Músicas da Semana #166

Escolhas de Hugo Rodrigues:

Thrice

Thrice – The Earth Will Shake
É verdade que repito os Thrice esta semana, honestamente, eles nunca saiem da minha playlist, no entanto, a repetição deve-se ao facto de aparentemente o Vheissu ter feito dez anos recentemente. De alguma forma, uns mais que os outros, todos os álbuns dos Thrice têm marcado e acompanhado vários momentos da minha vida e este não foi/é diferente.

The Offspring – Have You Ever
Por estes lados, musicalmente falando, ser saudosista é volta e meia regressar ao Americana e em particular a esta Have You Ever.

Linda Martini — Amigos Mortais
Outros que dificilmente se afastam muito dos meus ouvidos. Com álbum novo a ser preparado e Turbo Lento a ter sabido a pouco, divido-me entre o resto da discografia. Esta semana calhou ao Casa Ocupada e a Amigos Mortais é talvez (sim, é difícil escolher) a minha preferida.

Moving Mountains — Swing Set
Ventos favoráveis para andar de baloiço. Não que eu perceba muito do assunto.

Not Of – The Mark
Os Not Of chegaram-nos esta semana ao mail e apresentaram-nos a música e o vídeo para The Mark. Para os fãs de Metz, esta é uma boa banda para conhecerem, confiram aqui.

Escolhas de João Neves:
Cleft

©Joe Singh

Cleft – Ghost Things
Abri a semana a ouvir “BOSH!” o grande álbum de 2014 dos Cleft e que bom que é, cheio de momentos, de ideias e a conseguir transmitir uma mistura de sentimentos mesmo em músicas com pouco mais de dois minutos. É como aquelas mercearias, tem de tudo.

Bloc Party – Octopus
Nestes dias em que têm aparecido coisas novas destes rapazes (agora também com uma menina) recordemos o que se ouviu no seu último trabalho.

Tame Impala – Eventually
Semana extremamente atribulada mas em que deu para ver na internet um grande concerto dos Tame Impala… e que espectáculo! Agora eventualmente é possível recuperar as coisas do assalto que me afectou, mas a esperança é pouca (se por acaso o ladrão tiver o bom gosto de ler a Arte-Factos deixo o repto a avisar que foi o assalto que fizeste a um carro na zona da baixa de Lisboa e que rendeu pouco).

Galgo – Trauma de Lagartixa
Graças à grandiosidade da Arte-Factos esta semana conheci esta grande banda portuguesa que acabou de lançar o seu primeiro EP. Sem qualquer trauma são mesmo bons, não temam as lagartixas.

Washed Out – Far Away
Recorrendo à minha lista de projectos para ouvir lá apareceram os Washed Out. Pois que decidi usar este meio para partilhar com os que não conhecem. Bom para os fãs de música electrónica não tão de dança. Deleitem-se então.

Escolhas de Vera Brito:

Deerhunter

Deerhunter – Take Care
Este Fading Frontier, o último dos Deerhunter estreado na passada semana, não saiu dos meus dias. Estão mais pop é verdade, mas é uma pop premeditada, até mesmo sarcástica e apaziguadora para os ouvidos. É um álbum muito consistente, onde se torna difícil destacar uma faixa, mas talvez tenha sido esta “Take Care” que mais me intrigou.

Viet Cong – Silhouettes
Uma das melhores surpresas deste ano para mim foi a estreia dos canadianos Viet Cong que, devido à escolha de um nome um tanto infeliz, que já feriu algumas susceptibilidades e lhes trouxe seguramente problemas, deverão apresentar-se em breve com uma identidade diferente. Esta decisão da banda já foi aplaudida por uns e criticada por outros, mas a mim tanto se me dá desde que continuem a fazer música assim, perfeita para semanas cinzentas.

Tomahawk – 101 North
Poucos álbuns ajudam a que as minhas semanas de trabalho sejam mais produtivas como este homónimo dos Tomahawk. Obrigada Mr. Patton!

Deerhunter – Snakeskin
Já vos disse que este novo dos Deerhunter vale mesmo a pena não disse? A sério, vão ouvir este Fading Frontier.

Dave Matthews & Tim Reynolds – Bartender
Porque foi um momento absolutamente inesquecível do concerto do passado domingo e que desde então me persegue o espírito. Dedicada a todos os meus amigos italianos que por estes dias vão ter a sorte de ver quatro concertos da DMB no seu país, mas que dificilmente irão testemunhar um momento igual a este.

Escolhas de André Ribeiro:
©Stacey Hatfield

©Stacey Hatfield

Daughter – Youth
Que o coração de Elena Tonra continue partido por muitos anos. É um desejo horrível de se ter, mas depois de se ouvir os temas de If You Leave e, especialmente, este Youth, não há forma de evitá-lo. Um casamento perfeito – desculpa, Elena – entre a sua pungente e encantadora voz e toda aquela atmosfera trágica e dramaticamente bela em volta.

The Calm Blue Sea – The Rivers That Run Beneath This City
Haverá muito poucas composições de post-rock que belisquem esta maravilhosa e transcendente obra-prima dos norte-americanos The Calm Blue Sea – um dos melhores e inexplicavelmente mais subvalorizados grupos do género.

A Perfect Circle – Orestes
Um medicado momento pacífico. Brilhantemente escrita e interpretada por Maynard James Keenan, esse estranho génio, esta foi, é e será sempre uma das melhores peças musicais que alguma vez ouvi. A carga emocional da letra de Orestes carregada pela fantástica e inconfundível voz de Maynard, acompanhada pelos riffs assombrosos das guitarras, faz deste tema um momento musical verdadeiramente sem par.

