Minta  & The Brook Trout no CCB (26/02/2016)

Minta & The Brook Trout no CCB (26/02/2016)

©Vera Marmelo

©Vera Marmelo

Passava pouco das 21h de sexta-feira, no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém, com “casa cheia”, quando Minta & The Brook Trout abriram as hostes para a apresentação de Slow, o mais recente trabalho de (relativa) longa duração da banda, e sucessor de Olympia, de 2012.

Dizemos relativa porque passou a correr. No site do CCB era anunciada 1h de espectáculo (sem intervalo) e assim foi. Sand, Light Blue Blues, Plaid and Denim, Holy Trinity, In Spain, e mais uma mão cheia de nomes novos e de músicas que daqui a mais um par de audições conheceremos de cor. Não fugiram muito àquele que tem sido o registo da banda: canções “suaves”, em sonoridade e duração, mas com pormenores de composição muito interessantes. Embora o tema principal das letras de Francisca Cortesão – arriscamos – sempre tenham sido relações bastante adultas e algumas das suas vicissitudes e dilemas, Slow parece continuar a explorar temas mais virados para a vida em comum (“I’ve got you to come home to“; “could you ever call it home?“) e para as referências familiares, já aflorados em Olympia, resumindo assim uma primeira impressão.

Sempre com uma apresentação muito clean em palco, e sem prejuízo de alguns problemas de som, quem teve a oportunidade de assistir ao concerto beneficiou excepcionalmente da indescritível voz de Francisca Cortesão, da sua incrível combinação com a de Mariana Ricardo e da categoria dos novos membros da banda, Margarida Campelo (Julie & The Carjackers, Bruno Pernadas, entre outros) no órgão, Tomás Sousa (dos YCWCB, e em substituição de Nuno Pessoa) – muito preciso -, na bateria, e Bruno Pernadas – cuja presença se fez sentir em diversos momentos, com destaque para o mais solístico em Little Falls -, na guitarra.

Houve ainda lugar para temas “antigos” na segunda metade do concerto: Falcon, Blood & Bones, Future Me, The Right Boulevards e Large Amounts, interrompidos por Old Habits e o single do novo álbum I Can’t Handle the Summer,  e novamente retomados no encore com o clássico A Song to Celebrate Our Love.

Sem ukelele ou convidados especiais, foi um concerto muito simplista, bom para quem tem seguido o trabalho da banda e queria voltar – como diz a expressão inglesa e como nos faz sempre sentir Minta – a “casa”.

Inês Cisneiros

Excedeu o limite máximo de caracteres.