Músicas da Semana #152

Escolhas de David Carreira:

Pharrel Williams

Pharrell Williams – Freedom
Tenho ouvido bastante a nova do Pharrell. É um som com um bom groove, um groove de verão que dá vontade de sair, pegar no carro e ir para a praia. Tem semelhanças com o “Happy”, mas com um lado mais “groovy” desta vez. O “Happy” deixa-te com um sorriso na cara, e não sabes porquê, mas esta Freedom tem esse lado sorriso e acrescenta uma faceta diferente, original, que te dá vontade de dançar.

Selena Gomez – Good for you
Na verdade, nunca fui um grande fã do som da Selena Gomez, mas este é um primeiro som dela onde eu descubro um lado mais sexy, um lado mais minimalista. Gosto muito da versão com o A$AP Rocky, a versão hip-hop, que tem um toque muito sensual, muito laid-back e tenho ouvido bastante este tema para me inspirar para os próximos álbuns.

Wiz Khalifa – See you again
Desde há bastante tempo que gosto muito do trabalho do Wiz Khalifa, aliás, no meu primeiro álbum francês tenho um dueto com ele, e fiz esse dueto porque sou apreciador da música que ele faz, e neste som do See you Again ele consegue algo que já tinha conseguido fazer nos seus primeiros álbuns, que é ter esse toque pop, e ao mesmo tempo fazer um hip-hop fresco, que consegues ouvir durante o verão. E há também um lado nostálgico, também pela história que está por detrás da música, e que faz desta uma das baladas do verão.

Ellie Goulding – Love me like you do
Tal como com o Wiz Khalifa, também sou fã da Ellie Goulding há já algum tempo. Acho que este som tem um lado eletrónico, e ao mesmo tempo um lado de “love”, fresco, e gosto muito da melodia pop que ela faz. Agrada-me esse misto de música eletrónica, (que eu já gosto e faço há algum tempo) com a presença de um lado pop com melodias que falam de amor, e gosto muito do lado “dirty” das rítmicas, acho que está um som muito cool.

Mr Probz – Nothing Really Matters
Gosto muito porque acho que é chill, um som tranquilo, sem muitas preocupações, tem mesmo esse lado de descontração, e é sem dúvida mais uma inspiração para o meu próximo álbum. É um tipo de balada muito relaxada, que sabe sempre bem ouvir durante o verão, depois de um dia de praia… eu não tenho ido muito por causa dos concertos e da preparação do último álbum, mas imagino como é que é! Sabe sempre bem, tem sempre esse groove positivo.

Escolhas de Sèrgio Neves:

Thales Silva

Thales Silva – Coisa Linda
Esta noite na secção de últimas, apresentamos uma jinga de oásis fresco na canseira quente deste Verão, pequena pérola encontrada em mais um álbum bonito a sair do país irmão.

Lucy Rose – Shiver
Trazemos ainda o último lançamento da pequenita inglesa de franja loira e voz deliciosa, feito de pequenos pedaços de encanto.

Jessie Ware – Swan Song
No segmento da actualidade, admitimos que também não quereríamos ir a um festival pelos brindes e pelas selfies. Antes ficar em casa.

Patrick Watson – In Circles
Nota rápida para a porção internacional, já que o mundo anda às voltas sobre si mesmo e não para nem pela Grécia, nem pelo ISIS, nem pelas dores, por ti ou por mim.

Neil Young – On The Beach
E terminamos a emissão de hoje com a recomendação do Tio Neil de usar protector solar e respeitar a indicação das bandeiras e dos nadadores-salvadores. Tenham uma boa semana.

Escolhas de Hugo Rodrigues:

Team Sleep

Team Sleep – Formant
Saiu há um par de dias o “novo” disco dos Team Sleep, um dos vários projectos paralelos de Chino Moreno, vocalista dos Deftones. E acrescentei as aspas a novo porque é mais uma colectânea de regravações que outra coisa qualquer. Definições aparte, é bom, e hoje sou bastante #teamsleep, que é algo que preciso de fazer.

Mogwai – Batcat
Ontem foi dia de rever ao vivo os Mogwai, e não desiludiu. A setlist foi boa, o som estava alto como se quer e foi só deixarmo-nos levar. A Batcat fechou o concerto com estrondo.

Muse – Knights Of Cydonia
Ainda os Muse e ainda o NOS Alive, só para dizer que apesar de não ser o maior fã do último par de discos da banda, ao vivo o trio agiganta-se e a coisa funciona. A Knights Of Cydonia encerrou mais uma grande actuação e é impossível não ficarmos a trauteá-la durante algum tempo.

