Músicas da Semana #178

Escolhas de Pedro Syrah:

Pink-Floyd

Pink Floyd – Echoes
Pela influência incontornável na minha composição e no meu estilo. Pink Floyd constituem um marco na música e considero esta música uma das melhores por eles feita, apesar de ser difícil escolher uma. Por influência do meu pai, ouço Pink Floyd desde sempre, sendo uma das bandas que guardo com maior respeito. Esta música em particular foi catalisadora do músico que sou hoje, tendo percebido a ver o “Live at Pompeii” que queria ser músico.

Radiohead – How to Disappear Completely
Para mim uma das músicas com maior significado na obra de Radiohead. Sem dúvida outra influência incontornável no meu trabalho. Esta música ganha pela excelente composição e pela incansável procura de sons para criar uma atmosfera única, sendo, no caso desta música, a utilização do som inconfundível dos Ondes Martenot.

Johnny Cash – Hurt
Há dois tipos de pessoas: os que gostam de Johnny Cash e os que hão de gostar de Johnny Cash. Apesar de não ser da sua autoria, esta música reflecte a vida e obra do músico. Dos poucos que conseguem dar uma intensidade tal às palavras que não deixam ninguém indiferente.

Jimi Hendrix – Castles Made of Sand
Um mágico… É assim que recordo desde sempre Jimi Hendrix. Recordo-me da primeira vez que ouvi uma música de dele: “Crosstown Traffic” no carro de um amigo. Desde esse momento nunca parei de o ouvir. Esta música é a típica simbiose entre Jimi e a guitarra, sendo para mim um dos melhores exemplos da sua obra.

Tom Waits – Poor Edward
Para mim um dos melhores compositores de sempre. Um homem que consegue criar universos improváveis, de uma genialidade que só os melhores têm. Tom Waits será sempre a ligação entre o belo e o cru, entre a harmonia do piano e a dureza da sua voz. A “banalidade” genial das suas letras reflectem a vivência noctívaga que sempre o caracterizou.

Escolhas de Hugo Rodrigues:
©Gonçalo Delgado

©Gonçalo Delgado

Bruma – Bola Oito
2016 ainda agora começou e para mim já está a ser musicalmente melhor que praticamente todo o 2015. Este será um ano repleto de grandes lançamentos, internacionais e nacionais, e os Bruma encaixam-se nesta última categoria. Pesadelo está já aí para quem o quiser ouvir e esta Bola Oito é a minha preferida.

Beach Slang – Dirty Cigarettes
Ainda que estivesse há algum tempo para ouvir os Beach Slang, só esta semana é que o fiz, cortesia do Spotify. A Dirty Cigarettes pegou e acabou por me acompanhar ao longo destes últimos dias.

HoaxHoax – Ablution
Descobri este trio francês instrumental recentemente e agradou-me a sua mistura de pós-rock, jazz e afins. Em Fevereiro editam Shot Revolver e a Ablution faz parte desse disco.

Men Eater – Lisboa
Os Men Eater anunciaram há alguns dias que o ciclo de existência da banda se irá fechar definitivamente no dia 29 de Abril, aquando da sua actuação no Sound Bay Fest. Vão deixar saudades.

Oceansize – Amputee
Se fizesse uma contagem das bandas que partilho aqui quase todos os domingos é bastante provável que os Oceansize estivessem muito bem colocados. A verdade é que não há semana em que não os oiça e portanto isso justifica-se dessa forma.

Escolhas de João Neves:

Three-Trapped-Tigers

Three Trapped Tigers – Silent Earthling
Provavelmente não muito conhecidos, mas de todo bastante interessantes. Esta semana os Three Trapped Tigers anunciaram um novo álbum com esta música como amostra. Para já, promete.

Cock & Swan – Rabbit’s Dream
Esta banda de pessoas mais que habituadas a tempo frio também escolheram estes dias para mostrar material novo mas, neste caso, não anunciaram nada de concreto.

Steve Reich – Electric Counterpoint
Este excelente trabalho do compositor contemporâneo também foi uma das escutas semanais. É exemplo máximo do tipo de música que gosto de comparar o consumo ao de filmes e livros, para se ouvir e saborear com o máximo de atenção possível.

Shigeto – Sky of the Revolution
Para quem não conhece e como o próprio a descreve, é musica electrónica com a junção de elementos mais orgânicos, normalmente bateria. Para além de ser música bem interessante, Shigeto também se pode dizer que é um excelente baterista.

Sigur Rós – Svefn-g-englar
Já não se ouvia Sigur Rós por estas bandas faz tempo…faz tempo e faz falta. Sigur Rós bem se pode dizer que é daquelas bandas com fins terapêuticos.

