Músicas da Semana #161 (Especial Amplifest)

Escolhas da equipa Amplificasom:

US-Christmas

US Christmas – Gallows Humor (André Forte)
Já constou que Nate Hall vai andar a tocar USX — só de pensar nisso fico tenso. Nada que não se resolva na Sala 1 do Hard Club, de hoje a oito. Qualquer coisa que seja puxada a este Eat The Low Dogs será um momento memorável.

WIFE – Trials (Maria Louceiro)
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Wiegedood – Svanesang (Jaime Manso)
Hino ao derradeiro esforço artístico na criação da obra prima da sua vida. Assim é cada momento com a Amplificasom a cada gesto; momento é esforço.

Amenra – Dearborn and Buried (Jorge Silva)
Pude ouvir o Mass V antes do Amplifest 2012 mas confesso que, apesar de ter achado interessante, não foi algo que me despertou muito na altura. Tudo isto mudou, claro está, quando os Amenra subiram ao palco da Sala 1 do Hard Club durante a dita edição do Amplifest e abençoaram todos os presentes com a sua torturada liturgia e me fizeram questionar como raio é que tinha andado tão distraído. A partir daí (e até hoje) a “missa” em questão ganhou um lugar praticamente cativo na setlist do meu leitor.

Escolhas de Cláudia Andrade:

Stephen O'Malley

Stephen O’Malley – Eternal Idol
Para quem não sabe, saiu no dia 4 de Setembro um novo trabalho pela mão de Stephen O’Malley intitulado “Eternelle Idole”, que é nada mais nada menos que a banda sonora de uma coreografia de patinagem no gelo interpretada por Gisèle Vienne. Esta semana tem sido a minha melhor companhia. Espero que o Stephen O’Malley traga este trabalho ao Amplifest, estou ansiosa que chegue o próximo Domingo e aposto que vocês também.

Neurosis – A Sun That Never Sets
Esta semana voltei a pegar no “A Sun That Never Sets” enquanto tentava criar uma playlist que tivesse uma música destes senhores e dei-me conta que a entrada desta música é algo tão característico que sempre que a ouço, principalmente quando não estou à espera, os meus olhos brilham. Acho que gosto mesmo desta música.

The Black Heart Rebellion – Into The Land Of Another
Já andava há algum tempo para ouvir estes senhores, mas não sei porquê, ficava sempre por “não me posso esquecer de ouvir”. Esta semana fizeram finalmente parte das músicas da semana e foi uma excelente surpresa. Aconselho a todos os fãs de Wovenhand.

Altar Of Plagues – Found, Oval And Final
O que também tem feito parte das minhas audições semanais é a Amplirádio, uma parceria da Amplificasom com a Vodafone FM que tem dado tempo de antena ao Amplifest todas as quintas-feiras a partir das 22h. Se ainda não tiveram oportunidade de ouvir, ainda vão a tempo de o fazer esta semana, a última antes do tão aguardado fim-de-semana de experiências únicas.

Richard Skelton – Little knives
Mais uma bonita surpresa. Procurei saber um pouco mais sobre este senhor que é muitas vezes comparado a Arvo Pärt e percebi que todo o seu trabalho é uma forma de aceitar a morte da sua esposa que partiu em 2004. Este Verse of Birds é um trabalho lindíssimo que me chegou, curiosamente, numa semana em que tive um encontro com uma gaivota que decidiu jogar xadrez com a morte e perdeu.

Escolhas de Hugo Rodrigues:

Pianos Become The Teeth

Pianos Become The Teeth – Enamor Me
Começa a ser complicado escrever aqui sobre os Pianos Become The Teeth sem me repetir, principalmente no que diz respeito ao álbum que editaram no ano passado. Por isso fica apenas o destaque.

Violent Soho – Ok Cathedral
Conheci os Violent Soho no início deste ano, se a memória não me atraiçoa, e desde então têm rodado regularmente por aqui. Esta semana foi a Ok Cathedral que me ficou no ouvido.

