Músicas da Semana #155 (Especial Rodellus Music Fest)

Escolhas de Jorge Dias (Rodellus Music Fest):
©João Garcia

©João Garcia

Killimanjaro – Hook
O Rodellus é já nesta próxima quarta-feira, por isso, não podia deixar de escolher músicas de artistas que vão passar pelo festival. Escolhi a Hook, dos Killimanjaro, porque é das minhas preferidas deles (sendo que é difícil escolher uma) e acho que vai ser daquelas às quais o pessoal mais vai reagir no dia 5. Eu acho que não são os Killimanjaro que deviam ter medo do campo, mas o campo que devia ter medo dos Killimanjaro.

The Sunflowers – Charlie Don’t Surf
Os The Sunflowers são, para mim, uma das bandas revelação dos últimos tempos. A minha escolha é o novo single “Charlie Don’t Surf” que lançaram recentemente, depois do EP Ghosts, Witches and PB&J’s. A banda tem andado em tour e claro que não podíamos deixar escapar a oportunidade de os trazer a esta primeira edição do Rodellus Music Fest.

Voxels – Out of My Mind
Os Voxels também são um dos nomes sonantes deste festival, que aposta em música portuguesa. É difícil escolher uma deles, mas escolhi a “Out of My Mind” porque sei que é daquelas que vai pôr o pessoal todo a dançar na quarta. Estamos muito contentes com o cartaz deste ano, é versátil e cheio de projetos interessantes em fases diferentes de maturação.

The Black Wizards – Back in Town
Os Black Wizards também são outro nome muito interessante deste cartaz e são garantia de um grande concerto. Escolhi a “Back in Town” não só por ser uma das minhas preferidas e uma das quais estou ansioso por ouvir ao vivo, mas também pela piada do nome, visto que esta quarta a banda a vai tocar no meio do campo.

Coelho Radioactivo – O Velho
O Coelho Radioactivo também é daqueles casos em que podia escolher qualquer uma que estava bem escolhida. O cantautor vai abrir o Palco UM AO MOLHE, que é o nosso palco dedicado a projectos de one-man bands, com curadoria do UM AO MOLHE, o primeiro festival nacional itinerante de one-man bands. O palco vai ser num sítio muito bonito e os concertos vão alternar com os do Palco Principal.

Captain Boy – Sad Blues
Não podia deixar de escolher uma música de Captain Boy, pois este está a ser o ano dele. Depois de ter tocado no Super Bock Super Rock, este capitão vai deixar o mar para se juntar a outros one-man bands portugueses no campo. É mais um dos músicos a pisar o Palco UM AO MOLHE e que vai com certeza contagiar o público com a sua música e o seu universo.

The Missing Link – About Loneliness
Tinha de escolher uma música de The Missing Link porque é, na minha opinião, um dos projectos que mais vai dar que falar num futuro muito breve. É daqueles projectos novos que se ainda não ouviram têm mesmo de ouvir (e porque não em Rodellus?). O género? Um rock “esóterico”, electrónico e alternativo, como se apresenta a si próprio. Escolhi a “About Loneliness” porque é, para mim, a música que melhor o representa.

Mr Herbert Quain – Too late to find something in the shadows
E por fim, mas não por último, escolhi uma do grande Mr. Herbert Quain, outro dos destaques do cartaz do Rodellus 2015. Estou muito curioso para este concerto e esta é das músicas dele que mais tenho ouvido. Ver e ouvir Mr. Herbert Quain ao vivo é, já por si, um motivo suficiente para sair de casa e ir até algum lado, sobretudo um lugar fantástico como é o deste festival.

Escolhas de Hugo Rodrigues:

Blink-182

Blink-182 – What’s My Age Again?
O verão, o sol e o calor trazem-me sempre a vontade de desenterrar o pop-punker que há em mim, e esta semana a minha playlist reflectiu bastante isso. Talvez seja a vontade de recordar tempos mais simples, de maior liberdade e de menos responsabilidade, talvez seja apenas pela leveza das músicas ou por ainda ser bastante divertido. Seja como for, este é o resultado, e claro que não podiam faltar os Blink-182, mesmo que agora andem às turras uns com os outros. Vá, sejam amigos.

