Gojira na Sala Tejo (13/07/2015)

Gojira na Sala Tejo (13/07/2015)

#10 Gojira

Fotos por Hugo Rodrigues

Depois de terem estado em Vagos no ano passado e depois de muitos anos à espera, os Gojira tiveram o merecido concerto em nome próprio no nosso país. Uma das bandas de metal progressivo mais influentes dos últimos anos deu um enorme concerto na Sala Tejo do MEO Arena, deixando no ar a hipótese do regresso para apresentação de um novo álbum, que estará para breve.

Coube aos The Raven Age abrir a noite e fica no ar a sensação de que, se um dos guitarristas não fosse filho do Steven Harris (Iron Maiden) a banda não estaria ali. Para além do som que praticam pouco se relacionar com Gojira, o metal melódico que exploram também não traz nada de novo. E a meio do concerto já a fila do bar se perdia de vista.

Os Gojira deram um concerto irreprensível, completo, tal como se poderia esperar a banda, que é formada por dois luso-descendentes, estava visivelmente felizes por esta oportunidade que lhes foi finalmente dada num país que lhes é tão querido: revelam que gostam de tudo em Portugal e não escondem quão importante aquele momento parece ser para eles.

Aproveitaram a oportunidade única para revisitar a sua carreira, que já soma muitos anos de existência. Ouviram-se os melhores temas que From Mars to Sirius, The Way of All Flesh ou L’Enfant Sauvage têm para oferecer: de Flying Whales a The Art of Dying, o concerto manteve a mesma intensidade do início ao fim, havendo ainda espaço para um wall of death pedido pela banda (ou muro da morte, como tentavam dizer em português). Vacuity, tema fulcral da banda, foi um dos grandes momentos da noite e que fechou o concerto antes do encore.

As centenas de pessoas que se deslocaram à Sala Tejo merecem o regresso que ficou prometido no ar. Até porque é sempre um prazer assistir a uma banda que já faz parte da história da música extrema.

Cláudia Filipe