NOS Alive 2015: Antevisão

NOS Alive 2015: Antevisão

#94 Ambiente

O NOS Alive é um festival que se vive com antecipação: mal uma edição termina, começam a fazer-se apostas sobre quem virá no ano seguinte, e a 9ª edição aproxima-se a passos largos. De ano para ano o festival vai crescendo, sendo já um marco incontornável no roteiro dos festivaleiros tanto a nível nacional como a nível internacional.

Mais uma vez, esperam-se três dias de boa música, repartida pelos já habituais quatro palcos: NOS, Heineken, NOS Clubbing e Raw Coreto by G-Star Raw. Também o palco Jardim Caixa, cortesia da CGD, volta a ser a casa de diversos comediantes

Se ainda não escolheste que bandas queres ver, damos-te uma ajuda:

9 de Julho:

O primeiro dia de NOS Alive já está esgotado e os grandes culpados serão os Muse. Os ingleses voltam a Portugal para apresentar Drones, o seu mais recente álbum que é também uma aventura conceptual. Não é novidade que os Muse dividem opiniões: se por um lado os fãs mais antigos não gostam do rumo que a banda tomou, por outro continuam a movimentar milhares. Tornaram-se uma banda de estádio e são muito bons nisso – a avaliar pelo concerto do Estádio do Dragão, mesmo os mais cépticos em relação aos mais recentes trabalhos poderão sair surpreendidos por todo o espectáculo que trazem atrás.

Muse

Os Alt-J são outros que temos visto crescer. Longe vão os tempos da modesta audiência que se juntou para os ver no Milhões de Festa 2012. Agora regressam ao NOS Alive e desta vez têm espaço reservado no palco principal.

Quem também está de regresso a Algés são os Django Django, que prometem voltar a pôr o Palco Heineken a mexer, tal como fizeram em 2013. Apesar de Born Under Saturn ter ficado abaixo das expectativas, será de certeza um concerto que vai valer a pena espreitar.

Ainda se lembram do Ben Harper? Temos de confessar que o julgávamos perdido na década passada, mas, a avaliar pelas setlists e apesar do músico ter trabalhos novos em carteira, este será quase um momento patrocinado por Marty McFly e vamos viajar ao passado.

Em Português destacamos a passagem dos Nice Weather For Ducks pelo coreto.

A festa segue noite dentro com Metronomy no palco Heineken que prometem contagiar com os ritmos de Love Letters.

10 de Julho:

Antes de reflectirmos sobre as diversas bandas que vão estar no NOS Alive neste dia, há alguém que é importante referir. E esse alguém é o incontornável Herman José, que vai estar no palco Jardim Caixa. O principal nome da comédia nacional encerra o dia neste palco num momento que será com certeza único.

Existe sempre um dia no NOS Alive em que não apetece sair do palco Heineken. O alinhamento da tenda para o segundo dia do festival é fortíssimo: Cold Specks é um nome a ter em atenção para os fãs do lado obscuro da soul. Dona de uma voz poderosa e misteriosa, a cantora que já trabalhou com nomes como Moby ou Michael Gira pode surpreender.

Que os Future Islands são uns animais de palco, já todos sabemos. E quem ainda não teve oportunidade de o comprovar, vai ter aqui a oportunidade ideal para dançar ao som de Seasons (Waiting On You). Aconselhamos a prática dos passos certos para acompanhar a energia de Gerrit Welmers.

James Blake

James Blake é um dos nomes mais fortes de todo o cartaz. O anfiteatro natural de Paredes de Coura ainda guarda algumas lágrimas que por lá ficaram no ano passado. Espera-se que o produtor inglês traga já algumas amostras daquele que será o seu terceiro álbum, Radio Silence, que vem suceder a Overgrown, obra prima que o consagrou.

No Palco NOS o grande nome são os Prodigy, incontornáveis na história da música electrónica e uns dos grandes impulsionadores do género. Depois de 6 anos de ausência dos discos, trazem The Day Is My Enemy para apresentar, álbum que não conseguiu reunir o consenso da crítica.

Se são apreciadores do rock, passem pelo coreto para ouvir Tape Junk, que têm disco novo. Cada vez se confirma que são uma das melhores bandas nacionais dentro do género.

11 de Julho:

O último dia de festival reserva também algumas boas surpresas. A primeira, e uma das mais aguardadas pela nossa redacção, são os Mogwai, referência do post-rock. Espera-se que o concerto seja uma retrospectiva pela sua carreira de 20 anos, com especial foco no seu mais recente trabalho, Rave Tapes, mas sem esquecer obras primas como Happy Songs for Happy People.

Quem volta ao palco Heineken são os Dead Combo. Ainda nos lembramos bem de como a fusão de rock e fado nos prendeu na última vez que por ali passaram e queremos mais.

5-dead-combo

À semelhança do dia anterior, também aqui o Palco Heineken tem um grande nome a encerrar a programação: The Jesus and Mary Chain, uma das mais importantes bandas do rock alternativo dos anos 90 anda em tour para festejar o 30º aniversário de Psychocandy, o seu disco de estreia. A ocasião é Just Like Honey para assistir a este concerto.

Os Counting Crows também estão a aproveitar a tour para um revivalismo sobre a sua carreira. Fazem demasiados anos desde a última vez que estiveram no nosso país, mas agora estão de volta e consigo trazem temas como Accidentally In Love, Round Here, ou a tão conhecida versão de Big Yellow Taxi, imortalizada na voz de Joni Mitchell.

A programação do Palco NOS sofreu um revés de última hora inesperado. Por motivo de doença, Stromae, que finalmente tinha a tão aguardada data em Portugal, adoeceu e foi forçado a cancelar toda a tour. Entra Chet Faker para o substituir, que tem dois concertos agendados para o Coliseu de Lisboa para a semana anterior, ambos esgotados há alguns meses. Esta é a oportunidade ideal para os muitos que já não conseguiram bilhete para os concertos em nome próprio.

A festa promete arrastar-se pela noite toda e a culpa vai ser dos Disclosure. Os irmãos Lawrence, autores de When a Fire Stars to Burn, formam uma das duplas mais aclamadas da electrónica moderna.

Ansiosos para registar todos os bons momentos que o NOS Alive vai proporcionar? Prestem atenção que a entrada de Selfie Sticks está já proibida pela organização.

Até dia 9!

Cláudia Filipe