Músicas da Semana #188

Escolhas dos Retimbrar:

Tom-Waits

Tom Waits – Lucinda/Ain’t Goin’ Down
O Tom Waits tem uma presença e uma personalidade tão fortes e tão únicas, é realmente uma carta fora do baralho. É incrível ouvir a evolução dos seus discos ao longo do tempo e observar a forma como ele emprega cada vez mais carga e densidade às suas músicas e à sua voz. Não se limitando a conservar o seu estilo, vinca cada vez mais o seu som e cria ambientes musicais espantosos.

Tinariwen – Azawad
Os Tinariwen são uma super-banda, alguns de nós já os viram  ao vivo mais do que uma vez e foi sempre uma experiência muito forte. São uma inspiração para o que fazemos nos Retimbrar, ou pelo menos para o que queremos vir a fazer no futuro, em termos de simplicidade nos arranjos e efectividade das melodias e dos ritmos.

Coetus – María Ramo de Palma
Os Coetus são um colectivo de Barcelona, que se apresenta como uma Orquestra de Percussão Ibérica. O trabalho deles é exclusivamente com vozes e percussões tradicionais de Espanha e Portugal e é realmente muito empolgante de ouvir. Para os aficcionados da percussão e do mundo da música tradicional, é um grupo a que vale a pena prestar atenção.

Codona – Que Faser
Um tributo ao Naná Vasconcelos, falecido há poucas semanas. Há alguns anos atrás, na Casa da Música, vários retimbraleiros estiveram presentes numa oficina de percussão dirigida por este mestre universal da partilha através da música. Foi aí que tomámos conhecimento da existência do grupo Codona, com quem ele gravou 3 discos entre 79 e 83. É música ancestral e futurista, demasiado inspiradora para deixar no esquecimento.

José Afonso – À Proa
O Zeca Afonso podia ser dispensado desta lista, não porque não mereça, mas porque já é muitas vezes referido. Por outro lado, a sua obra é tão mas tão rica que consideramos ainda haver muito por explorar e dar a conhecer. Este tema instrumental, À Proa, foi uma das primeiras músicas que tocámos nos Retimbrar, quando adicionámos instrumentos de corda à percussão, em 2011. Transmite-nos uma ‘esperança de vida’ ímpar. Traz em si a vontade da realização dos sonhos, mas também a certeza dum caminho difícil para lá chegar. Uma sensação de infinito, de estarmos no começo de tudo, antes até da própria vida, e estar no fim ao mesmo tempo. É mesmo muito especial.

Escolhas de Hugo Rodrigues:

Deftones

Deftones – Gore
Tenho andado a degustar ao longo desta semana o novo disco dos Deftones e, curiosamente, a faixa que lhe dá título acabou por ser uma das que mais se destacou por aqui.

Explosions In The Sky – Disintegration Anxiety
Acabo por escolher de novo a Disintegration Anxiety dos Explosions In The Sky via presença há alguns dias da banda no The Late Show with Stephen Colbert, num programa que contou ainda com Nick Offerman como convidado (saudades Ron Swanson).

Julien Baker – Rejoice
Desde que me cruzei com o álbum de estreia de Julien Baker que ele não mais saiu da minha vista, ou ouvidos, neste caso. A voz doce da cantora norte-americana continua a encantar-me os dias, mesmo que a maior parte das suas canções não sejam propriamente a puxar para o feliz.

Violent Soho – How to taste
Já aqui tive oportunidade de escrever que 2016 está a ser um ano incrível de lançamentos, para bandas de que gosto. Os Violent Soho enquadram-se nessa situação e esta How to taste tem tudo aquilo que me puxou para gostar da banda em primeiro lugar.

Weezer – California Kids
Não sei ainda muito bem o que acho do novo disco dos Weezer, no entanto, se há coisa de que não podemos acusar a banda de Rivers Cuomo é de fazer música que não fica na cabeça. E para dizer a verdade, mesmo que não seja com este novo trabalho, com os primeiros raios de sol a espreitar por entre dias chuvosos, está na altura de começar a desenterrar uma das minhas bandas sonoras preferidas para dar as boas vindas ao calor, o álbum verde.

 Escolhas de Sandro Cantante:

ESFERA

Esfera – All the Colours of Madness
Os setubalenses Esfera deram-me aquele que é um dos meus álbuns favoritos deste ano até ao momento com All The Colours of Madness. Não quero ser suspeito por ser banda aqui da minha terra, a energia e a musicalidade colocada nestas oito faixas de bom rock progressivo é notável. Podia ter escolhido qualquer uma das outras músicas do álbum, há qualidade que baste.

