Músicas da Semana #151

Escolhas de Pedro Gomes Marques:

Bill Frisell

Bill Frisell – Strange Meeting
Revisitando a obra fotográfica do Duane Michals, sempre que me deparo com o trabalho “Rencontre Fortuite” lembro-me deste enorme tesouro musical. Uma das minhas composições preferidas do Bill Frisell. A versão em trio, acompanhado pelo Elvin Jones e pelo Dave Holland, é de um nível superior.

Cat Stevens – Blackness of the Night
Recordações da infância. Muitas e boas, felizmente. O “Blackness of the Night” faz parte delas.

Gin Devo – Amend
Nos últimos cinco anos, os veteranos Vomito Negro, nome incontornável na história do industrial/EBM, voltaram ao activo com a edição, relativamente regular, de novos álbuns. Quanto ao mentor do grupo, Gin Devo, só lhe conhecia dois discos a solo. Ao que parece, vai sair um terceiro este verão. “Amend” vai fazer parte dele, já circula no Youtube, e eu estou completamente rendido ao tema.

Orbital – Lush 3.2
Pelo menos a mim, o verão traz animação, boa disposição, vontade de dançar, de pular, de saltar. Mais palavras para quê?

The Beatles – In My Life
Não há nada melhor do que olhar para o passado e ter a certeza de que o presente representa, exactamente, a perfeição. O ponto onde sempre se desejou estar. Identifico-me com a ideia e isso tem-me feito ouvir, de forma exaustiva, esta obra-prima do John Lennon (mais uma!).

Escolhas de Hugo Rodrigues:

The Bridesmaid

The Bridesmaid – Ballack
Grayson, disco dos The Bridesmaid, chegou-me às mãos nesta semana que passou e confesso que o estou a adorar. Com apenas quatro músicas a audição tem sido repartida por todas elas, mas deixo aqui a Ballack, que fecha em grande estes vinte minutos de música.

Red Hot Chilli Peppers – Otherside
Falaram-me dos Red Hot Chilli Peppers nesta semana e bateu a saudade das horas passadas a ouvir o Californication. O que é feito desta malta?

Mogwai – Rano Pano
Estou em contagem decrescente para o NOS Alive e, se as setlists da banda escocesa se mantiverem como estão nesta digressão, vai ser épico.

Muse – Plug In Baby
Também os Muse andam a revisitar a sua carreira em alguns dos últimos concertos e a minha esperança é que a coisa se mantenha durante a sua actuação no Passeio Marítimo de Algés. Poder reouvir alguns temas mais antigos será bem interessante. Indepentemente disso, neste caso em particular, sei que não vou sair desapontado, seja qual for a setlist. A escolha recai sobre a Plug In Baby porque tem sido a representante do Origin Of Symmetry, o meu disco preferido deles.

Mumford & Sons – The Wolf
Foi surpreendente para mim o quanto gosto do novo disco dos Mumford & Sons. Isso faz com que seja um dos concertos que mais quero ver no NOS Alive, principalmente se o alinhamento se focar nas músicas mais recentes, o oposto das minhas duas escolhas anteriores, portanto.

Escolhas de Cláudia Andrade:

Disturbed

Disturbed – Meaning of Life
Esta semana saiu a notícia de que os Disturbed estão prestes a lançar um álbum, algo que não acontece desde 2010. Claro que esta notícia mexeu com o meu passado e as lembranças daquele concerto, no dia 29 de Maio de 2003 no Estádio José Alvalade, voltaram a trazer-me aquele bichinho e aquela vontade de voltar a pegar no The Sickness e no Believe. Não consegui conter-me.

Gojira – Vacuity
Bilhete comprado e a contar os dias para o meu terceiro concerto dos grandes Gojira. Desforra de todos os anos em que estive à espera.

Dooley Wilson – As Time Goes By
Por muitas vezes que tenha visto o Casablanca, nada é comparável à oportunidade de o ver num ecrã gigante de uma sala de cinema tão bonita como a da Cinemateca. É das coisas que mais irei sentir falta quando estiver fora de Lisboa.

Aaron Martin – A Figure Falls Still
Uma amiga mostrou-me este projecto ambiental e fiquei encantada com toque oriental que tanto adoro.

Miasma & The Carousel Of Headless Horses – Gypsy Funeral: Hark! From the Tombs a Doleful Sound
Não conhecia a palavra miasma, nunca a tinha lido nem nunca tinha conhecido a sua definição antes, assim como a banda Miasma & The Carousel Of Headless Horses nunca tinha passado pelos meus ouvidos antes. Esta semana o Perils fez parte das minhas audições, um trabalho estranho, diferente, muito fora, com um toque folk e um selo músicas do mundo bem marcado. A conhecer e a adorar.

Escolhas de João Neves:

Son Lux

Son Lux – You Don’t Know Me
O novo single dos Son Lux tem uma aura de mistério enorme, muito interessante não só esta mas como a maioria do trabalho deste trio. Aproveitem e vejam o vídeo também, muito bem conseguido.

The Wombats – Greek Tragedy
Para além de se irem estrear em solo Português dentro de dias, esta semana pouco mais se falou se não do que se está a passar na Grécia. As novidades estão por horas.

For Pete Sake – House
Esta semana os For Pete Sake voltaram a entrar pelos ouvidos. Aguardemos com espectativa o álbum.

Toulouse – Tero!
Esta semana deu para conhecer o trabalho dos jovens de Guimarães. Apenas duas músicas, mas já dá para sentir algo de interessante.

Kasabian – Fire
Apesar de gostar desta música não é por bons motivos que vem parar a esta lista. Ao início da tarde de ontem era identificada a passar na TV, mal esperava eu que ao início da noite do mesmo dia estivesse a ver uma paisagem que faz parte de toda a minha vida a arder.

Escolhas de Cláudia Filipe:

©Alicia Canter

©Alicia Canter

Father John Misty – The Suburbs
Quando um gigante faz uma reinterpretação maravilhosa de uma música de outra banda que adoras. O Father John Misty, dono de um dos álbuns do ano, volta a surpreender com uma magnífica versão da The Suburbs dos Arcade Fire (aposto que o Butler está orgulhoso). Sei que é pedir demais, mas era tão bom ouvir isto em Coura…

Miguel – Face the Sun
O novo disco do Miguel, um dos mais promissores talentos do R&B, já anda por aí e já tenho uma favorita. A Face the Sun junta o Miguel e o Lenny Kravitz. E é um excelente combo.

Band of Horses – Is There a Ghost
Viagem ao passado é ouvir isto na rádio, pôr o volume quase no máximo e aperceber-me que ainda sei a letra de cor.

Iron & Wine – Grace for Saints and Ramblers
É caso para dizer: FINALMENTE. O Sam Beam não toca muitas vezes ao vivo, mas desta vez lembrou-se de pôr Portugal no mapa. Este é um daqueles concertos que nos fazem comprar um bilhete a correr e ansiar por Novembro.

Richie Campbell – Best Friend
Este fim-de-semana estreei-me num festival de Verão: após sete edições fui pela primeira vez ao Sumol Summer Fest e adorei. O ambiente é muito bom, entre sol, música e muita animação. Foram dois dias divertidos e agora a Best Friend do Richie Campbell não me sai da cabeça.

Arte-Factos

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