IndieLisboa 2016 – Programação

IndieLisboa 2016 – Programação

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Foi hoje divulgada a programação completa da 13ª edição do Festival Internacional de Cinema Independente de Lisboa, que a organização descreve como «um retrato do ano cinematográfico independente, com muita produção inédita, em particular no cinema português».

Dos 289 filmes em exibição, 40 são portugueses, a maioria em estreia mundial – 10 longas-metragens e 30 curtas, 21 das quais integram a Competição Nacional. É o caso das longas-metragens Treblinka (de Sérgio Tréfaut), Paul (de Marcelo Félix), O Lugar que Ocupas (de Pedro Filipe Marques) e Estive em Lisboa e Lembrei de Você (de José Barahona) e das curtas Ascensão (de Pedro Peralta), Balada de um batráquio (de Leonor Teles, vencedor do Urso de Ouro no festival de Berlim), Campo de Víboras (de Cristèle Alves Meira) ou Chatear-me-ia morrer tão joveeeeem… (animação de Filipe Abranches). Estes dois últimos integram também a Competição Internacional, onde figura a longa-metragem portuguesa Olmo e a gaivota (de Petra Costa e Lea Glob). As sessões especiais incluem uma programação dedicada á produção nacional, com destaque para Cartas de guerra (de Ivo M. Ferreira), O cinema, Manoel de Oliveira e eu (de João Botelho), Operação Angola: Fugir para Lutar (de Diana Andringa), A Vossa Terra (de João Mário Grilo, sobre a figura e pensamento de Gonçalo Ribeiro Telles) e A Ilha dos Ausentes (de José Vieira, um filme-ensaio sobre a emigração portuguesa em França). Os espectadores podem ainda assistir a filme-concerto, organizado em colaboração com Os Dias da Música do CCB: criado pelos músicos Mário Marques (saxofonista) e Daniel Bernardes (pianista) e com concepção visual e edição de imagem de Gonçalo Tarquínio, O Rondó da Carpideira é um espectáculo multidisciplinar de homenagem a Michel Giacometti e ao seu trabalho de recolha etnomusicológica.

A Secção Novíssimos exibe como habitualmente, títulos de jovens cineastas ainda desconhecidos, pretendendo-se apoiar trabalhos autónomos e sem financiamento que encontram no IndieLisboa a primeira oportunidade de contacto com o público. Já a Secção Silvestre, que reúne algumas obras de autores jovens e consagrados com assinaturas particulares, homenageia este ano o trabalho do cineasta francês Jean-Gabriel Pèriot com base em found foortage e imagens de arquivo. Na secção Indie Music os filmes do ano são dedicados a Janis Joplin, Sharon Jones e aos portugueses Parkinsons. No âmbito da Secção Boca do Inferno, uma maratona noite dentro –apenas para os mais corajosos – acontece no dia 23 de Abril, a partir das 23h30 no Cinema Ideal.

Love & Friendship L’avenir, os novos filmes de Whit Stillman e Mia Hansen-Løve (herós independentes da edição de 2015), são projectados nas sessões de abertura e encerramento do festival. Este ano, a Secção Herói Independente é dedicada ao actor e realizador francês Vincent Macaigne e a Paul Verhoeven. Organizada em colaboração com a Cinemateca, é a primeira retrospectiva integral em Portugal da obra do cineasta holandês – celebrizado pelos seus filmes violentos e de forte conteúdo erótico – e uma oportunidade para rever, no cinema, clássicos como Basic Instinct, Total recall ou Showgirls, um objecto arrasado pela crítica e que é hoje um incontornável filme de culto. Em falta ficará apenas o seu último filme, o muito aguardado Elle, com Isabelle Hupert, que estreará no festival de Cannes no próximo mês de Maio.

Para lá do cinema, o IndieLisboa 2016 não dispensará os tradicionais concertos e festas. Um concerto das Pega Monstro abrilhantará a festa de antecipação do festival, seguido de um DJ set de Pedro Ramos, no dia 9 de Abril nas catacumbas do Liceu Camões. Este é o primeiro evento IndiebyNight do ano, antecedido pela exibição, no auditório do liceu, às 21h30, do filme RoboCop, de Paul Verhoeven – um dos heróis independentes.

O IndieLisboa 2016 decorre de 20 de Abril a 1 de Maio na Culturgest, Cinema São Jorge, Cinemateca Portuguesa e Cinema Ideal. As bilheteiras abrem no dia 6 de Abril e a programação completa pode ser consultada na página do festival.

Edite Queiroz

Nasceu em Coimbra.
Psicóloga. Cinéfila.
Vive em Lisboa.

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