Bloc Party – The Love Within
Depois de dois álbuns que me passaram completamente ao lado, decidi dar uma nova chance aos Bloc Party com o mais recente HYMNS. É estranho e diferente do que me habituei a gostar deles, mas por alguma razão é também viciante. Podemos estar perante uma razão para ir dar uma volta ao Super Bock Super Rock.

Deftones – Romantic Dreams
Os Deftones lançaram um novo álbum recentemente e ainda não o ouvi. Entretanto, enquanto esperava, ouvi várias vezes Koi No Yokan que foi o álbum que finalmente me meteu a gostar disto.

Nobuo Uematsu – You Are Not Alone
A banda sonora de Final Fantasy IX é um dos melhores exemplos daquilo que o compositor japonês Nobuo Uematsu é capaz de fazer. Tenho ouvido de uma ponta à outra e esta fica como uma das melhores entre as melhores. Que pena cada vez ser mais raro surgirem OSTs destas em jogos.

Alter Bridge – Ties That Bind
Tenho ouvido muito Alter Bridge, sem nenhuma razão válida para isso além de me apetecer. Esta tem de ser a pior entrada de sempre nas Músicas da Semana, mas nem por isso deixa de fazer sentido.

Escolhas de João Neves:

Youthless

Youthless – Golden Spoon
O meu conhecimento de Youthless não era muito profundo mas por estes dias tenho ouvido muito. Oiçam também o novo “This Glorious No Age” de onde podem tirar mais umas quantas tão fixes como esta Golden Spoon.

Linda Martini – Putos Bons
Era para já ter vindo na semana passada, mas com a correria que têm sido estes dias já não fui a tempo de vos dizer o que andei a ouvir, mas os Linda Martini merecem bem que lhe guardemos o lugar. Pois que cantemos em coro…

Biffy Clyro – Wolves of Winter
Estes dias têm sido de tantas novidades que devia de dar para escolher para aí 10 músicas da semana. Entre essas novidades estão os Biffy Clyro com nova música e novo álbum anunciado para breve. Continuam bem pujantes e de relembrar que estarão por cá no NOS Alive, se continuarem como anteriormente será um concertaço!

Pega Monstro – Amêndoa Amarga
Já há algum tempo que não via um concerto sem estar de alguma forma a trabalhar (atenção, de todo me estou a queixar, muito menos isso me incomoda), aconteceu ontem há noite com estas grandes senhoras e são de todo mais uma pedra a sustentar a minha preferência por música ao vivo.

Mogwai – Are You A Dancer?
E para acalmar toda esta correria que tem sido especialmente este início de Abril pois que bandas como os Mogwai ou os Explosions In The Sky têm álbuns novos. Em especial os Mogwai têm aqui mais um excelente álbum (já é normal) e desta vez um pouco menos virado para as guitarras e mais para os sintetizadores.

Escolhas de Ricardo Almeida:

Pixies

The Pixies – Where Is My Mind?
Semana complicada. Só faltou dar de caras com o Tyler Durden.

Ben Frost – You, Me and the End of Everything
Cada vez mais dou por mim a ouvir música de contornos ambientais, mais abstracta e não-figurativa. Aquela que às vezes nem formula perguntas, tampouco se propõe a apresentar respostas.  Não sei se isto se deverá a um interesse genuíno por este tipo de exercício sonoro, se antes a um cansaço de tudo o resto, à necessidade de desligar o cérebro e perder-me enquanto o disco roda. A verdade, já dizia alguém, é que aprendemos a sentir antes de aprendermos a pensar.

Scott Kelly – In My World
Uma das coisas boas deste horário de Verão é que ao fim do dia, antes de chegar a casa, posso ir aproveitar os últimos raios de luz sentado nas rochas a ver o mar. Sabe-me bem.

Arcade Fire – Wasted Hours
Ouvi tanto os primeiros três discos de Arcade Fire, que hoje em dia opto quase sempre pelo Reflektor. Banda que me enche de nostalgia e me faz sempre recordar pessoas e momentos bonitos.

Prurient – Shoulders of Summerstones
“Para desapareceres precisavas mesmo de destruir tudo o que deixavas para trás?”, foi a única coisa que saiu quando tentei escrever sobre este disco, há tempos. Aparentemente o pouquíssimo engenho que tinha para mandar bitaites eclipsou-se, mas os discos bons continuam a bater forte e isso é que é importante. Fiquei muito contente com esta confirmação para o Amplifest.

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