Spectre

Spectre

007 Spectre

Assim que o muito aguardado Spectre estreou em Portugal, a equipa do Arte-Factos correu para o cinema. Debatemos, debatemos mas não chegámos a consenso. Uns amaram, outros nem por isso… Decidimos trocar-vos as voltas e escrevemos não uma, mas quatro críticas ao filme!

Qual te parece mais justa? Conta-nos o que te vai na alma em comentário.

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Desde que Daniel Craig pegou ao serviço como Bond que os cinéfilos se têm dividido entre aqueles que saúdam a frescura da sua abordagem mais real ao personagem e aqueles, saudosos do “camp” e do puro escapismo dos filmes de 007. Skyfall tornou-se, a meu ver justamente, o mais respeitado filme da franchise, mas em Portugal, como não podia deixar de ser, levou bofetada, porque neste cantinho, analisar cinema é bem fácil: um blockbuster, na generalidade, só é bem falado se se puder enfiar uma qualquer referência obscura a um realizador que pouca gente conhece, como se fosse uma “homenagem”. Foi por isso que The dark knight, só para dar um exemplo, levou cinco estrelas em todo o mundo, excepto, claro, da parte dos nossos lusos iluminados, que encaram o visionamento de um filme como a mesma boa disposição que podemos encontrar na cinematografia de Ingmar Bergman… continua a ler aqui a crítica do Bruno Fernandes (7.5/10)

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Daniel Craig nunca foi actor consensual para interpretar Bond, James Bond, afastando-se do modelo de charmoso britânico com sentido de humor para adoptar um durão com problemas de personalidade. A personagem reinventou-se, o que não é mau, quando nos deu grandes filmes como Casino Royale ou Skyfall. Infelizmente, em Spectre, parece que tudo correu mal. Sam Mendes, o mesmo realizador de Skyfall, é inexplicavelmente desleixado na direcção do filme, que além de um trabalho de câmara fraco, apresenta os mais banais diálogos, uma profundidade narrativa inexistente e sobretudo performances interpretativas que estão mais preocupadas em “despachar” o mais que anunciado último 007 com Daniel Craig. Se Daniel Craig já havia afirmado publicamente que preferia cortar os pulsos a ter que interpretar novamente James Bond, então essa sua convicção está bem espelhada ao longo das sofríveis duas horas e meia de filme. O actor não se esforça minimamente para dar credibilidade à sua personagem que na verdade pouco pode fazer com um script tão fraco… continua a ler aqui a crítica do David Bernardino (3/10)

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O 24º filme da saga, o 4º com Daniel Craig como protagonista e o 2º realizado por Sam Mendes traz de volta a atmosfera psicológica que caracteriza o Bond da maioria dos filmes. Deixando de lado o double-0-seven em início de carreira de Casino Royale e o Bond soturno e emocionalmente frágil de Quantum of Solace e Skyfall, Spectre é o regresso ao Bond cerebral e sedutor. São quatro filmes muito diferentes e, se encarados em conjunto, representam uma evolução muito interessante da personagem: é um trabalho de descoberta existencial, de construção do seu carácter, da revelação dos seus segredos e da superação dos seus fantasmas. Spectre devolve Bond, por fim, ao estilo cool e imperturbável dos filmes clássicos. Se este fosse mesmo o pontapé de saída de Craig, pode dizer-se que o actor cobriu, mais do que qualquer outro, a paleta possível de emoções: o trauma, a vingança, as cicatrizes psicológicas, a regeneração e o letting go… continua a ler aqui a crítica da Edite Queiroz (6/10)

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Eu pertenço a um grupo muito particular de moderados que só é extremista quando dá jeito. Pouco tempo antes de estrear a nova aventura de James Bond falava com alguém acerca do desvirtuar da personagem, nunca li um livro sobre o espião e a primeira vez que ouvi falar dele foi com o Sean Connery, parto desse pressuposto para afirmar que os filmes da “era” Daniel Craig são bons filmes mas não vejo ali o 007, exceptuando agora, em Spectre… … continua a ler aqui a crítica do José Santiago (6/10)

'are we really going with this shit?'

Nunca tinha visto um filme do James Bond, o que deve fazer com que eu exale qualquer tipo de odor ou aura, visto que as outras pessoas na sala de cinema olhavam para mim como se olha para um selvagem que vai para um restaurante japonês comer sushi de faca e garfo, enquanto besunta o salmão de ketchup… continua a ler aqui a crítica do Luís Sá para o Cinema A Sério

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