Exxasens – Supernova
O novo disco dos espanhóis Exxasens foi editado na semana que passou e mostra uma abordagem mais electrónica à sua música. A viagem pelo pós-rock ou pós-metal continua presente, com algumas vocalizações à mistura e esta Supernova, que dá o pontapé de saída do disco, é um bom exemplo disso.

The Smashing Pumpkins – X.Y.U.
A X.Y.U. é retirada daquele que será porventura o mais emblemático álbum dos Smashing Pumpkins, o Mellon Collie and the Infinite Sadness, e é uma boa recordação de que o Billy Corgan já soube fazer excelentes músicas, rodeando-se sempre ou quase sempre de gente talentosa.

If These Trees Could Talk – The First Fire
Nem sempre são a minha primeira escolha, bem longe disso, quando estou com disposição para me dedicar a música instrumental, no entanto, o Red Forest é um excelente disco e temas como este The First Fire existem para nos relembrar disso.

Escolhas de Andreia Vieira da Silva:

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Bizarra Locomotiva – Mortuário
Uma das faixas mais poderosas tocada no concerto da banda no Reverence Valada. Bom industrial e com um refrão orelhudo. Ficou-me no pensamento durante dias.

Nile – Call to Destruction
A primeira faixa do novo álbum, que, diga-se de passagem, está bastante bom. De relembrar que a banda está de passagem por Portugal e será sem dúvida um concerto para “partir tudo”.

Venom – From the Very Depths
Um clássico que começa com um enorme solo de guitarra e se desdobra numa jornada rápida e estonteante.

Steven Wilson – Remainder of the Black Dog
Só soberbo.

Sam Smith ft. John Legend – Lay Me Down
Há uma versão nova com o John Legend e escusado será dizer que estes dois senhores são a combinação perfeita. E que gosto bastante de ambos. Cada vez que apanho isto na rádio do carro não evito cantar a plenos pulmões. O que vale é que ninguém me ouve.

Escolhas de João Neves:

Steven Wilson

Steven Wilson – Hand Cannot Erase
Semana de revisāo da matéria para o grande concerto que se avizinha para a próxima terça-feira. Com matérias tão boas até dá gosto o estudo.

Porcupine Tree – Time Flies
A matéria do Steven Wilson teve mesmo todos os projectos.

Simian Mobile Disco – Audacity of Huge
Temporary Pleasure, um dos albúns a conhecer desta semana.

Phantogram – Nothing But Trouble
Não consigo bem perceber porquê quanto mais ocupado estou mais música consigo ouvir e se há semanas em que escolher estas cinco músicas é difícil esta bem poderia escolher dez que ainda sobrava. Podia escolher Antemasque, Warpaint, The Aristocrats ou Thom Yorke, mas simplesmente decidi-me por Phantogram.

Diabo na Cruz – Bomba Canção
Não percebo o porquê das pessoas terem tanto medo do Diabo, vi-o ontem ao vivo pela segunda vez e mau nāo é de todo.

Escolhas de Ricardo Almeida:

Johnny Cash

Johnny Cash – I Won’t Back Down
Comecei a semana com uma das maiores neuras de que há memória por estes lados. Lá para o fim de semana lá animei. Algures entre isso este American Recordings Vol. 3 rodou duas vezes.

Allen Halloween – Bandido Velho
Ao terceiro disco Allen Halloween esmera-se. O amadurecimento a nível lírico, musical e técnico é notório. Há muita gente a fazer rap em Portugal, mas poucos com a autenticidade e respeitável low profile da “bruxa”.

Scott Wino – A Song for (Townes Van Zandt cover)
Esta semana andei a revisitar este bonito tributo.

Irmãos Catita – Campo de Ourique
Ontem fui até ao Sabotage assistir a um desfile de canções assinadas por sua senhoria Manuel João Vieira, o eterno candidato. Como o Arte-Factos é um sítio mui respeitável escolhi uma música politicamente correcta – que por acaso até é das minhas preferidas. Votem Vieira!

Tom Waits – Young at Heart
Quando estou bem disposto canto isto.

Arte-Factos

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