Músicas da Semana #191

Escolhas dos The Loafing Heroes:

CAN

Can – Oh Yeah
Esta canção é uma revolução para nós. É incrível pensar que esta banda criou a música em 1971 no álbum “Tago Mago” trinta anos antes dos álbuns mais experimentais de Radiohead. Esta canção representa a liberdade que a música pode trazer. É uma grande viagem: estranha, escura, cosmopolita, com guitarra e percussão brutal, e tudo está produzido de maneira genial.

King Creosote and Jon Hopkins – Bats in Attic
É uma das canções mais bonitas deste grupo escocês com Jon Hopkins: um som delicado e uma melodia que escava até o fundo da alma, as letras melancólicas fazem lembrar as dos The Loafing Heroes, assim como as harmonias das duas vozes e o uso do piano.

Brian Eno – The Big Ship
Sempre gostamos muito de todos os álbuns dos anos setenta de Brian Eno, e esta peça instrumental do álbum Another Green World é um exemplo para nós em termos de qualidade cinematográfica que tentamos pôr na nossa música. Quem ouve esta canção é transportado para paisagens e oceanos imaginários.

Gregory Alan Isakov – San Francisco
O Gregory Alan Isakov é um anti-herói da folk americana: discreto, suave, melancólico e muito vintage. A sua música tem muito a ver com a dos Loafing Heroes no que respeita ao som: guitarra, violino, piano, contrabaixo; a letra desta canção é sobre a dificuldade de largar o passado ou fazer as pazes com ele – “how you made me weep on Samson street”, canta Isakov. Muito bonita esta canção.

The Gloaming – The Sailor’s Bonnet
Ouvimos sempre esta música dos The Gloaming durante uma digressão na Irlanda no fim de 2014. Tem raízes na música irlandesa tradicional que se toca nos pubs e o violino tem um papel fundamental. Uma noite, enquanto estávamos no oeste da Irlanda, chegámos a um pub antigo para dar um concerto e ouvimos esta canção tocada por dois velhotes numa esquina, enquanto uma tempestade se estava a preparar. O espírito e a força desta canção, juntos com a maior tempestade de sempre, inspiraram-nos para tocar o nosso melhor concerto da digressão: foi uma noite mágica.

Escolhas de Andreia Vieira da Silva:

Cheap Trick

Cheap Trick – Gonna Raise Hell
Do álbum “Dream Police”, é uma faixa que não tem nada a ver com o resto. Tem um lado mais sombrio e destaca-se da concorrência. O resto do álbum também é bom, mas esta é especial.

Capitão Fausto – Morro na Praia
Um dos singles do novo álbum, “Capitão Fausto Têm os Dias Contados”. Com um refrão muito bom, que se cola ao ouvido, é simples e descontraída.

Guns ‘n Roses – Rocket Queen
Um clássico, what else?

Ted Nugent – Stranglehold
Mais uma faixa seventies e apesar do Ted Nugent ser um idiota, é inegável que tem um repertório excelente.

Iggy Pop – Gardenia
O novo álbum de Iggy Pop está fantástico. E tem Josh Homme à mistura. Esta “Gardenia” está excelente.

Escolhas de Vera Brito:

Samuel-Uria

Samuel Úria – Lenço Enxuto
Na passada sexta-feita fui ver o Samuel Úria ao São Luiz e esta música é das coisas mais terrivelmente bonitas de se ver ao vivo que há. Se alguém me garantisse que no próximo concerto o Manel Cruz iria estar também, até era capaz de arrancar para o Porto.

Samuel Úria – Carga de Ombro
Vai ser um dos discos do ano e esta fechou a noite em grande à saída do São Luiz. Para quem lá esteve este será um dos momentos que não vai esquecer tão cedo.

Steve Gunn – Tommy’s Congo
Perdi a conta das vezes que ouvi esta “Tommy’s Congo” de Steve Gunn na passada semana e os seus riffs hipnóticos de guitarra irão seguramente levar-me à ZdB este maio para vê-lo.

Kevin Morby – All of My Life
Continuo num caso sério de enamoramento com a música deste rapaz e desde há duas semanas para cá que não tem havido dia em que não meta os ouvidos nisto.

Mike Cooper & Steve Gunn – Saudade Do Santos-o-Velho
Ainda no Steve Gunn não fazia ideia deste álbum gravado na nossa Lisboa. Um dia ainda os convencemos a todos a ficar por cá.

Escolhas de Ricardo Almeida:
©Jimmy Hubbard

©Jimmy Hubbard

Nothing – The Rites of Love and Death
O novo dos Nothing chama-se Tired of Tomorrow e está uma delícia – ainda assim julgo que prefiro o anterior, mas ainda é cedo para esse tipo de juízos. Esta é do EP Downward Years to Come, e é daquelas para ouvir às quatro da manhã quando não está mais ninguém em casa e já estás farto de tentar atinar com a “Rocket Man” na guitarra.

Marissa Nadler – Strangers
Já conhecia o nome Marissa Nadler mas só tinha ouvido umas coisas soltas no youtube. Este é o primeiro disco completo que oiço e estou gostar muito. A faixa que cede o nome ao disco é a que tenho ouvido mais vezes.

Weekend – Oubliette
Jinx é um daqueles discos a que volto sempre. Continua a ser dos meus preferidos para ouvir quando tenho de conduzir à noite. Quanto aos Weekend, são uma banda que julgo que iria agradar a muitos dos que ainda não os conhecem.

The Body – Shelter is Illusory
Já o disse muitas vezes e volto a dizê-lo: nunca me arrependi de ter ido a um concerto, mas já me arrependi muitas vezes de ter ficado em casa.

The Doors – Who Scared You
Passei os meus late teens a ouvir The Doors quase todos os dias. Ainda vi o que resta deles no Coliseu – na altura ainda com o grande Manzarek – e só tenho pena de já mal me lembrar desse concerto. Hoje em dia é mesmo muito raro ouvi-los. É pena, mas não dá para ouvir tudo.

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