Rise Against – The Approaching Curve
Antes que comecem com “anda ali a falar em como é divertido ouvir estas músicas e depois sai-se com esta”, sim, é verdade, spoiler alert: é daquelas histórias em que morrem os dois no fim. Mas não é por ser o patinho feio deste grupo que deixa de ser uma grande música e que, apesar de tudo, me faz sempre ter vontade de carregar no play quando termina.

The Offspring – Have You Ever
Outro clássico. O Americana foi o primeiro cd que comprei e que acumulou a boa camada de riscos que agora tem devido a tantas audições. Pessoalmente culpo o discman, aquele utensílio pré-histórico. A Have You Ever continua como uma das músicas preferidas desse álbum e por isso merece o destaque.

The Movielife – Hey
Hey é retirada do último disco editado pelos The Movielife no longíquo ano de 2003, mesmo antes de terminarem. A parte boa disso é que depois surgiram os Nightmare Of You e os I Am The Avalanche, a parte má, bem, é óbvia.

Zebrahead – One Less Headache
Vai para anos que não ouvia os Zebrahead. Ainda por cima o único disco que gosto deles é um com as sobras do MFZB. No entanto, as várias horas, muitas (nunca demasiadas, como assim) a jogar um dos Tony Hawk’s Pro Skater (não me perguntem qual, mas está ali entre o 2 e o 3) fez com que ganhasse algum apreço pela banda. Boas bandas sonoras, já agora.

Escolhas de Andreia Vieira da Silva:

The Beach Boys

The Beach Boys – I Know There’s An Answer
Fui ver o “Love & Mercy”, baseado na vida problemática de Brian Wilson, a mente por detrás dos Beach Boys. Confesso que não prestava muita atenção ao trabalho da banda, mas o filme é completamente delicioso na forma como retrata o processo criativo, a produção, como todas as passagens musiciais se coadunam na perfeição. Inevitável voltar a ouvir com ouvidos mais atentos o Pet Sounds, de 1967.

Black Label Society – Counterfeit God
Em modo de preparação para o Vagos Open Air e a relembrar faixas que cresceram comigo, em especial desta banda que estou para ver ao vivo há anos. Esta faixa já tem uns aninhos, mas ainda é uma das mais emblemáticas de Black Label Society.

Within Temptation – Covered by Roses
Outra do mood pré-Vagos. Assumo que nunca liguei muito a Within Temptation, chegaram a irritar-me durante algum período de tempo. O facto é que também assumo que o álbum mais recente, Hydra, editado o ano passado, está bastante bom e consistente para o género. E a própria voz de Sharon van Adel parece ter-se tornado menos irritante. Resumindo, esta é uma das faixas mais interessantes do álbum e o mesmo é bom de ouvir.

Unknown Mortal Orchestra – Multi-Love
É o tema de abertura do novo álbum e que lhe dá nome simultaneamente. Tem aquele mood dreamy e ingénuo, com alguma melancolia à mistura. “She don’t want to be a man or a woman/ She wants to be your love”. É mesmo bom.

Kamelot – When The Lights Are Down
Mais uma banda que estou a “re-ouvir”e que já passou pelo Vagos. É bom pegar em coisas que já não se ouvem há muito tempo.

Escolhas de Ricardo Almeida:

Dorival Caymmi

Dorival Caymmi – É Doce Morrer no Mar
Porque no meio das toneladas de lixo sonoro que brotam daquele país também há coisas boas. Esta canção nasce de uma colaboração entre Dorival Caymmi e o escritor Jorge Amado.

Neurosis – A Sun That Never Sets
Mais um dos discos decisivos no meu percurso. Os Neurosis deviam ser um caso de estudo, dificilmente se encontra artistas que assumam um compromisso tão sério com o seu trabalho como eles. Houvesse mais pessoas assim e o mundo da arte e dos artistas – seja lá isso o que for – era um sítio bem mais respeitável.

