Músicas da Semana #196

Escolhas de DJ A Boy Named Sue:

mighty-sands

Mighty Sands – Love Son
Uma jovem banda (nascida das cinzas dos Los Black Jews) de Lisboa que tem vindo a crescer bastante nos últimos tempos. Editaram recentemente o EP “Big Pink Vol.2” do qual este Love Son é o primeiro single. Misturam sonoridades garage rock, pop e psicadélicas de um modo muito próprio e fresco. São muito bons de ouvir e ainda mais de ver ao vivo. Além deste projecto são um grupo de pessoas fantásticas que se desdobram em mil outros projectos, a sua editora Spring Toast Records, os projectos Calcutá e Jasmim

The Kills – Doing It To Death
Banda que dispensa apresentações, a dupla Jamie Hince e Alison Mosshart continua a conseguir reinventar-se e surpreender com a química do seu rock, blues, indie alternative do século 21. Este é o primeiro single do seu próximo disco “Ash & Ice”. A julgar pelas recentes actuações ao vivo, que têm vindo a incorporar uma sonoridade cada vez mais orgânica (já na última visita a Portugal no ano passado se fizeram acompanhar por uma banda) e pelas músicas novas, este é um dos regressos que mais anseio em 2016.

The Limiñanas – Garden of Love?
Este ‘Garden of Love’ conta com a participação de Peter Hook (Joy Division/New Order) e é de uma banda pouco conhecida de origem francesa. Misturam várias influências do passado como Gainsbourg, bandas sonoras italianas, psicadelia, guitarras à Sonic Youth, entre outras referências. Esta mistura, marcada pelas cadências tensas das batidas aliadas a um lado hipnótico e a um pop sedutor resulta numa sonoridade bastante fresca. . Depois de uma passagem por Portugal e um disco mais alternativo acompanhados de Pascal Comelade, lançaram em Abril o seu 4º disco “Malamore”, álbum que estou ansioso por que me chegue às mãos.

Cais Do Sodré Funk Connection – Take It Like A Man
Editaram recentemente o seu 2º registo ‘’Soul, Sweat & Cut The Crap’’. Sonoridades Soul/ Funk a beber do imaginário dos anos 70, mas com todo o poder duma produção do século 21. O calor, o groove e a vontade de dançar são contagiantes do início ao fim do disco. Mal o ouvi, ‘’Take It Like A man’’ foi a minha escolha imediata para incluir nos meus sets para incendiar as pistas de dança.

Fat White Family – Whitest Boy On The Beach
Uma das minhas bandas preferidas dos últimos tempos. Um amigo meu descreveu-os como uma mistura entre Butthole Surfers e Britpop e acho que se adequa que nem uma luva. Inovadores, melódicos, irónicos, políticos, incómodos, exagerados, chocantes, actuais.. editaram recentemente “Songs For Our Mothers”, do qual este foi o primeiro single. Actuam este ano pela primeira vez em Portugal e estou muito curioso por vê-los ao vivo.

Escolhas de Hugo Rodrigues:
©Vera Marmelo

©Vera Marmelo

You Can’t Win, Charlie Brown – Above the Wall
O regresso dos You Can’t Win, Charlie Brown aos discos acontece finalmente este ano e esta música é o primeiro avanço de Marrow. Tal como já nos vieram habituar, deixa água na boca para o que aí vem, ainda para mais quando parecem agitar um pouco as coisas com um bocadinho mais de “electricidade”.

For A Minor Reflection – Ókyrrð
A semana começou com o Spotify a relembrar-me que os For A Minor Reflection existem, e ainda bem.

pg.lost – Terrain
Dentro da mesma onda anterior, o pós-rock dos pg.lost também me fez companhia durante um par de dias no trabalho.

Vinnie Caruana – Your Religion Is Killing Me
A última música do mais recente trabalho a solo de Vinnie Caruana é talvez uma das mais improváveis que esperei ouvir vindo do músico, mas é mesmo por ser diferente que se destaca, bom.

letlive. – Good Mourning America
É possível que seja sempre conhecida por mim como “aquela música que quando começa parece um anúncio do Spotify”.

Escolhas de Vera Brito:

Bob-Dylan

Bob Dylan – Don’t Think Twice, It’s All Right (Animal Collective Remix)
Bob Dylan comemorou por estas semanas as suas 75 primaveras e num ano de tantas perdas começamos a contar pelos dedos aquelas figuras inigualáveis, dos quais já se perdeu o molde, feitos de matéria genuína que dificilmente se voltarão a repetir na história. Por isso é importante que as homenagens se façam em vida e Dylan merece-as todas. Esta dos Animal Collective foi bem bonita num remix que conseguiu unir o melhor do passado e do futuro. É magia da bela como só os Animal Collective conseguem fazer.

Chance The Rapper – No Problem
Existem semanas onde me apetece mergulhar na imensidão do hip hop. Esta semana ouvi bastante este novo Coloring Book do Chance e devo dizer que me descontraiu bastante.

Russian Circles – Vorel
A adivinhar por esta vertiginosa “Vorel” vem aí porrada sonora garantida no novo álbum dos Russian Circles. Aguardemos.

Beck – Wow
Beck volta a trocar-nos as voltas e “Wow” tem tudo para ser um hit de verão. Solta, doce, energética, a assomar o hip hop e a remexer na pop dos 80. Não me surpreenderia se no novo álbum surgissem colaborações inesperadas. Talvez assim Kanye e Beck fizessem as pazes nos próximos Grammys.

Animal Collective – Brother Sport
Já é primavera?

Arte-Factos

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