emma Ruth Rundle no próximo Amplifest. Resolvi ir ouvir a banda dela, os Marriages, que só conhecia de nome, e foi das melhores surpresas dos últimos meses. No entanto, a música que me ficou na cabeça foi esta do seu trabalho a solo.

Dälek – Atypical Stereotype
Os Dälek foram a banda que me convenceu a ouvir hip hop, quando era um miúdo parvo que achava que era alérgico ao hip hop – hoje é uma das minhas bandas preferidas. Muito longe de uma abordagem convencional ao estilo, os Dälek são extremamente experimentais, pelo que têm o melhor de dois mundos: o flow e a retórica irrepreensíveis de Will Brooks, aleado ao noise e toda uma aura muito densa e atmosférica, mais comum em projectos de shoegaze ou industrial, por exemplo.

Depeche Mode – Walking in My Shoes
Há cerca de um ano perdi uma aposta com um indivíduo que tinha idade para ser meu pai, mas estava mais bêbado que eu e os meus amigos todos juntos. A dita aposta envolvia os Depeche Mode e os Tears For Fears – não adianto mais pormenores senão gozam comigo. O lado positivo é que isso levou-me a explorar melhor as duas bandas: o LP do Songs from the Big Chair já cá canta, e este Songs of Faith and Devotion toca sempre que me apanho sozinho em casa.

Escolhas de João Neves:

Muse

Muse – Mercy
A nova dos Muse ficou no ouvido e na retina esta semana. Depois de a ter visto ser tocada ao vivo percebi que, apesar de ter ficado com um pé atrás após ouvir a versão de estúdio, resulta extremamente bem ao vivo, típico da banda.

Sensible Soccers – Missé Missé
Semana em que pude assistir a um espectáculo especial e muito interessante por parte da banda. Por um bom motivo não tocaram esta (apresentaram material totalmente novo), mas nem assim esta perdeu o lugar de “ressaca” desse espectáculo.

Sigur Rós – Hoppípolla
Com uma única reprodução, mas é o que basta para uma música tão mágica como esta vir parar a esta lista.

Foo Fighters – Congregation
Esta é meramente simbólica por ser do último álbum. A velhice destes senhores funciona ao contrário, cada vez têm mais energia ao vivo. Completamente avassaladores!

James Bay – Hold Back the River
Muito presente ultimamente nas playlists das rádios nacionais e é a unica música que conheço do artista que vai estar em breve no NOS Alive, mas tem algo de especial. Fica no ouvido e não é pela banalidade.

Escolhas de Sèrgio Neves:
©David Edwards

©David Edwards

All We Are – I Wear You
A agradável surpresa que se tornou o álbum dos ingleses, preciosidade que tantas vezes me tem ocupado os ouvidos, faz-me água na boca de cada vez que me lembro que visitam o nosso país por alturas do Milhões de Festa, em Barcelos.

Cícero – De Passagem
De passagem pelo nosso país estará também um dos mais fascinantes cantautores brasileiros, este já esta quarta-feira na antevisão do Primavera Sound, o que me faz roer-me todo por as obrigações da vida não me permitirem a viagem para norte.

Dan Deacon – Woof Woof
Já que do Primavera se fala, há que dedicar alguma atenção aos artistas que importam; e tanta curiosidade teria em ver Dan Deacon ao vivo, e assistir a quantas cores coloraria os céus com a sua música intermitente.

Caribou – Can’t Do Without You
Podendo, o que faria o meu (primeiro) dia seria bailar de jeito desengonçado, sorriso rasgado e pés descalços no relvado pela madrugada dentro. E podendo, façam-no.

Father John Misty – The Night Josh Tillman Came To Out Apartment
Terminando a onda festivaleira, é deixar já no ar o cheirinho de um outro festival onde interessará ir para espreitar determinados párocos de voz aveludada e vontades apaixonantes, que teimam também em não sair das playlists.

Arte-Factos

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