Músicas da Semana #176

Escolhas dos Vaga-Lume:

City and Colour

City and Colour – If I should go before you (João Dores)
Sem dúvida a minha banda predilecta. Sigo-a desde o seu início e já tive a oportunidade de a ver ao vivo por quatro vezes, a quinta será no próximo mês de fevereiro, em Londres. A música que intitula o novo álbum de City and Colour, If i should go before you, é um bom exemplo da qualidade desta banda. Para mim uma verdadeira inspiração.

José González – Stories we build, stories we tell (João Dores)
Uma música que faz parte do novo álbum de José González, Vestiges & Claws, e que está sempre em modo repeat. Vi-o pela primeira vez no ano passado, no CCB. Grande concerto, grande novo álbum.

Incubus – Trust Fall (João Dores)
Uma banda a quem fui sempre fiel e que continua a surpreender-me. A música Trust Fall é do novo álbum da banda e volta um pouco às raízes de Incubus.

Homem ao Mar – Adeus até mais ver (Guilherme Portugal)
Uma música que ouvi por acaso no Youtube. Simples, com uma melodia e harmonias que ficam logo no ouvido e uma boa letra. Das melhores músicas portuguesas que ouvi nos últimos tempos.

Josh Rouse – Come back (Light therapy) (Guilherme Portugal)
Faz parte de um álbum que ouço todas as semanas há anos e que recomendo a quem gosta de música folk.

Escolhas de Andreia Vieira da Silva:

Gary Moore

Gary Moore – Out in the Fields
Incrivelmente agarrada a isto. Boa voz, bom instrumental. Tudo lá.

Kenny Loggins – Danger Zone
Fui aos anos 80 e voltei.

Hozier – Take me to Church
A par do concerto de ontem, esta e outras do registo homónimo estão em repeat.

Rhodes – Raise Your Love
Uma boa revelação a primeira parte do concerto de Hozier. Miúdo promissor.

Survivor – Burning Heart
Bora lá, anos 80.

Escolhas de Cláudia Andrade:

Daughter

Daughter – Alone/With You
“I hate living with you. I should get a dog or something”. Esta foi uma semana cheia de novos e bons lançamentos, sendo o novo de Daughter o que mais me agarrou. É um álbum diferente, apaixonante, que deve ser ouvido com atenção, de preferência com as letras à vossa frente. As guitarras brilham, as letras brilham, a voz brilha e ainda agora estamos em Janeiro e já temos um álbum que vai com toda a certeza fazer parte de um Top 10 de 2016.

Ulver – Cromagnosis
Com data prevista de lançamento para o próximo dia 22, o novo de Ulver é sem dúvida alguma, para mim, um dos álbuns mais esperados deste ano. Já anda pela internet num bandcamp qualquer não oficial este mágico ATGCLVLSSCAP, que é nada mais nada menos que um conjunto de improvisações criadas em 12 concertos durante o ano de 2014 e trabalhadas posteriormente em estúdio. Comecei a ouvi-lo hoje e já sei que vou andar nisto durante as próximas semanas. Façam um favor a vocês mesmos, ou então esperem até dia 22… se conseguirem.

Shearwater – Only Child
Quem também chegou neste início de ano foi o novo de Shearwater. Esta “Only Child” foi a primeira bela amostra deste novo álbum que ainda não consegui ouvir até ao fim com a atenção devida (não é fácil pegar num álbum “feliz” como este depois de ouvir a depressão do “Not To Disappear” de Daughter).

Jesu/Sun Kill Moon – A Song Of Shadows
Esta semana também ficou a cargo do álbum que junta Jesu e Sun Kill Moon. O Mark Kozelek é uma seca, não tenho como contornar isso, mas é Jesu e Jesu está lá se desligarmos a voz do Mark da nossa cabeça. Em algumas músicas é difícil, mas consegui ouvir esta “A Song Of Shadows” sem vacilar por isso não está assim tão má. Espero que o Justin um dia refaça este álbum só com a voz dele.