Deafheaven – Vertigo
Com o lançamento do terceiro álbum marcado para 2 de Outubro, apeteceu-me revisitar o enorme Sunbather.

Chelsea Wolfe – Maw
Tenho andado a digerir o novo disco da Chelsea Wolf com calma. Até agora, com a excepção das que já tinham saído cá para fora, esta é a faixa que mais me ficou na cabeça.

Xiu Xiu – Stupid in the Dark
Bem-vindos ao freak show suicida de Xiu Xiu, um dos discos mais psicóticos que já ouvi. Tem os seus defeitos, mas ainda assim é uma das coisas mais originais e bem produzidas que por aí andam.

Escolhas de Cláudia Filipe:

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R.E.M. – Daysleeper
Sabem aquela sensação de ouvir a música certa no momento certo? Depois de uma noite de insónias, chegar ao carro com muito sono, ligar a rádio e estar a dar esta música. Não poderia ser mais apropriado. Serve também como lembrete de que os R.E.M. têm um trabalho muito subvalorizado, escondido atrás dos lugares comuns do costume.

Foo Fighters – Learn to Fly
Um dos assuntos virais da semana foi o vídeo em que 1.000 músicos de Cesena se juntaram para tocar a Learn to Fly e apelar aos Foo Fighters para que incluam a sua cidade na próxima tour. O arrepiante resultado deu lugar a uma resposta emocionada de Dave Grohl, que já avisou que irá passar pela cidade em breve. Depois disto, nem poderia ser de outra maneira.

The National – Secret Meeting
Quando falta inspiração para ouvir música nova, há bandas que sabemos que nunca nos falham. Uma são os The National.

Tame Impala – Let It Happen
Porque chegou Agosto e Agosto é Paredes de Coura! E faltam pouco mais de duas semanas para o Paraíso.

Cass McCombs – Angel Blood
Tenho uma lista de favoritas no Spotify. Às vezes, quando não me apetece pensar muito, ponho no shuffle e deixo correr. É engraçado que a lista seja longa, mas esta é uma daquelas que nunca fica de fora. O algoritmo lá há-de saber o que está a fazer.

Escolhas de Vera Brito:

Masters of Reality

Masters of Reality – Rabbit One
Foi uma semana (como muitas outras) em que andei a deambular pelo universo do desert rock e os culpados desta vez foram os Masters of Reality. O desert rock ou a Palm Desert Scene diz respeito a uma série de bandas e artistas de hard/stoner rock oriundos do Palm Desert no sul da Califórnia. Se sentirem curiosidade em descobrir um pouco deste universo aconselho que ouçam o álbum ao vivo Flak ‘n’ Flight onde vão encontrar esta envolvente “Rabbit One”.

Mark Lanegan – The Gravedigger’s Song
Ainda com o álbum Flak ‘n’ Flight a rodar encontramos a voz cavernosa de Mark Lanegan e pomos o olho no festival Paredes de Coura ai à porta. A sua presença em palco e voz são tão singulares que seja a solo ou em colaborações nos mais diversos projectos a sua figura é sempre inconfundível. Esta “The Gravedigger’s Song” é, só por si, argumento suficiente para nos levar este ano a Paredes de Coura.

Kyuss – Hurricane
É impossível falar de stoner rock sem falar dos pesados Kyuss, banda já extinta, para desconsolo dos seus muitos fãs, que retirou o stoner rock ao deserto e o mostrou ao mundo. Esta “Hurricane” tem a distorção e os riffs pesados necessários para uma tarde produtiva de trabalho e pertence ao seu derradeiro trabalho …And The Circus Leaves Town, que nos soa tão familiar que quase parece impossível pensar que já passaram 20 anos desde a sua edição.

