Músicas da Semana #172

Escolhas de Cláudia Andrade:

Sunn O)))

Sunn O))) – Kannon 1
O mais aguardado do ano chegou mesmo a tempo de abrir as minhas músicas desta semana. Está a rodar em loop desde as 18h do dia de hoje e é mesmo bom sentir que há coisas que nunca mudam. Já sabem o que têm de fazer, não preciso dizer mais nada.

Burial Hex – The Most Foolish Son is Always the Oldest One
Passei um fim de semana na companhia de pessoas maravilhosas que têm muito para partilhar e como sou das pessoas que mais paixão tem em aprender e conhecer coisas novas, estou sempre atenta e receptiva ao que posso absorver. Burial Hex foi uma das partilhas/surpresas desta semana. O toque Nick Cave foi das coisas que mais adorei nesta “The Most Foolish Son is Always the Oldest One”.

Anna von Hausswolff – Evocation
A Anna e o seu “The Miraculous” continuam a fazer parte das minhas audições diárias e pelos vistos não têm feito só parte das minhas, mas também das audições diárias do gigante Michael Gira. A Anna vai crescer, e muito. Se ainda não ouviram o álbum façam um favor a vocês próprios, até os Swans preferem estar em casa a ouvir Anna von Hausswolff.

NEVOA – The Absence of Void
Finalmente vi NEVOA ao vivo e só posso dizer que tenho um tremendo orgulho nestes músicos. A “The Absence of Void” foi a música escolhida para abrir o concerto e não podia ter começado de melhor maneira.

Marika Hackman – Let me in
Não há melhor companhia de viagem que este “We Slept At Last” da Marika Hackman. 3h30 de viagem em loop.

Escolhas de Ricardo Almeida:

Kamasi Washington

Kamasi Washington – Change of the Guard
Gosto quando um disco me obriga a fazer um esforço. Gosto quando um disco exige persistência até nos começar a revelar os seus segredos – um pouco como aquela rapariga que gosta de se fazer de difícil. Foi isso que aconteceu, por exemplo, com o To Be Kind dos Swans. Também o concerto do Basinski teve um efeito semelhante, obrigou-me a concentrar e ir atrás da música. Acho tudo isso um exercício muito interessante e dá-me gozo. The Epic, do Kamasi Washington, é um disco genial do qual é difícil não gostar. Mas são três horas, amigos! Quem é que em 2016 “perde” três horas do seu dia a ouvir, ou melhor, a escutar activamente um disco? Atenção, isto não é uma crítica negativa, muito pelo contrário. É verdade, três horas é só para as Rosas Motas dos escutadores de discos, mas The Epic é isso mesmo, é ÉPICO! Uma autêntica masterclass.

Ben Frost – Nolan
Black Fridays e histerismos do género passam-me um bocado ao lado. No entanto, entre ontem e hoje fiz o meu próprio “black weekend” e gastei uma quantia absurda no discogs. A edição especial do AURORA, com o disco amarelinho, foi uma das coisas que comprei.

A Place to Bury Strangers – I Lived My Life to Stand in the Shadow of Your Heart
O Exploding Head, e como gosto deste disco, também vem a caminho. Infelizmente ainda não foi desta que arranjei o LP a preços aceitáveis. Ao menos o cd pode tocar no carro.

This Gift is a Curse – Hanging Feet
Tive o prazer de entrevistar pessoalmente os Enablers antes do concerto no Musicbox. No final da noite saí da sala um pouco chateado. É triste que uma banda como os Enablers – que lançaram um dos melhores discos deste ano – tenha tocado para meia dúzia de gatos pingados. Mereciam mais, bem mais. Esta semana lá fiz o esforço e fui até Cascais a uma quinta-feira à noite para ver os This Gift is a Curse (gosto do nome desta banda). Tirando o pessoal das bandas e da organização, nem 20 pessoas deviam estar a assistir.

Swans – Feel Happiness
Pois quereis saber como cavar um buraco negro no peito? Eis a resposta. Lá para os doze minutos o Michael Gira abre a boca e diz umas coisas fortes.

Escolhas de Hugo Rodrigues:

Vennart

Vennart – Don’t Forget the Joker
Um dos grandes malhões deste ano.

Shone Piano Wire Number 12
Os Shone são um daqueles casos em que o hype gerado antes do lançamento de um álbum cria exactamente o oposto do que se pretende. Infelizmente para eles o disco de estreia não conseguiu resistir ao mistério que criaram antes de o lançar e que tanto interesse gerou na cena mais underground americana. Para mim, sobrevive esta Piano Wire Number 12, de que gosto bastante.

Exotic Animal Petting Zoo – Seeds
O Spotify fez-me o favor de lembrar dos Exotic Animal Petting Zoo. Ainda que não tenha gostado muito do seu último álbum, o I Have Made My Bed In Darkness foi um dos meus discos preferidos de 2008 e volta e meia volta a rodar por aqui.

And So I Watch You From Afar – Big Thinks Do Remarkable
Chegou aquela altura do ano em que se começam os balanços e, ainda sem ter pensado muito no assunto, começo a achar que 2015 foi um ano fraquinho musicalmente (pelo menos para mim). No entanto, o concerto dos irlandeses And So I Watch You From Afar terá seguramente lugar na minha lista de melhores concertos do ano. Esta semana apeteceu-me recordar.

Patrick Watson – The Great Escape
O Mexefest deu este fim de semana ainda mais vida à Avenida da Liberdade, em Lisboa, e Patrick Watson foi uma das estrelas do festival. Vou ter que confessar que pouca coisa me ficou na retina, mas o pedaço que vi do concerto do músico canadiano foi bem bonito.

Arte-Factos

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