Circa Survive – Sovereign Circle
Estar na dúvida sobre o que nos apetece ouvir é meio caminho andado para voltar a um lugar comum, que sabemos que sabe sempre bem ouvir. Para mim isso são os Circa Survive.

Thrice – The Weight
E os Thrice.

Escolhas de Cláudia Andrade:
©Stacey Hatfield

©Stacey Hatfield

Daughter – Youth
Quando ouvimos uma música e temos a certeza que a conhecemos, mas não nos lembramos quem canta e quando conseguimos fixar 3 palavras que são o suficiente para o google nos dizer quem é. Depois, claro, voltamos a pegar no álbum que tão bem conhecemos e voltamos a ouvi-lo até à exaustão. Assim foi.

Lubomyr Melnyk – Requiem
Não conhecia. Acabei por conhecê-lo ao saber da sua vinda a Portugal nestes últimos dias. Apaixonei-me, especialmente por este Requiem.

Nick Cave & The Bad Seeds – Far From Me
Tem feito parte de todas as semanas do último mês, só ainda não tinha aparecido aqui. Acho que esta é uma boa semana para a incluir.

Hank Levy – Whiplash
Que filme fabuloso com uma banda sonora brilhante. Agarrou-me do primeiro ao último instante.

Heinz Provost – Intermezzo
A Cinemateca de Lisboa está, durante todo o mês de Julho, a fazer uma homenagem à maravilhosa Ingrid Bergman. Este Intermezzo fez parte dessa homenagem e a banda sonora não me sai da cabeça.

Escolhas de Diogo Soares Silva:

Beach House

Beach House – Space Song
Cumprindo a tradição de gostar muito de uma canção de Beach House por disco, cá está a eleita. Não é banda que rode muito por estes lados, mas vale sempre a pena picar cada novo álbum.

Lambchop – Close Up and Personal
Demasiados anos à espera para ver Kurt Wagner e companhia. Vai valer todos os quilómetros e horas passadas dentro de autocarros e metros deste mundo. Daqui a pouco em Vila do Conde, terça-feira em Lisboa.

Sleaford Mods – Jolly Fucker
Se me perguntarem o que é que retive do único dia de NOS Alive 2015 em que lá estive, é provável que em termos de música não refira muito mais do que o parzinho “homem chateado com o mundo de garrafinha de água na mão & Raúl Meireles relaxado de cerveja numa mão e a outra no bolso, só a tirando para carregar no play”. Pelo segundo ano consecutivo, a prova de que o Alive tem bem mais interesse antes de o sol se pôr.

Ought – Beautiful Blue Sky
Vem aí novo disco desta gente e o primeiro avanço apareceu esta semana. Não é propriamente uma novidade, dado que faz parte do alinhamento dos concertos dos Ought há bastante tempo, mas não interessa. Soa exactamente àquilo que se esperaria deles.

Destroyer – Bangkok
Temazo. Mais um clássico instantâneo do melhor letrista dos últimos 15 anos. Tragam-no de volta e obriguem-no a vir todos os anos, como metade dos nomes dos cartazes dos nossos festivais de verão.

Escolhas de Ricardo Almeida:

Jonathan Keevil

Jonathan Keevil – Blind, Deaf Too
No fim-de-semana passado vi toda a saga Mad Max e lembrei-me de um filme de que gosto, o Bellflower (2011). Esta música vem no álbum que serve de banda sonora ao filme. Recomendo os dois. Em parte, o filme faz-me pensar no sentimento de chegarmos à idade adulta sem fazermos ideia do que raio queremos fazer da vida e da nossa fair share de desilusões. Andamos à deriva na filosofia do “que se lixe; amanhã também é dia” e passamos o tempo a construir lança-chamas e carros ao estilo Mad Max à espera que aconteça algo que nunca irá acontecer.

A Black People – The Fool
Os A Black People são o segredinho mais bem guardado da internet. A sério, garanto-vos que nunca ouviram nada assim. Este primeiro ep, inspirado na obra de Fernando Pessoa, é das coisas mais alienadas que já se fizeram. Num mundo psicótico onde convivem o post-punk, o noise rock, o shoegaze etc, os A Black People são, cinzentões e ásperos, uma excelente ilustração de um texto como o do  “Livro do Desassossego”,

Mogwai – I’m Jim Morrison, I’m Dead
Finalmente vi Mogwai! Foi curtinho, mas valeu a pena. Valeu a pena o dinheiro gasto, valeu a pena ter dormido três ou quatro horas no carro e agora estar não só com uma simpática ressaca como ainda com um valente torcicolo.