David Bowie – Lazarus
Segunda-feira acordámos com a notícia que o maior camaleão da pop tinha morrido. Confesso que nunca ouvi um álbum do David Bowie do princípio ao fim, até porque ele teve muitas fases (muitas) com as quais não me identifico. Mas o que é certo é que ele revolucionou em muito o mundo da música e soube sempre recriar a sua imagem e estar sempre um passo à frente de tudo e todos, era sem dúvida uma mente futurista, criativa, que fez questão de nos impressionar até ao dia da sua morte. Esta Lazarus, tanto música como letra foi das coisas que mais me impressionaram esta semana e pela primeira vez tive realmente vontade de ouvir um álbum deste senhor do princípio ao fim.

Escolhas de Hugo Rodrigues:

Atmospheres

Atmospheres – The Farthest Star
O disco é do ano passado mas chegou-nos esta semana ao e-mail. E quando entre as bandas “semelhantes” se menciona Palms e Oceansize, podem ter a certeza que eu vou espreitar, mesmo que essas informações nunca sejam muito fiáveis. Não me querendo alongar nas parecenças ou não, a verdade é que gostei bastante do disco e a The Farthest Star ficou-me particularmente no ouvido.

Brand New Brother’s Song (Demo 2006)
Há coisa de uma ou duas semanas os Brand New mandaram cá para fora o disco que junta algumas demos da banda. Não sendo nada de novo, ou de espantoso, às vezes é interessante ficar a conhecer aquele meio termo de existência de uma música até chegar à versão final.

The Gaslight Anthem Blue Dahlia
Esta semana voltei a pegar no Handwritten dos The Gaslight Anthem e a Blue Dahlia (que é uma faixa bónus), é uma das minhas preferidas.

Silver Snakes – Red Wolf
Outro disco recente que nos chegou esta semana que passou ao mail. Desta vez não foram as bandas semelhantes que me chamaram a atenção mas sim o facto de andarem em digressão com os glassjaw. É bom.

Dredg – Bug Eyes
Às vezes esqueço-me como os Dredg têm excelentes álbuns e músicas. Esta semana não foi esse o caso.

Escolhas de Ricardo Almeida:

Jesu & Sun Kil Moon

Jesu / Sun Kil Moon – Exodus
Tenho andado um pouco a leste da música, mais por falta de tempo do que outra coisa, e já há algum tempo que não me dedico a ouvir coisas novas como deve de ser. Este surgiu na internet no passado dia 15 e é o primeiro de 2016 que oiço. Até agora estou a gostar da dupla Broadrick/Kozeleck e acho que me vai acompanhar nos próximos tempos.

Tears For Fears – The Working Hour
Se não há tempo para ouvir coisas novas, revisita-se pancadas antigas. O que mais tem rodado nas pausas e horas de almoço é este super-clássico. Atento, consciente e criativo sem sacrificar a catchyness de uma canção pop. Se vão usar sintetizadores pirosos e produções um tanto ao quanto plásticas, aprendam com os melhores. Esqueçam o glam rock, isto são os 80s que interessam!

Rage Against the Machine – Bullet in Your Head
Este já não saía da prateleira há anos. Não me apetecia ouvir nada em particular, então peguei no primeiro que me apareceu à frente e foi este pedaço de história que me acompanhou até ao trabalho. Tenho pena de não me dar muito bem com a minha memória e de este concerto já estar muito apagadinho na minha cabeça.

David Bowie – The Stars (Are Out Tonight)
Nunca vi tanto “fã de David Bowie desde pequenino”, o facebook está impossível. Sendo completamente honesto: só conheço o The Next Day, a The Man Who Sold the World (por causa dos Nirvana) e a Lets Dance. É verdade, sou um desses cegos surdos mudos que não conhecem Bowie, apesar de já andar para explorar o trabalho dele há muito tempo.

Neurosis – I Can See You

Arte-Factos

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