Valter Lobo – Canção Tradicional de Amor
Aquilo que o título diz. Uma canção melancólica e sentimentalista – quase que ingénua – sobre amor, e/mas que resulta tão bem com a voz segura de Valter Lobo e, sobretudo, com o ambiente sossegado e belo que as guitarras criam.

Belong – Never Came Close
Um tema de 2011 mas que se podia facilmente confundir com qualquer um dos icónicos hinos de shoegaze dos anos 90 de bandas como My Bloody Valentine, Ride ou Slowdive. Talvez, daqui a uns anos, se olhe para este Never Came Close da mesma maneira; seria apenas justo.

Escolhas de Miguel Correia de Sá:

Duran-Duran

Duran Duran – Girls on Film
Banda sonora do desfile de Luís Buchinho em Paris, vinda da década do sintetizador, contudo sem perder a combinação clássica da guitarra e da bateria. Venham mais músicas como estas, para animarem viagens de carro com os pais ou para festas em casa com amigos!

Nirvana – Love Buzz
Acho que de toda a discografia que já ouvi de Nirvana, esta música é a tal, a melodia com que sinto mais empatia, talvez o rock mais puro ou o sinónimo mais perfeito do sujo que foi o grunge.

António Zambujo – Flinstones
Melodias e instrumentais à parte, há que valorizar o que é produzido em casa e no nosso país. Este registo meio fado meio comercial é uma coisa muito bem recebida pelos portugueses, o que me faz ficar de sorriso na cara de cada vez que oiço esta música. Faz-nos sentir em casa e isso basta.

Seinabo Sey – Hard Time
Com o aproximar do Portugal Fashion, começo a ficar frenético com tudo o que envolva a dinâmica dos desfiles: os bastidores, os manequins que alinham por cada designer, as tendências que os criadores podem ditar ou não em cada estação e as músicas, sinónimo de muito bater de pé em salas de desfiles e de trautear nos dias que se seguem a uma apresentação.

Glass Animals – Gooey
Música smooth ou “estilo lux”, como eu lhe gosto de chamar. Acho que liga muito bem com as pessoas que – tal como eu – dedicam horas do seu dia a uma biblioteca. Estou desde o começo da minha licenciatura à procura da música certa, para trabalhar e estudar, será que encontrei o género indicado?

Escolhas de Cláudia Filipe:

Dave Matthews Band

Dave Matthews Band – Crush
Terceiro concerto que vi de Dave Matthews Band. E o maior que alguma vez vi (4h de concerto não é para todos). Maratonas à parte, foi um grandioso espectáculo; há poucas bandas capazes desta magia: os concertos são sempre enormes, mas nunca se repetem e há sempre uma surpresa à espreita. E finalmente ouvi a Crush ao vivo. Das minhas preferidas, era a que me faltava.

James Blake – The Sound of Silence
O James Blake, exímio a fazer covers, conseguiu outra vez deixar-me sem sangue. Depois de Limit to Your Love e de A Case of You, pegou neste intemporal tema de Simon & Garfunkel para fazer homenagem a um amigo que morreu e o resultado é arrepiante.

Creedence Clearwater Revival – Have You Ever Seen the Rain
Músicas para dias cheios de chuva, que trazem saudade de dias mais luminosos.

Audioslave – Like a Stone
Porque um pouco de revivalismo nunca fez mal a ninguém.

Low – Gentle
Ao início não consegui gostar tanto deste álbum quanto queria, mas a pouco e pouco começo a ficar rendida à beleza e simplicidade de mais um registo dos Low.

Escolhas de Ricardo Almeida:

Morphine

Morphine – Cure For Pain
Oiço muitas vezes os mesmos discos, as mesmas músicas. Sou capaz de ouvir o mesmo disco todos os dias durante semanas e semanas a fio. Por isso, às vezes, é um bocadinho difícil descobrir coisas novas e ir acompanhado o que vai saindo. Não me posso considerar um perito em Morphine – há discos que ainda não escutei como deve de ser -, mas esta música já rodou muitas, muitas, vezes.

O Cão da Morte – Canção Inacabada
Antes de assinar Luís Severo era O Cão da Morte. Disponibilizou esta semana o disco novo, mas eu gosto mesmo é deste Segundo Disco, Ainda Sem Nome.

Nick Drake – Been Smoking Too Long
A ganhar coragem para largar um mau hábito. Acho que quando o frio chegar, Nick Drake será uma constante por este lados.

Devendra Banhart – Now That I Know
Há muitos anos, estava na loja de um amigo e ele vira-se “olha-me só este freak”, enquanto me mostrava um vídeo do Devendra a tocar a “Summertime” com um tipo a dançar em cuecas (ou calções curtos) e a comer uma maçã (normalmente digo “pêro”) no fim. Achei aquilo deveras perturbador, mas como gosto de coisas deveras perturbadoras fui ouvir o disco. O Cripple Crown acabou por me acompanhar durante algum tempo. Depois, simplesmente, esqueci-me que ele existia. Nunca mais liguei nenhuma ao Devendra. Ouvi uma ou outra coisa quando ele lançou outros discos e quando esteve cá, mas por algum motivo não pegou. Hoje tropecei no disco e soube-me bem ouvi-lo e recordar tempos mais tranquilos em que era menos careca.

Mad Season – Long Gone Day
Falando em tempos tranquilos em que era menos careca. Esta música faz-me lembrar um grupo de pessoas com que me dava quando era mais novo. Tenho pena de me ter afastado um bocado deles. São aquelas pessoas que sei que vão estar lá sempre quando for preciso, e é com um sorriso nos lábios que me lembro dos Verões que passámos juntos.

Arte-Factos

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