Chelsea Wolfe – House of Metal
Enquanto não chega o novo disco vou revisitando este.

Grinderman – (I Don’t Need You To) Set Me Free
Vi o 20.000 Days on Earth pela segunda vez e, apesar de não ter tido o mesmo impacto que teve no cinema, aquele plano final é qualquer coisa.

Escolhas de Cláudia Filipe:

Future Islands

Future Islands – Seasons (Waiting On You)
Terminou o NOS Alive 2015 e se tiver de escolher um momento alto, voto em Future Islands. Foi memorável: Samuel T. Harring é um animal de palco e deixa-nos rendidos à sua presença.

Muse – Knights of Cydonia
Há bandas que nos marcam, com as quais crescemos, que nos ajudaram a abrir horizontes e ouvir outras coisas. Para mim uma delas foram os Muse, uma das mais importantes. Tenho pena que tenham deixado para trás os dias do rock, mas cada coisa tem o seu tempo e soube pela vida ouvir clássicos como esta Knights of Cydonia.

James Blake – CMYK
Terceira vez que vi James Blake em três anos. Três cenários diferentes, com audiências muito distintas. A deste fim de semana não foi a minha preferida (o anfiteatro natural de Coura tem os seus encantos), o som não esteve tão perfeito quanto se desejaria, mas o Blake é o Blake. E foi muito bonito na mesma. Onde o vamos poder ver em 2016?

Gojira – Flying Whales
Hoje foi dia de carregar energias. Amanhã a festa segue, com mais peso e abanar de pescoço.

Bon Iver – re:stacks
Parece que não há plano para álbum novo de Bon Iver por isso temos de contar com o que temos.

Escolhas de João Neves:

Muse

Muse – Apocalypse Please
Meramente simbólica, mas sinto-me bastante orgulhoso por ter sido transmitido o concerto dos Muse no NOS Alive na íntegra em canal aberto. Não só o futebol, não só o desporto, música! Pena ficou em ter sido caso único e não ter havido também de projectos nacionais, mas já é um princípio e é de todo um excelente feito para a RTP! Venham mais… mais variedade e mais artes. De sublinhar também o concertozão que foi assim como a qualidade da realização na transmissão.

Flume – Insane
A electrónica mais dançável de um dos projectos mais interessantes desta área do momento também fez parte da banda sonora da semana

Bonobo – El Toro
As ambiências de Bonobo alimentaram a criatividade e o trabalho desta semana. Melhor que gasolina em motor.

Queen – Under Pressure
Tempos de pressão, mas a pressão leva há execução e há sucessão de tentativas e erros até serem quebradas pelo “bulls eye”. Andamos todos sempre sobre a tal pressão, já os reis (ou as rainhas) cantavam hinos sobre tais factos.

Oláfur Arnalds – Sudden Throw
Sim, foi mesmo uma semana com uma imensa variedade! O quanto dava para ver este senhor ao vivo, é impossível ouvir sem nos arrepiarmos.

Escolhas de Miguel Correia de Sá:

Nicolas-Jaar

Nicolas Jaar – Mi Mujer
Acho bestial a essência electrónica por de trás de cada música do Nicolas, permitam-me que o trate assim, apesar de não o conhecer. A fusão com sons do norte de África e algures do médio-oriente é estrondosamente comercial e, ao mesmo tempo, potencialmente alvo de passar num Lux a uma Sexta-feira ou a um Sábado qualquer.

Ryuichi Sakamoto – Rain
Não se deixem iludir pelo título da música, quando o seu género é o que mais importa. Falamos de música clássica, que de forma tão bestial como esta peça, poderá ser escutada no largo do Teatro São Carlos, em mais um Festival ao Largo.

Linda Martini – Dez Tostões
Detesto o verão e garanto-vos, que é a altura em que mais me custa sair de casa. Esta nova música dos Linda Martini, é a melhor para um dia na minha habitação, acompanhada por um refresco qualquer.

Kylie Minogue – In my arms
Apesar de o verão não ser, de todo, a época do ano em que me é mais aprazível sair de casa, tenho que admitir que é “a tal” para as festas. Para mim, enquanto consumidor compulsivo de música, festa soa-me a música electrónica e a algum pop à mistura, quem melhor do que a australiana Kylie Minogue para nos reavivar esse clássico?!

Health – Severin
Deixo a minha última escolha musical desta semana, em jeito de interrogação retórica: Para quando um novo regresso desta maravilhosa banda a Portugal?

Arte-Factos

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