Escolhas de Ricardo Almeida:

Arcade Fire

Arcade Fire – We Exist
Adoro os Arcade Fire, mas acho que ainda não é desta que vou voltar a vê-los ao vivo. Saudades de quando os festivais “grandes” eram realmente focados na música.

Machine Head – Now I Lay Thee Down
Tenho pena mas acho que prefiro não ver os Down se eles vierem cá um dia destes; Phil Anselmo voltou a fazer das dele. O Phil poderia ter sido grande e respeitado, afinal de contas foi a cara de uma das bandas mais influentes de sempre. Com o passar dos anos, Anselmo só se afunda cada vez mais e mostra que no fundo não passa de um redneck sem miolos. Desta vez a polémica envolveu saudações nazis e um “white power” gritado bem alto pelo ex-Pantera. E o mais triste é que nada disto me surpreende. Hoje em dia Machine Head passa-me ao lado, mas há que tirar o chapéu a Rob Flynn por os ter tido sítio e ter dado a cara para dizer aquilo que muitos apenas pensam. Tendo partilhado o palco com Anselmo, Rob Flynn teve a atitude certa; apertava-lhe a mão e pagava-lhe um copo.

Tó Trips – Makumba das Foncas
Já andava para ver o Tó Trips a solo há demasiado tempo. Fiz trinta por uma linha, troquei o turno no trabalho, mandei os meus amigos irem dar uma volta (preferem sempre ir segurar num copo para o Bairro Alto e dizer baboseiras a noite toda), meti gasóleo no carro e lá fui eu sozinho até ao Barreiro. Valeu a pena, vale sempre.

The Firstborn – Sunyata (The Wisdom Of Emptiness)
Os The Firstborn são (se é que ainda existem) das bandas mais sui generis que conheço, certamente um dos projectos mais interessantes de sempre a nível de metal nacional. Caminham pelos trilhos do avant-garde e do progressivo e preferem Buda, ou como dizia a encarnação do Herman do Batista Bastos, o “boneco da Michelin com brincos”, a Belzebu. Na passada terça-feira lembrei-me desta banda e foi um dos discos deles que me acompanhou no percurso diário até Lisboa.

Peter Gabriel – Red Rain
Se não me falha a memória foi no concerto de lançamento do The Noble Search, no Musicbox, que os The Firstborn tocaram uma versão da “Red Rain” do Peter Gabriel. Foi graças a essa versão que depois fui ouvir o So e constatei que é um disco do caraças. E já que estamos a falar de covers de Peter Gabriel: uns anos mais tarde os Mouth of the Architect fizeram uma coisa espectacular com a “In Your Eyes” – por acaso, foi a última coisa boa que fizeram.

Escolhas de Isabel Leirós:

NO

New Order – The Game
O “Music Complete” continua a render e nesta semana ocupou a primeira fila dos álbuns em escuta, quer por ser um disco impecável, quer por eu já estar impaciente com o tempo que a promotora está a demorar a confirmar a presença dos britânicos em Portugal, num qualquer festival.

Kanye West – Black Skinhead
As broncas da internet rendem mais que a Bolsa de Nova Iorque, e esta semana tivemos Kanye num beef bem público. Quem ainda não sabia que ele está prestes a lançar novo trabalho, ficou a saber. Isto faz-me questionar a autenticidade destes e-incidentes, que parecem demasiado estratégicos para serem meramente acidentais. Afinal, o Twitter e o Instagram são actualmente as ferramentas de maior exposição das figurais centrais da cultura pop norte-americana. Foi um bom pretexto para recordar este malhão do trabalho anterior.

Ulver – Moody Stix
Os noruegueses podem já ter celebrado os vinte anos de carreira, mas só parei para os ouvir com atenção esta semana. Shame on me. Pelo caminho, piquei o recém-lançado “ATGCLVLSSCAP” e a terceira faixa – Moody Stix – ficou bem aconchegada no ouvido. Donos de um percurso atípico, os Ulver provam que não é preciso levar a vida na rotina da repetição e que mudar de rumo é, tantas vezes, a salvação.

Lower Dens – Quo Vadis
Para quê a ficção, se a realidade supera a imaginação? Esta semana dei por mim a tomar o caminho errado e a perder-me nas ruas da cidade. Nesse momento exacto, o modo aleatório do Spotify foi parar a este Quo Vadis – do Latim “para onde vais?”.

Evols – On The Road
Ano novo, vida nova para os Evols: novo álbum, novos rostos em palco, e até nova sonoridade. Irreconhecíveis neste “On The Road“, o single foi oficialmente lançado há dias com um vídeo bem à medida. Uma música que se anunciava já em 2013, que finalmente podemos vê-los tocar ao vivo.

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