Mais gospel dos Those Poor Bastards em “Sing it Ugly”

10710734_10152675529771187_1767383798096148357_n

Those Poor Bastards play miserable and primitive old-time gothic country music. Lonesome Wyatt (guitar, vocals) and The Minister (banjo, bass, etc.) are both legally certified holiness preachers.

Frequentas regularmente cachorrarias, croqueterias e pregarias? Sítios com nomes tão parvos como ‘o ferreiro da bifana’ ou ‘o salão da pescadinha de rabo na boca’. Dás 30€ para te apararem a barba e o Holme’s Place é a tua segunda casa? Tens inundações recorrentes lá em casa, ou a senhora que te faz as bainhas tirou-te mal as medidas? Aprecias malabarismo, arranjos florais  e uma mistura de água tónica com uma bebida que sabe a perfume? Adoras sunsets e rooftops? Então, amigo, temos pena mas esta banda não é para ti.

Deixemos que sejam os próprios Those Poor Bastards a apresentarem-se:

Percebido? Pois é, estes amigos do Wisconsin não querem saber se parecem cadáveres andantes nem se se regem por um código moral (ou ausência dele) um bocadinho diferente do da maioria das pessoas. Têm a certeza que vão parar ao inferno e não estão nem um bocadinho preocupados. Tocam uma espécie de country n’roll, ou country doom como lhe chamam, e são do mais castiço que há. Sabem que o mundo é um lugar cruel, por isso enchem-se de comprimidos, tocam Johnny Cash e, entre goles de whisky e fumo de tabaco, contam-nos histórias que bem poderiam ter passado de geração em geração, desde os tempos em que os pioneiros avançavam na fronteira rumo ao Oeste, num tom  que remete para gótico mas sem o “dramaqueenismo” do costume. Diz que têm um disco novo onde se riem de nós todos, idiotas da cidade.

Os Those Poor Bastards lançaram no passado dia 15 o seu oitavo disco de originais, “Sing It Ugly”, pela Tribulation Recordings.

Ricardo Almeida

Nasceu em 89, não gosta de futebol e tem Demis Roussos como líder espiritual.