Queens of the Stone Age – You’ve Got A Killer Scene There Man
Em quase todas estas bandas do desert rock existe um denominador comum – Josh Homme – líder dos QotSA, banda que popularizou definitivamente este género. Esta música é das minha preferidas do seu álbum Lullabies to Paralyze e quase nos faz sentir o vento quente na pele e a boca seca de uma travessia no deserto.

Noveller – Into The Dunes
E porque nem só de stoner rock se faz uma semana por cá também se ouviu bastante Noveller quando soubemos que viria substituir Emma Ruth Rundle na próxima edição do Amplifest. É difícil escolher uma só música de um álbum quando este funciona como um todo, por isso escolhi a faixa de abertura “Into The Dunes” para Fantastic Planet, porque se se deixarem envolver na atmosfera dos sons místicos que Sarah Lipstate arranca à sua guitarra irão seguramente querer ouvir este álbum até ao fim.

Escolhas de Cláudia Andrade:

Noveller

Noveller – Rubicon
Quando notícias menos boas se transformam em boas. Até Setembro, Amplifest.

Zeca Afonso – Redondo Vocábulo
O corpo de Zeca Afonso faria hoje 86 anos se ainda estivesse entre nós, no entanto, a sua alma continua viva em todas as suas maravilhosas composições. Criatividade sem igual, desde a melodia de cada composição às letras que nos falavam ora de amor ora de revolução com o mesmo entusiasmo. Poderia escolher tantas outras músicas dele, mas o que é certo é que este “Redondo Vocábulo” é uma das marcas mais bonitas da sua existência.

City and Colour – Woman
Já era para ter saído a semana passada, mas o que é certo é que esta semana voltou a rodar e voltou a fazer sentido publicá-la nas músicas desta semana. É uma pequena grande amostra do que podemos esperar do novo álbum que só nestes nove minutos nos mostra uma evolução e maturidade impressionantes. Ansiosa por ouvir mais.

Lana Del Rey – Dark Paradise
Esta semana foi semana de Lana Del Rey e desta Dark Paradise. Um pequeno guilty pleasure.

Johannes Brahms – Symphony No. 3 in F major
Aquele dia em que descobres que uma música tão popular e comercial como é a “Love of My Life” de Carlos Santana e Dave Matthews Band é afinal um rip off de um bem maior que nem sequer foi creditado. Esta composição faz parte do filme “Goodbye, Again”, mais um bonito trabalho da maravilhosa Ingrid Bergman.

Escolhas de João Neves:

Animals as Leaders

Animals as Leaders – Para Mexer
Quantas referências dá para fazer aqui? Esta tem um título na nossa bela língua, talvez nos queiram dizer algo. Rodaram esta semana e não foi por causa daquela história do leão que tanto se falou, quanto a isso só tenho a fazer o paralelismo com aquela conversa de sermos a espécie mais inteligente e evoluída, mais uma razão para a meu total desacordo. De resto, que técnica, que mixordia de sonoridades e…guitarras de nove cordas! Sim, nove!

Kasabian – bumblebeee
Sem motivo aparente os Kasabian andaram a rodar mais na cabeça do que mesmo nas colunas. Do último álbum escolhi esta autêntica explosão de poder.

Carlos Paião – Cinderela
Vem aqui parar por ter sido protagonista num dos pontos altos de um casamento em que estive ontem. Talvez aquele com melhor banda sonora em que alguma vez estive.

Os Pontos Negros – Funeral
Um destes dias vi uma enigmática publicação dos Pontos Negros no seu Facebook que dizia simplesmente “2005-2015”, foi o funeral ou evoluíram para borbulhas? Fora de brincadeiras, espero que não tenha sido um fim, afinal foram uma banda que me marcou muito e conseguiram grandes feitos como, simplesmente, gravar o seu último álbum nos estúdios da Abbey Road.

Euterpe – Wish
Faço parte deste projecto e, finalmente, esta semana divulgamo-nos no planeta web, com esta música. Acho que isto chega para justificar a razão de ter marcado a minha semana.

Arte-Factos

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