2016 é Massive Attack

2016 é Massive Attack

Massive-Attack

Heligoland” saiu há seis anos e era até ao passado dia 28 de Janeiro o último registo dos seminais Massive Attack – sim, os tipos da música do Dr. House. Seis anos de jejum e eis que a banda anuncia para 2016 não um, não dois, mas três lançamentos. O duo mais conhecido da cena de Bristol – chamam-lhe trip-hop – planeia lançar dois EPs e um álbum até ao final do ano – algures entre tudo isso subirão ao palco do Super Bock.

“Ritual Spirit” é o primeiro dos três lançamentos agendados para 2016 e contabiliza quatro faixas.

  • Dead Editors (com Roots Manuva)
  • Ritual Spirit (com Azekel)
  • Voodoo In My Blood (com Young Fathers)
  • Take it There (com Tricky)*

* “Take It There” marca a primeira colaboração de Adrian “Tricky” Thaw com os Massive Attack desde Protection (1994).

Os moços de Mezzanine (1998) não são humildes no que toca a colaborações e desta vez contam com Roots Manuva e Azekel nas duas primeiras faixas, e um nome cimeiro do hip hop mais ambicioso, Young Fathers, bem como o velho mestre, figura indissociável do próprio trip-hop, o subversivo Tricky, a fechar o registo.

Se as colaborações são escolhidas a dedo, os videoclips não merecem menor cuidado, e só este ano já vamos em três: Ritual Spirit, Voodoo In My Blood e Take It There. De “Ritual Spiritual”, com uma Kate Moss a dançar num ambiente íntimo e ritualista, às neuróticas incursões pela noite em “Take It There”, os Massive Attack apresentam-se com a mesma confiança de sempre. Numa altura em que a música electrónica está em alta, e o que não falta por aí são jovens promessas, os cotas de Bristol provam continuar entre os mais relevantes. Servindo-se de vários mediums, mantêm o mesmo espírito criativo e irreverente de sempre.

Ricardo Almeida

Nasceu em 89, não gosta de futebol e tem Demis Roussos como líder espiritual.